Três opiniões finais sobre Free! ~ Netoin!

domingo, 6 de outubro de 2013

Três opiniões finais sobre Free!

Free!.

O clube de natação de Iwatobi retorna como pauta.

O anime Free! já se encerrou tem cerca de duas semanas. A obra, trabalhada pelo estúdio Kyoto Animation (sendo algo original do próprio), converteu-se em um sucesso de vendas, provável reflexo do atingimento de seu público alvo em projeção. Por mais que o título em si não tenha sido do apreço de todos (independente da razão existente para tanto), o fato está no anime em questão ter cumprido a risca a maior de suas metas alçadas e, com isto, ter feito com que seu público ficasse na espreita de uma nova temporada para breve.

O NETOIN! acompanhou semanalmente o anime, registrando as opiniões mais diversas aqui no site. Dois textos especiais complementaram bem a gama de opiniões sobre a obra, abrangendo a sua temática para as fujoshis, além de também dar um significado e maiores explicações sobre dado nome de seu público alvo.

Por tal razão, minha pessoa convidou três jovens para colocar aqui as suas opiniões finais sobre o anime. O que você verá, na sequência, são palavras vindas diretamente destas jovens, com total propriedade e honestidade nas ideias por elas lançadas. Sinta-se à vontade e aprecie a leitura, ilustre visitante.

As opiniões delas!

Maria Beatriz
Um anime que fez a felicidade bater a minha porta...

A face malvada do Rin...

Olá! Aqui é a Maria Beatriz (veja meu profile no Twitter), daquele primeiro post fujoshi de Free!. Bem, o Carlírio pediu para que eu e mais algumas pessoas comentássemos o que achamos do final de deste anime e aqui está! Espero que esteja bom e que você goste!

Primeiramente, eu não sabia o que esperar do último episódio de Free!. Aquele tipo de final era bem previsível, certamente, mas estava realmente curiosa para saber de que forma iriam chegar àquilo! E ele não me decepcionou. Um final à altura, que agradou tanto ao público “normal” quanto às fangirls! (e aos fanboys também, claro). O episódio me comoveu, de verdade. As emoções e as ações dos personagens (mais especificamente Rei, Haru e Rin) foram expostas com um sentimentalismo que, olha, dava pra jurar que aquilo era um yaoi de verdade e não apenas um fanservice.

Para quem acompanhou o anime, viu bastante o quão tensa tornou-se a relação Rei-Rin. Rei tornou-se um personagem importantíssimo a partir do momento em que ele resolveu colocar o Rin contra a parede e perguntar-lhe “qual era a dele” e “por que ele tornara-se, de repente, obcecado em participar do revezamento”. Foi interessantíssimo ver o Rin tão confuso e desesperado, de certa forma. Ele se encontrava na mesma situação que o Haru episódios atrás, e agora era a vez dele de achar uma resposta equivalente a que Haru encontrara a si mesmo...

Mas afinal, a importância do Rei aumentou ainda mais ao tomar aquela atitude extremamente nobre e admirável no décimo segundo episódio. Ele simplesmente abriu mão de seu lugar na equipe para dar a chance ao Rin de nadar mais uma vez um revezamento com seus amigos de infância. Ele já se sentia excluído e inapto a ser nadador, deve ter sido uma decisão difícil para ele. Poucos seriam capazes disso.

O que me decepcionou um pouco foi a participação do Makoto e do Nagisa, mas não é como se todos pudessem ser sempre a estrela do show. Espero que na (possível) 2ª temporada as emoções do Nagisa sejam levadas mais ao extremo (porque todos tiveram seu “draminha”, menos ele. Nada o atordoou de verdade até agora). E Makoto, sinto muito, mas Free! acabou com fortes insinuações RinxHaru, e você ficou bem apagadinho. É, RinxHaru ganhou de MakoxHaru.

Não posso deixar de citar também o Mikoshiba e o Nitori, porque os amo. O Mikoshiba tem uma personalidade irresistivelmente animada e extrovertida! Ele lembra um pouco o Nagisa, só que ele é a versão seme do Nagisa (o seme seria o  dito ativo, ‘macho’, na linguagem das fujoshis), enquanto que o Nagisa é a versão uke (uke é o sinônimo de passivo, delicado, afeminado). E acho o Nitori tão fofo! Ele irrita várias pessoas (incluindo o Carlírio, por sinal) porque vive com “Matsuoka-senpai!” pra lá e pra cá, mas ele é um grande estereótipo de yaoi (uke gentil e delicado) e, além do mais, como achamos eu e a Ana (que também comentará aqui) ele tem fortes indícios yandere! Aposto que em sua mente obcecada ele inventa os planos mais psicóticos e chocantes para conseguir o Rin para si (o que dá um pouco de medo).

