Opinião: da ingressão à atualidade no fandom... ~ Netoin!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Opinião: da ingressão à atualidade no fandom...

Acorda que é hora de ler o post novo do NETOIN!, Usagi!

Acompanhar a animação japonesa com vontade, desde os anos noventa do século passado, é algo que leva este blogueiro à muitas memórias e considerações das mais diferentes. Desde a época na qual a dependência total da televisão era mais do que certa, passando pelos títulos "distribuídos" nas famosas (e saudosas) fitas VHS e culminando com a internet, a arte de se assistir animes tem se mantido em uma constante, com alguns períodos de altos e baixos neste meio tempo.

Se analisar unicamente o período da internet, da qual minha pessoa faz parte desde 2006, o que se tem é um cenário que iniciou de uma forma e tem mudado gradativamente para outra. Muito embora as diferenciações sejam poucas (e até imperceptíveis em alguns casos) existe uma clara intenção de atualizar-se nos costumes pela grande rede mundial de computadores.

Mas para que tudo possa ser entendido de uma forma mais plausível, uma pequena viagem no tempo é necessária, no intuito de vasculhar um pouco do que se pode extrair de melhor nesta área de entretenimento chamada animação japonesa. Desta forma você é o convidado para acompanhar, neste instante, um texto opinativo sobre como este blogueiro se sente em meio à atualidade que rege o fandom.

Amigo visitante, tenhas uma boa leitura.

A dependência da televisão...

Don Drácula: diretamente da Transilvânia para "abraçar" o Japão...

Este humilde blogueiro citou os anos noventa como o período inicial de sua paixão pela animação japonesa. Na verdade, a década anterior à citada é que representou tal ponto de partida, por mais que minha pessoa não fizesse a mínima ideia sobre aquilo que estava sendo assistido era, de fato, um anime japonês. Foi assim com Honey Honey, com Heidi e com O Pequeno Príncipe, só para citar alguns.

Houveram exceções, e a mais representativa delas foi Don Drácula, exibido pela Rede Manchete de Televisão durante boa parte dos anos oitenta. Era muito "visível" que se tratava de uma animação japonesa por vários detalhes que se faziam apresentar na obra, especialmente pela ambientação do mesmo ser justamente a cidade de Tóquio, com seus letreiros característicos e outras coisas do tipo.

O humilde blogueiro presente gostava de esperar "pacientemente" por cada episódio. A vontade era de ver tudo naquele momento, mesmo sabendo que tal sonho era impossível. Mas está sendo aqui falado de uma época na qual não haviam responsabilidades para a minha pessoa (fora começar a estudar), e certamente ficar em frente à televisão para apreciar tudo isto era por demais divertido.

Dragon Quest: Fly em ação.

Os anos noventa representaram um algo à mais, pois muitos animes surgiram na televisão brasileira para aproveitar o ponto de partida da década anterior a tal. Impreterivelmente, e que as pessoas concordem ou não, Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil) foi o responsável direto, em 1994 e também pela Rede Manchete de Televisão, por um "boom" que muitos imaginavam que jamais iria se acabar. O anime em questão ganhou fãs, vendeu brinquedos, fez e aconteceu na citada época.

Logo vieram mais animações trazidas da terra do Sol nascente. Magic Knight Rayearth, transmitida pelo SBT à partir de 1995, foi uma experiência por demais notável. Em seu início os episódios iam ao ar apenas uma vez por semana, nos domingos por volta das onze e meia da manhã. Logo isto foi mudado para se aproximar da cultura de exibições local, com transmissões diárias entre outras coisas. Se isto não bastasse ainda teve Dragon Quest (conhecido no Brasil como As Aventuras de Fly, o Pequeno Guerreiro) na mesma emissora sendo, deveras, uma obra muito digna de se acompanhar. Mais tarde apareceram outros animes estando, entre eles, Street Fighter II Victory, que fez questão de abocanhar os fãs da conhecida franquia de jogos de luta com muita vontade (e certa autoridade). E tudo explodiu de verdade com a chegada da série clássica de Dragon Ball pela mesma emissora.

A Manchete respondia à tudo isto com Sailor Moon, que apartou em terras brasileiras também em 1996, no dia 26 de abril. Mais tarde a emissora trouxe Shurato e os Samurai Warriors. A emissora exibiu muitos especiais e filmes de animação, estando entre eles Fatal Fury, Samurai Spirits e Genocyber (este no antigo bloco US Manga). Quando a emissora exibiu YuYu Hakushô à partir de 1997, simplesmente quarteirões vieram abaixo, dado o sucesso que tal anime faz entre a garotada da época.

