01/04/14 - 01/05/14 ~ Netoin!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Poemas e romance em UtaKoi...

UtaKoi.

Está na hora do NETOIN! apresentar uma nova review de anime para você, nobre visitante. A mesma será a centésima décima terceira da história deste espaço na internet e lhe convidará, harmoniosamente, a conhecer um enredo baseado nas mais antigas formas de expressão sentimental, por intermédio de poemas. Em si, trata-se de uma obra carregada de um romantismo básico, que se passa em um momento da História do Japão,

Este texto vem de encontro ao resultado da enquete realizada no final de março'2014, na qual UtaKoi saiu vencedora dentre três animes disponíveis no mesmo. Trata-se de uma indicação do jovem Henrique Eduardo, que teve a maioria dos votos e acabou sendo escolhida para tanto.

Desde este momento, é feito um cordial convite para você acompanhar as linhas que lhe trarão uma opinião direta sobre o anime UtaKoi, visitante. Tenha uma boa leitura.

Conhecendo o enredo e os protagonistas...

Poesias...

Não se trata de um conceito abstrato e nem irregular ou de falsa falácia e objetividade. O anime Chouyaku Hyakunin Isshu Uta Koi (UtaKoi) é uma obra que busca centrar, para você, a prerrogativa do romantismo por meio de poemas. À bem de verdade, tem-se aqui uma seleta dentre as palavras que foram transcritas por Fujiwara no Teika, dentro de um número realmente grande de poemas presentes em um tipo de coletânea chamada Hyakunin Isshu (onde quase a metade do total de poemas nela inseridos são sobre o amor). O cenário adotado na obra é o do período Heian, compreendido entre os anos de 794dC e 1185dC.

Em meio a uma ambientação antiga, o anime mostra haver uma relativa paz no ar. Tudo parece muito calmo, em um tipo de progressão que pode até assustar um pouco por tamanha quietude. Os sons do vento, dos pássaros cantando e da água correndo no solo são aqueles que mais se podem escutar. E se analisar tudo isto à temática poética da obra, o que se tem (em teoria) é um pequeno pedaço do paraíso sendo por ti visualizado. Mas, na verdade, este conceito acaba provando ser básico e muito rasteiro, graças a sua dupla de protagonistas (sendo que tal citação é um grande elogio para este anime).

De um lado da cortina tem-se Ariwara no Narihira. Um jovem extremamente habilidoso com as palavras, ao ponto de criar poesias apenas em ver o ambiente ao seu redor. Ele é o alvo de atenção das moças da região, seja pela sua posição no lugar onde vive como também por sua beleza e, obviamente, tão incrível aptidão com as palavras. Entretanto, Narihira tem um comportamento deveras depreciável neste segmento, pois o mesmo é conhecido por ser muito mulherengo.

Um momento sublime.

E tal comportamento por parte do rapaz acaba fazendo ele ser mal visto (sabidamente) por algumas pessoas, entre as quais está uma jovem de nome Fujiwara no Takaiko. Ela é uma poetisa talentosa, descrevendo bem seus sentimentos e o que pensa por intermédio de meticulosas e sublimes palavras no papel. Contudo, o modo de agir do Nahihira é do conhecimento da parte dela, ao ponto da mesma responder "aos encantamentos" do rapaz com grande desprezo e rejeição em suas poesias, mesmo que para isso tenha mantido a ética e a educação em cada palavra.

Notoriamente, é mais do que compreensível você imaginar que esta dupla não possui a mínima condição de possuir uma vida conjugal real, nem na hipótese mais relevante possível. Mas o anime acaba sendo tocante o bastante em outras linhas de ação, que correm de maneira paralela e direta à objetividade traçada pela linha histórica e pelas poesias, o que acabará fazendo com que (em algum momento) os jovens Narihira e Takaiko acabam se entendendo, mesmo que timidamente.

Recorde-se que, parágrafos acima deste, foi mensurado que o anime possui uma ambientação calma e bela e demasia, mas que a mesma pode ser considerada unicamente como um cenário. E isto é uma grande verdade, pois UtaKoi acaba tocando em temáticas bem sérias no seu decorrer, que variam da supressão ao pensamento pessoal até chegar ao descrédito humano, por razões que (acertadamente) são vistas atualmente como intimidadoras e incoerentes (mas que na época tratada na obra eram vistas como corretas pela sociedade).

Do enredo em diante...

Lágrimas...

O anime se trata do romantismo. Cada palavra presente nas poesias presentes na obra deixam esta citação bem centrada. Mas a obra não é melodramática. Em outras palavras, UtaKoi não fica preso ao sentimentalismo considerado como "grudento" por algumas pessoas, mostrando algumas variantes interessantes no que tange ás temáticas da discriminação, dos valores sociais da época retratada na obra e, incluindo nisto, naquilo que cada um compreendia habitualmente por romance.

Desgarradamente, o envolvimento de outros dois personagens na obra (a jovem Hiroko e o Yukihira) acabam mostrando algumas facetas realmente tristes da obra. O tom melancólico dá lugar a uma veracidade de complicações existenciais, sentimentos resguardados por muito tempo e, porque não ressaltar, a clara e evidente distinção de valores éticos e morais, provenientes diretamente da sociedade da época. Não pense você, nobre visitante, que o anime usa e abusa das poesias ao bel prazer, pois as mesmas só são utilizadas em momentos-chave do enredo. Entretanto, as palavras ditas por cada personagem tornam complacente uma triste verdade daquela época.