Eu me comovi muito com o final de Free!, admito. Qualquer raiva que podia nutrir pelo Rin dissipou-se quando ele perdeu os cem metros livres e ficou tão deturpado que a força de seus braços não era o suficiente para tirá-lo da piscina. Emocionante também quando o Rin e o Haru se agarraram e começaram a rolar no chão, brigando. Conversa vai, conversa vem, o Rin não aguenta mais e começa a chorar. O Rin sempre se fizera de durão, quando as defesas dele desabaram, tive que chorar também. Sem falar numa das últimas cenas, quando ele abraça o Haru tão forte (o que foi um grande fanservice deles dois).

Finalizando, desejo muito que façam uma segunda temporada de Free!. As probabilidades são grandes, pois o anime deu bastante lucro, e a mensagem final (“See you next summer!”) aumenta ainda mais as esperanças. Não sei direito o que esperar de uma nova temporada. Um novo time de natação rival (com garotos super-gostosos) talvez? Outros conflitos entre os próprios protagonistas? Uma participação mais significativa do Mikoshiba e do Nitori?! Espera-se que sim. Tudo o que podemos fazer é especular e esperar, para ver se realmente haverá uma continuação.

Free! foi um anime que, admitindo-se, superou as expectativas de todo mundo (ou pelo menos, da maioria dos que assistiram). Acredito que esse anime abriu “novas portas” para outro tipo de gênero, o “moe masculino”, que, tomara, melhorará os fanservice yaoi que estão por vir, e não nos chatinhos haréns-reversos (como Brothers Conflict, que foi chato para mim) e enredos parados (como Makai Ouji).

E como imagem final, quero colocar a maravilhosa imagem dos glúteos de Haruka Nanase!,
Porque ele é lindo e a bunda dele mais ainda! Aproveite a vista...

Ana Carolina
Os rapazes de Iwatobi farão muita falta...

O Rei e seu próprio estilo...

Eu não botava fé. Quer dizer, o fervo em cima do comercial da KyoAni era engraçado e tal, mas jamais achei que os nadadores moe ganhariam uma série de verdade. Fiz até piada de primeiro de abril com isso. E não é que se tornaria realidade? O anime ganhou nome, enredo, site oficial, trailers e dubladores. E quando a história efetivamente começou, descansei tranquila com o resultado. Ritmo agradável, boa música, bom visual, um enredo além do manjado "vamos-fazer-um-clube-de-X-porque-YOLO". KyoAni misturou o slice of life característico a conflitos clássicos de animes de esporte: rivais, amizades, torneios, crescimento pessoal. E que mistura acertada!

O anime foi fiel a si mesmo e aos espectadores, entregando mais do que o público esperava: longe de ser um anime calcado em bishonens genéricos de frases feitas, como outros do nicho (Amnesia, Brothers Conflict) a equipe de Free! se preocupou em dar substância a estereótipos clássicos: Haru, o protagonista frio; Makoto, o bom moço; Nagisa, o shota; Rei, o cara de óculos, megane (óculos); Rin, o tsundere. O grupo se encaixa nesses padrões, mas não são definidos por eles. Onde mais um megane paga tanta palhaçada e um shota é o mais proativo da turma, contrariando expectativas do público-alvo?

Sem esquecer da personagem feminina, Gou (Kou), irmã do Rin. Ela se mostra uma garota obstinada que adora belos músculos, identificando-se imediatamente com o público-alvo, que concluiu web afora: "We're all Gou." Desculpe os animes shonens de esporte clássicos, mas suas treinadoras apaixonadinhas e apagadas que só existem pra cumprir tabela não chegam aos pés da Gou. Isso realmente é uma lição que Free! deixa ao gênero esporte: não é porque os garotos são personagens principais que as meninas precisam ser dispensáveis e sem sal.

E ela nunca tropeçou sem motivo no chão liso durante uma corrida. Meus agradecimentos, KyoAni.