Chikorita, o Pokémon favorito deste humilde blogueiro...

Ninguém nuca imaginaria, na época, que emissoras como a Record e a Globo também investiriam em animes, nos últimos momentos dos anos noventa. A primeira trouxe de cara Pokémon, cujo sucesso foi absoluto ao ponto de até hoje se fazer presente entre os fãs de animes pelo Brasil afora. A emissora carioca, vendo o sucesso dos poket monsters, resolveu arriscar em similar ideia trazendo Digimon, isto já no final de 1998. Para este blogueiro estava sendo declarada um tipo de Guerra Fria entre as emissoras brasileiras, no intuito de trazer o máximo de animes possíveis e assim fidelizar uma fatia de público que prestigiava tal tema.

Um pouco antes da virada para o ano 2000 a Rede Bandeirantes resolveu embarcar na onda dos animes, trazendo Dragon Ball Z (entre 1998 e 1999). Palavras para falar do sucesso que o anime fez, mesmo sem ter toda a série clássica exibida no Brasil ainda, são totalmente desnecessárias. Mais tarde, já na virada do século, Jibaku-kun (Bucky em solo tupiniquim), El Hazard Tenchi Muyo! (incluindo a série em OVA) também foram trazidas pela emissora paulista (que ainda trouxe Slayers em 2003). Neste meio tempo, a Globo respondia com Card Captor Sakura e com Popolocrois ainda trazendo, mais tarde, Dragon Ball Z (a saga de Boo) e Dragon Ball GT, ambos em 2003. A Record usava e abusava de Pokémon e trazia Sailor Moon R para o público...

E tudo isto sem mencionar os canais de televisão por assinatura, que trouxeram muitos animes ao solo brasileiro e, de boa forma, contribuíram muito para o crescimento de tal fandom em solo tupiniquim. Embora não tenha assistido à nenhum deles (pois não era assinante), este blogueiro se recorda das chamadas para obras como Saber Marionette e Saikano, ambas no início dos anos 2000.

 Megaman Network Warrior: o anime divertia bem, mas não passava muito disto...

Mas tudo desandou, pouco à pouco. Primeiro a Manchete, que fechava filiais ao redor do Brasil (devido a sua grave crise interna) e muitos de seus animes só podiam ser vistos em poucas praças. Outras emissoras colocavam os animes para serem transmitidos em horários não tão compatíveis e que não atingiam todo o público em potencial. Cada vez mais os animes foram sendo vistos como "coisa de criança" e exibidos, dentro da possibilidade, em horários no qual tal público era possível de ser alcançado, em tese.

É bem verdade que houveram apostas sendo lançadas no ar, como a Globo transmitindo Yu-Gi-Oh! em 2004,  Megaman Network Warrior em 2005, entre outras "apostas". Mas pode-se dizer que eram os últimos suspiros de algo que, atualmente, está resguardado a reprises de alguns títulos em algumas das emissoras aqui citadas. Talvez a chance perdida tenha tido a sua morada neste período, que poderia ter sido melhor aproveitado e canalizado para se atrair o grande público. Mas talvez o fato já estivesse mesmo consumado.

Como se pôde notar, esperar pela transmissão tradicional (via televisão) já representou muito do que pode ser dito como passatempo e lucro. Os tempos são outros, as cabeças pensantes e o comportamento geral também, e nisto os eventos de animes acabaram aparecendo para servirem de abrigo ao fandom que, até então, começava a se sentir carente de tal material visual.

Os eventos de animes, quando assim o eram...

Lord Demitri Maximoff versus Pyron, em Night Warriors Darkstalker's Revenge.

O distante ano de 2004 reservou, para este blogueiro, a primeira ida a um evento de animes em sua vida. O local era uma unidade do Positivo, conhecida instituição de ensino da capital paranaense, situada próxima ao bairro do Champagnat. Para uma primeira ida a um evento de tal temática e porte, tudo pareceu ser muito bem feito e acolhedor aos olhos de minha pessoa.

Em meio ao evento haviam bancas e bancas com mangás, figures e camisetas à venda. Jogos para PlayStation, PlayStation 2, Dreamcast e GameCube, provenientes ou sobre a animação japonesa, eram muito fáceis de serem encontrados. Haviam muitos VCDs para DVD-players, contendo verdadeiras coletâneas de anime music videos (os populares AMVs), que podiam ser adquiridos sem grande preocupação. Tudo isto sem mencionar os cosplayers, que desfilavam abertamente por todo o lugar.

