Lágrimas, drama e emoção presentes em: Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai ~ Netoin!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lágrimas, drama e emoção presentes em: Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai

O logo do anime.

Ao longo das cento e oito reviews de animes que já foram publicadas aqui no NETOIN!, todo tipo de história já se fez aparecer. Em várias delas, as lágrimas eram possíveis de serem derramadas, tudo graças ao enredo que caminhava em vias de algum tipo de tragédia ou que, no mínimo, a convivência dos personagens assim fazia permitir.

Como um grande admirador do gênero drama que minha pessoa é, várias das obras analisadas caminhavam para tal segmento. E mesmo os animes que não eram exatamente pertinentes ao dito gênero conseguiam mostrar que podiam realmente fazer as emoções aflorarem e chegar a um ponto concreto, no qual lacrimejar era a ação mais comum possível.

Dito isto, se faz chegar o momento de dedicar um espaço deste humilde site para uma das obras mais apaixonantes da animação japonesa, que se fez aparecer ao longo do já saudoso ano de 2011. Com um no me bastante extenso mas de diminutivo bem conhecido, Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai (ou simplesmente Ano Hana) ganha a sua vez no NETOIN!, perfazendo a centésima nona review de anime na história deste lar na internet.

Tenha uma boa leitura.

Perfazendo a história e os personagens...

O elo perdido entre passado e presente...

Ano Hana foi ao ar na segunda temporada de animes em 2011, iniciando em abril e encerrando-se em junho do citado ano. Seus onze episódios foram animados pelo estúdio A-1 Pictures que realizou um bom trabalho com a obra. Aliás, tal fato já ficara em evidência nas previews da obra, que podiam ser vistas tanto no site oficial do anime como no portal YouTube.

Procurando centralizar em um tanto o enredo deste anime, você é o grande convidado à acompanhar como se fazia seguir a vida de um jovem chamado Yadomi Jinta, que era mais conhecido pelo seu apelido Jintan. Este rapaz havia perdido as suas ganas de vida após ter perdido uma grande amiga em sua infância, e possivelmente aquela que o conduziu ao seu primeiro amor. No tempo presente da obra, Jintan está totalmente deslocado do convívio social, ao ponto de não mais ir para a escola e nem de seu pai mostrar importar-se com tal fato.

Esta pessoa que tanto marcou a vida do apresentado rapaz atendia por Honma Meiko, que era melhor conhecida por Menma. Sempre sorridente, esta garotinha buscava cativar à todos com uma singular simplicidade em suas ações e comportamento. Mas ela era muito propícia à emocionar-se com relativa facilidade. Tanto que um trágico incidente veio à tona graças, justamente, a um momento no qual o seu sentimento mostrou não ser correspondido (mesmo que tal fato tenha ocorrido por um infeliz equívoco).

Nokémon!

No tempo presente do anime, a Menma é um tipo de fantasma. Mas ela aparece unicamente para o Jintan, convivendo com o antigo amigo como se ainda estivesse viva. Ela conversa com ele, come a comida dele, dorme no quarto do rapaz, caminha ao lado do próprio e tudo isso faz com que Jintan entre um grande e sensível dilema, sendo o mesmo preso ao grande desejo da Menma em vida.

Em termos mais diretos, Ano Hana busca enfatizar todos os caminhos que levam o Jintan à ajudar sua amiga Menma em ter tal desejo realizado. De antemão já é possível dizer que esta tarefa não tem nada de fácil, uma vez que apenas o rapaz podia ver a jovem. Em outras palavras, este tipo de missão consistia em fazer com que todo o grupo de amigos do passado, os "defensores da Terra", trabalhassem unidos no intuito de auxiliar a antiga amiga em seu mais profundo desejo.

Para tanto, a estrada à ser percorrida pelo Jintan o chocaria com muitas verdades da vida. E não apenas isso, pois o rapaz não tinha mais o semblante de líder que lhe era outorgado quando criança. Ele não tinha mais uma representatividade social estabelecida, pois até da escola o mesmo havia largado. Enfaticamente, o Jintan não causa nenhuma boa impressão, o que levava o rapaz a ser bem mal visto sob outros olhares incluindo, entre tais, os de alguns de seus amigos do passado.

Anjou e Yukiatsu: verdades e mentiras em conflito durante o anime.