Com um elenco enxuto e bem orquestrado, Free! aproveitou os personagens ao máximo dentro da proposta, mostrando que um anime desse estilo não precisa de 11, 15, 20 bishonens para atrair as garotas: basta um grupo trabalhado com esmero em um enredo que saiba a diferença entre simples e desleixado. Free! ganhou atenção com o fanservice e a manteve com um bom desenvolvimento, pois os momentos gratuitos foram sumindo cada vez mais para dar lugar ao conflito da amizade do grupo, o principal mote da história.

Então, jogue suas ideias pré-concebidas pela janela e dê uma chance a Free!. Palavras de Ana Carolina (profile no Twitter).

O grupo reunido. Provável segunda temporada à vista...

Danusa Borges
Um sucesso que não pode ser descartado...

O serrados dentes do Rin. Uma das marcas registradas deste personagem.

O ano de 2013 se saiu muito bem nas três primeiras temporadas das quatro que o Japão exibe todo ano, no início de cada estação, trazendo uma leva de novos animes. E dentre os destaques, tivemos o anime chamado Free!, da temporada de verão/julho.

Com um projeto muito bem pensado e minimamente calculado do estúdio Kyoto Animation (KyoAni), foi um anime que já chamou atenção desde a sua divulgação um tanto incomum: um vídeo de 30 segundos lançado aparentemente sem propósito algum no YouTube, em meados de março. O vídeo não explicava nada, era somente uma animação de quatro garotos nadadores. Mas o sucesso foi imediato. A ponto de nos Estados Unidos fazerem um abaixo assinado mundial, pedindo pra que aquele vídeo/propaganda se transformasse em anime de verdade. Durante o período sem resposta alguma da KyoAni, os "fãs" da propaganda, deram a ela um nome provisório: "swimming anime". Surgiram até alguns cosplayers, de tanto que a tal propaganda ficou famosa. Mas eis que um tempo depois, a KyoAni inicia uma contagem regressiva em seu site oficial para a apresentação de um novo anime do estúdio. A apresentação seria transmitida ao vivo via internet pelo site Nico Nico Douga. Dias de muita ansiedade por parte dos fãs que desejavam profundamente ser o "swimming anime", como novo projeto da KyoAni. E não deu outra, pois Free! fora anunciado junto aos dubladores dos personagens principais, para a temporada de verão no Japão. O que deixou todo mundo feliz!

A estreia foi sensacional! Um anime de história simples, escolar, tendo como pano de fundo a natação e a amizade. Um anime mais voltado ao público feminino, mas que nem por isso desagradou o público masculino. Diferente de outros animes de esportes, do gênero quase sempre shounen, Free! era uma espécie de slice-of-life. Com animação e música impecáveis, o grande trunfo foi terem feito uma história muito bem elaborada, agradável de acompanhar e prendendo a atenção de quem assistia. Por mais simples que seja, a história e seu desenvolvimento é o que mais conta em se tratando de animes de sucesso. E com o adicional de terem personagens carismáticos, sem apelo algum e fugindo um pouco do clichê, Free! foi um tremendo sucesso.

Em apenas doze episódios, conseguiram fazer um anime perfeito, sem nada do que reclamar e até com uma possível segunda temporada deixada no ar para o próximo ano. O que é absolutamente normal e válido, devido às grandes vendas que o anime obteve com DVDs, BDs e CDs. Nesse mercado japonês, onde centenas de animes são lançados por ano, fazer sucesso com um título não é nada fácil para um estúdio. É preciso criatividade e muito empenho para não cair na mesmice. Free! teve a sorte de ter grandes produtores e se destacar. Anime recomendadíssimo para quem ainda não viu e mesmo para aqueles que não são acostumados a assistir anime.

Eu sou Danusa Borges e aqui termino meu texto (siga-a no Twitter). Abraços!

O pessoal contemplando o ambiente...

Minha pessoa agradece às nobres amigas, que aceitaram o convite
e expuseram aqui as suas opiniões finais sobre o anime Free!

Até a próxima, visitante!

Veja o texto sobre fujoshis (por Danusa Borges), clicando aqui

Veja o resumo da primeira metade de Free! (por Maria Beatriz), ao clicar aqui

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O autor do NETOIN! é...
Carlírio Neto Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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