Entretanto, este evento ainda contava com o principal: salas temáticas com exibição de animes. Ao todo eram oito salas, cada uma exibindo um título diferente. Foi neste dia que minha pessoa foi apresentada ao anime de Love Hina e, sem perder a oportunidade, também para a série em OVA de Darkstalkers. Foram quatro episódios de Naru e companhia e dois capítulos de Pyron e companhia assistidos com muita alegria.

A Mutsumi Otohime, de LoveHina, sorrindo para todos...

A citação para tal ocasião se faz justa e de respaldo para este texto, pois tal evento conseguiu canalizar os anseios e as aspirações que este blogueiro começava a desenvolver de uma forma mais aguçada sobre o fandom em si. A prova disto foi uma dúvida ter sido tirada de uma forma, até então, pouco convencional para este humilde blogueiro, na qual o vídeo de encerramento para Sailor Moon S rendeu uma conversa que durou mais de quarenta e cinco minutos no saguão do evento. Algo para o qual a minha pessoa não estava preparada...

Naquele ano a televisão já dava muitos sinais de desgaste com a animação japonesa. Procurar ir mais à eventos e conversar com pessoas de tal ramo era tudo que este blogueiro precisava, na ocasião, para saciar de uma melhor forma a curiosidade quanto ao grupo dos fãs de animes e mangás, que estava bem na crescente em tal época.

Ainda assim, era necessário ficar unicamente à par daquilo de que a televisão exibiria, pois sem computador não havia a mínima possibilidade de ter uma internet em casa. Entretanto, dois anos mais tarde e a ingressão definitiva ao fandom se deu com o advento do acesso à rede mundial de computadores em residência.

Com a internet, muita coisa veio à tona...

Kage Kara Mamoru!: o primeiro anime visto de forma completa.

E o já distante ano de 2006 deixou a sua marca, quando a internet se fez chegar em residência. Em mente havia muita coisa à ser vista, entre tais estavam os animes. Por recomendação de um amigo, um site por ele citado foi o primeiro da área visitado por este blogueiro, que resolveu acompanhar Kage Kara Mamoru!. por sinal, era um anime da temporada de janeiro daquele ano, então o fator curiosidade predominava forte.

Sem o menor arrependimento, o anime caiu nas graças de minha pessoa e dali um verdadeiro "pulo do gato" para se aventurar em muitas outras séries mais. Contando com uma banda larga quase inimaginável nos dias de hoje (velocidade de 600 kbps), o que era possível ser assistido era prontamente convertido em fato. Uma época na qual havia apenas o anseio da distração e do relaxamento, sem muito mais além disto.

O formato padrão da época era o já famigerado RMVB, com o AVI sendo visto como o mais "pomposo". Era também o ano no qual os formatos MP4 e Matroska (MKV) começavam a aparecer lentamente, mas já ganhando os seus espaços em pouco tempo.

Tsukimiya Ayu, de Kanon 2006: até hoje o anime é o preferido deste blogueiro.

Importante ressaltar que foi justamente no final de 2006 que minha pessoa teve o anseio de buscar maiores informações sobre o universo da animação. Ler tantas opiniões espalhadas pela grande rede fez com que, aos poucos, um grande anseio tomasse conta deste blogueiro e acabasse sendo convertido em fato real na data de 22 de dezembro de 2006, quando se deu a criação do NETOIN!.

Desde então muita coisa pôde ser vista, analisada e comentada. Muito mais informação pode ser compartilhada e, de igual forma, o chamado aprendizado na área elevou-se. Mas isto não significa quase nada, realmente, pois todo dia algo novo está à espera deste humilde blogueiro e, em razão disto, auxiliar em divulgações e opinar assertivamente sobre os últimos fatos é algo de muita representatividade (neste caso não se faz falar, unicamente, da blogosfera animística brasileira).

No que tange ao fandom cujo tema é um dos alicerces deste blog, fica muito claro que as ramificações opinativas (bem como o chamado gosto pessoal) são características que acabam indo muito mais além do que algumas poucas palavras poderiam traduzir (definir) com seguridade. Hoje, com seis anos de blogagem carregados nas costas (cinco destes dentro do tema em específico) o que se pode citar, com grande tranquilidade, é que há muito ainda para se ver, aproveitar, contextualizar e, doravante à tudo isto, aprender.