Neste grupo de amigos havia a jovem Anjou Naruko, mais conhecida por Anaru. Quando criança ela tinha sentimentos bem conflitantes pela Menma e nutria um carinho especial pelo Jintan. No tempo presente tudo que ela faz é viver o seu dia-a-dia de uma forma normal e aparentemente descompromissada que, na verdade, acaba mostrando-se muito viril em seus sentimentos internos, pois ela carrega uma certa culpa em seu coração.

Um outro rapaz mostrava que, mesmo com a passagem dos anos, certas fisionomias comportamentais tendem a não mudar. Este era o Hisakawa Tetsudou, o popular Poppo. Seu jeito aberto e espontâneo de ser não conheceu o poder (geralmente implacável) da passagem do tempo e ele continuava a viver como sempre foi, extrovertido e aparentemente meio bobo em seu raciocínio. À bem da verdade, o Poppo converteu-se no personagem mais carismático de Ano Hana, justamente por seu comportamento e por representar um poderoso fiel da balança, no que tange a ligação de todo o grupo de antigos amigos.

Infelizmente, o jovem Matsuyuki Atsumu não partilhava de similar ideia. Mais conhecido por Yukiatsu quando criança, este rapaz renega não apenas o apelido que ostentava em tal época como principalmente não suporta olhar para a face do Jintan. Ele tinha seus motivos para isso, que vão desde o chamado ciúme que alimenta seu coração desde a época da infância até o maior dos fatores, sendo este atrelado diretamente ao traumatizado coração do rapaz.

Para quem seriam estes fogos?

Fechando o grupo de amigos estava a Tsurumi Chiriko. Com o apelido de Tsuruko, esta jovem passou à dedicar-se mais aos seus estudos e, de forma pronta, também procurou esquecer de épocas passadas. Ela não tinha nada contra ninguém em específico, mas também não fazia questão de se traumatizar por quaisquer evento. Entretanto, aquilo que acometeu a Menma em épocas passadas também acabou perfurando a mente e o coração da Tsuruko.

Amigo visitante, é possível notar que o Jintan teria um grande trabalho pela frente. Além de ter que driblar as adversidades que o próprio acabou criando quanto à sua vida, o antigo líder do apresentado grupo teria de provar que não estava louco. Fácil deduzir isto, uma vez que apenas ele podia interagir fielmente com o fantasma da Menma. A garota, por sua vez, tentava de todas as maneiras estabelecer um elo de comunicação com seus antigos amigos, fosse isto feito por intermédio do Jintan ou não.

Passando pelas prerrogativas da vida, o que custearia muito a mente e o emocional de todos os envolvidos na trama, Ano Hana procurou deixar em evidência que a chamada insistência pode ser muito benéfica quando bem aplicada e conduzida. Entre outras normativas presentes, o anime usou e abusou do fator emocional em seu enredo, baseando no gênero drama mas que continha muito de slice-of-life e de romance também.

Considerações Gerais

Momentos de grande apreensão na obra.

Ano Hana foi um anime que recebera muitas críticas na época de sua exibição, vindas tanto da parte dos blogueiros da época como também por parte do fandom em geral. Tais opiniões prendiam-se a um fator no qual a minha pessoa não concorda até hoje, sendo este o chamado "drama forçado". Muito embora tal ideia não seja partilhada pelo responsável por este texto, é bem compreensível fazer um aparato dos fatos e definir a razão pela qual o anime ganhara tal tipo de fama.

O drama aplicado na obra era muito forte em dados momentos. Em especial nos últimos quatro episódios do anime, as lágrimas que escorriam pelos semblantes dos personagens caíam de forma tão frenética (e até eloquente) que é possível aí estabelecer a maior de todas as ligações, visando chegar à denominação de "drama forçado". Em diversos pontos do anime foi possível notar que, se algo falhava ou uma discussão se fazia aparecer de pronto, basicamente o resultado final era o choro compulsivo (e quanto à isto, realmente, não há exagero algum nas palavras de minha pessoa).

Se você não assistiu a este anime, fique à par de que o espera é muita emoção e lágrimas, amigo visitante. No contexto geral, a Menma acaba sendo a responsável direta por tais momentos (como se podia pressupor). Mas em vários outros momentos um verdadeiro combo formado por diálogos e olhares endeusados poderão, facilmente, fazer com que você queira avançar ao monitor e falar umas boas verdades em certas faces presentes no anime.