Kami Nomi zo Shiru Sekai.

Hoje em dia é muito comum comentarem sobre qualidade de legendas, se o uso de sites como o Netflix e o Crunchyroll são viáveis ou não, se é melhor utilizar-se dos serviços ofertados por fãs do exterior do que pelos fãs brasileiros, se o formato interfere na qualidade de um episódio ou não, entre tantas outras coisas que as pessoas pertencentes ao fandom buscam contextualizar e opinar sobre tais assuntos. Tudo pode ser facilmente servir de conteúdo com respaldo e de caráter informativo usável, desde que certas linhas não se façam ultrapassar durante trais trocas de ideias.

Com uma blogosfera na crescente é bem plausível que apareçam blogs e sites que possam suplantar de forma ainda mais qualitativa e presente uma demanda que também tem crescido no meio, nestes últimos quatro anos. Em meio à fechamentos e aberturas de vários blogs o ciclo já está formado e aguardando, unicamente, pela sua visitação e opinião, amigo visitante.

O papel já está bem formado e centrado. Difícil saber até aonde este blogueiro poderá chegar com o NETOIN!, da mesma forma que aqui definir um ponto de chegada para o blog possa beirar a mentira deslavada e cruel. Mas o pequeno histórico registrado neste post serve de recado pleno sobre como está a mente deste humilde blogueiro acerca do fandom, como se tem pensado sobre tal fator e sobre se darão so passos daqui por diante.

Objetivamente

Um sorriso ao melhor estilo Hidamari Sketch de ser...

Este post visou apenas apresentar um pouco melhor este blogueiro para você, amigo visitante. Proporcionar uma interação maior, uma troca de opiniões e de sugestões mais justa e saudável, além de chamar a atenção para um passado no qual toda e qualquer lembrança é mais do que bem-vinda.

É bem verdade que ainda existe um grande caminho para ser percorrido. De igual forma é mais do que sensato dizer que, em determinado momento, "o sonho encontrará o seu fim". Independente disto, o NETOIN! quer ser cada vez mais um pedaço de sua casa na internet e, para tanto, um texto como este acaba dando os passos iniciais para que tal propósito possa ser plenamente alcançado.

Como foi o seu início nesta aventura pelo fandom de animes e mangás, nobre visitante? Como você se sente hoje sobre o mesmo? Deixe aqui registradas as suas opiniões sobre o tema proposto.

Até a próxima.

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O autor do NETOIN! é...
Carlírio Neto Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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6 Comentários

  1. Estas fases mais antigas como a de Don Dracula e Honey Honey também acompanhei sem saber exatamente o que era anime, só sabia que era japonês. Mas acompanhei em fase pré-adolescente o sucesso estrondoso de Cavaleiros. Mas fiz uma pausa do inicio da decada passada até voltar em meados de 2007 com o trio de ferro Naruto/One Piece/Bleach. Dai a ter temporadas que acompanho quase todos os animes como a passada.

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    1. Saudações

      Acho muito interessante fazer estas ligações com um histórico pessoal, nobre @açougueiro@. pode representar uma troca de experiências muito satisfatória e até curiosa, dependendo unicamente da questão lançada no momento.

      No caso, tanto quanto a sua pessoa, olhar para atrás e se recordar daquela época dos anos noventa me faz pensar um tanto sobre o fandom e seus costumes.

      Acredito, inclusive, que aqui caberia mais um post temático, mais para frente.


      Até mais!

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    2. Concordo com isso, principalmente que seus temas sempre buscam um outro lado em suas citações, e supondo(quase tendo certeza) que temos idades parecidas vimos a mudança em um todo do público em geral e de como é consumido os animes atualmente.

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    3. Saudações

      Acredito que tudo seja transitório, nobre amigo.

      Daqui alguns anos, os atuais jovens olharão para trás e dirão, mais ou menos de forma similar, o que tanto falamos dos naos noventa. Este é o ciclo natural das coisas, creio eu.

      E sim, já sou o [old school] da turma toda.


      Até mais!

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  2. Caramba! Vi minha vida inteira passando na frente dos meus olhos agora!
    É muito bom poder relembrar de tempos tão memoráveis, mas ao mesmo tempo assustador.

    Dragon Ball foi para mim (como para muitos) o estopim da admiração pela animação japonesa.

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    1. Saudações


      Assustador? Em que sentido exatamente, nobre rapaz?


      Até mais!

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