A mãe da Menma, movida pela desesperança.

Há muitos pontos de Ano Hana que chamam a atenção de forma impactante. É possível aqui citar, sem risco de spoilers, muitos dos diálogos pertinentes entre o Jintan e o Yukiatsu, nos quais sentimentos e ressentimentos explodiam de forma direta no monitor. A Anaru, sempre contida em revelar suas verdadeiras emoções, mostrava ser muito forte apenas da face para fora, pois internamente sofria em demasiado. O Poppo podia não demonstrar, mas era disparadamente o mais interessado (tirando-se o Jintan) em fazer com que o grupo de amigos se reunisse após tanto tempo, por mais que a Menma fosse o estopim para tal ensejo.

Dentre todo o elenco que se fez aparecer no anime, um dos maiores focos acabou ficando com a mãe da Menma. Ela se tornara uma senhora amargurada, descrente da própria vida, esquecendo-se em alguns momentos de que ainda tinha um outro filho e um marido em sua casa. Para ela, o que ocorrera com a Menma era algo que não tinha perdão. Na visão dela haviam culpados (cinco ao todo), mas que qualquer ação de represália sobre os mesmos nenhum efeito teria. Para a minha pessoa, o escopo comportamental dela é tão plausível de compreensão que odiá-la não é algo viável, mas certamente a opinião aqui lançada poderá não ser aplicável para todos.

De toda forma, Ano Hana pode não ter agradado em virtude de seu drama ou com a forma na qual tal característica acabou sendo conduzida. Mas é inegável que o anime soube emocionar, cativar e, acima de tudo isto, lançar aos telespectadores algumas lições triviais sobre sentimentos e comportamentos humanos. Para a minha pessoa, este anime foi um dos melhores de 2011 justamente por tais enunciados além de, obviamente, ter apresentado um dos grupos de personagens mais carismáticos do citado ano.

Objetivamente

O grupo de amigos, quando crianças. Sim, eles eram os defensores da Terra com orgulho.

Como você pôde observar, o enredo de Ano Hana consistiu em uma base formada no gênero drama e nele acabou se desenvolvendo, fazendo com que seu grupo de personagens demonstrasse tudo aquilo que sentia e que procurava vivenciar em seu cotidiano. Minha pessoa não clama pela verdade absoluta com tais afirmativas, mas sim pela simplória chamada opinativa, tão pertinente quanto se pode pressupor.

Tecnicamente, o anime sobressaiu-se. No que tange aos padrões de 2011, Ano Hana não decepcionou e mostrou consistência total no que tange à animação dos personagens e trabalho de seus cenários, fazendo com que a ambientação em um todo fosse enaltecida com propriedade. No que diz respeito à parte sonora, o grande impacto recai diretamente para os temas de abertura e de encerramento deste anime, tão ligados em sintonia com os eventos da obra como também marcantes desde a primeira vez em que se pode escutá-los.

De maneira geral, o anime em questão não foi exatamente um marco (se analisar friamente, passou longe de tal meta). Entretanto, Ano Hana foi muito honesto em sua proposta e na forma como a mesma foi trabalhada. Por tudo isto, este anime lhe é altamente recomendado pelo NETOIN!. Se estiver procurando por um drama cujas emoções poderão transcender os seus sentimentos, esta é a obra indicada.

Até a próxima, visitante!

Esta review de anime, a de número #109 da história do NETOIN!, foi
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O autor do NETOIN! é...
Carlírio Neto Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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2 Comentários

  1. Uau! Uma resenha mais do que completa!!! Eu ainda não terminei de ver, mas eu adoro o Poppo e concordo que a mãe da Menna não deve realmente ser odiada, mas ainda assim não gosto muito dela! Não acho, até o momento, que o drama seja forçado, mas é evidente que quando vc trata do assunto morte a intenção é muitas vezes sim, fazer o leitor chorar, mas isso não é necessariamente ruim, na minha visão!

    Enfim, muito obrigada por participar da tag e publicar essa excelente resenha!

    bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Saudações

      Fico feliz que tenhas gostado da review, nobre.^^
      Volte quando quiser e agradeço por seu comentário.


      Até mais!

      Excluir

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