Especificamente, o romantismo era visto como um tipo de divertimento da alta classe, na qual quem dispunha de maior posição social poderia deferir quaisquer tipo de normativa ante a um envolvimento mensurado. Homens como o Takaiko praticavam-no com uma maestria assustadora. Mas, mesmo em tão inóspito período, haviam homens que conseguiam agir diferente. Neste caso, a citação vai para o Yukihira, que era o irmão mais velho do Takaiko, cujas palavras que ele usava para dirigir-se à Hiroko em muito diferiam da forma de agir do outro jovem.

Um detalhe aqui merece ficar bem salientado pois, nesta review, estes quatro personagens foram usados de modelo estratégico para você ter uma bela imersão sobre o enredo deste anime, visitante. Além disto, cabe aqui uma valorosa menção à participação do próprio Fujiwara no Teika no anime, ora agindo como um narrador dos eventos e auxiliando na apresentação do elenco, ora participando mais incisivamente de algum acontecimento presente na obra em si.

Considerações...

Aos braços...

Por mais que UtaKoi se passe em um momento tão antigo da História do Japão, o anime não dispensa uma boa dose de momentos pouco esperados. Se as lágrimas, palavras de desespero, momentos sérios e de humildade prevalecessem na obra, esta seria certamente digna de uma nota ainda maior em uma avaliação final. Entretanto, houveram realmente momentos dignos de "desligar o cérebro" para uma melhor compreensão do todo.

Tratam-se de episódios ou momentos presentes em alguns destes que pouco (ou nada) acrescentaram ao enredo central do anime. É bem verdade que a chance de você rir em tais passagens existe e está presente, com relativa, mas à rigor os mesmos acabaram soando para minha pessoa como um tipo de tentativa falha de descontração. Se sua pessoa imaginava que UtaKoi estaria livre de um episódio de praia, por exemplo, é sugerido que repenses sobre tal hipótese. Mas nada supera um certo capítulo que fez as vezes de um programa de auditório, no qual alguns personagens do elenco eram apresentados e tratados como manda o repertório deste tipo de entretenimento. Inclusive, em certos momentos, as personalidades de alguns personagens apareciam de maneira invertida à sua original.

Um ponto que pode ser questionável, até certo ponto, está no trato que o dito período histórico foi retratado no anime. Não se podia exigir, de certa forma, que houvesse algo exemplar acontecendo no anime, mas as passagens acabaram aparecendo em sua forma bem diminuta. Isto pode valer como um ponto de observação claro, mas não tira méritos da obra em querer mostrar como funcionava a sociedade japonesa durante o período Heian.

De toda a forma, UtaKoi tem um valor muito grande, por ter mostrado discrepâncias sociais fortes durante a sua exibição, além de buscar apresentar um pouco da História do Japão para quem o assistir. Em outro escopo, você poderá se divertir com os momentos de pura descontração do anime, muito embora os mesmos não tenham tido o efeito esperado em minha humilde pessoa.

Objetivamente...

Desespero...

O anime UtaKoi foi ao ar na temporada de julho'2012, tendo somado ao todo treze episódios e ter sido animado pelo estúdio NAS. A obra é da demografia josei, cujo mangá possui quatro volumes e continua em publicação desde 2010.

No que tange aos atributos técnicos, UtaKoi é um anime deveras mediano. Seu visual é bonito, mas ao mesmo tempo não encanta como se podia deduzir pelo texto em si. O contorno dos personagens podem ser considerados feios para muitos mas,  para este humilde blogueiro, soaram bem. Entretanto, a parte acústica é um divisor imenso de opiniões. Citando unicamente a abertura e o encerramento, o anime não desaponta. Entretanto, seus efeitos sonoros e insert songs são muito simplistas. De modo geral, dá-se a entender que esta animação não dispunha de muitos investimentos mas, ainda assim, apresentou um trabalho satisfatório.

Ao final, UtaKoi mostrou ser um anime que merece a recomendação do NETOIN!. A chance de você se encantar com o enredo existe, muito embora talvez possas não acompanhar a obra depois de determinado episódio. O romantismo está no ar, mesmo que de uma maneira não muito convencional, nobre visitante.

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Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

[N! Drops] Abr'2014 #26: conflitos gerais em Mahouka...

Mahouka.

Quando a magia compete de frente com a ciência no mundo...

A temporada de abril tem apresentado obras muito interessantes neste ano de 2014. Entre estas figura a presença do anime Mahouka Koukou no Rettousei (mais conhecido como Mahouka), que carrega em seu enredo e apresentação visual muitas semelhanças com a aclamada série To Aru (Majutsu no Index e Kagaku no Railgun). Tratam-se de atributos entre as séries que se restringem mesmo à algumas características, uma vez que não existe uma ligação oficial entre tais animes. E de certa forma, Mahouka tem chamado a atenção em duas vias pertinentes e distintas entre si.

Em seu enredo central, o anime apresenta um mundo que viu a temperatura cair consideravelmente no ano de 2030, o que levou à escassez de alimentos e de recursos naturais. Como se poderia imaginar, tal situação não se sustentou por muito tempo e, em 2045, teve início a Terceira Guerra Mundial. O montante de habitantes caiu drasticamente e o conflito só não ganhou dimensões nucleares graças à colaboração de pessoas que detinham um grande poder, sendo este o da magia. No todo, o conflito durou vinte anos e deixou suas sequelas no mundo, que vão muito além da nova divisão geopolítica estabelecida.

À partir de então, cada nação presente neste novo mundo (Japão, Grande União da Ásia, Liga das Nações do Sudeste Asiático, Australásia, Repúblicas Federativas Soviéticas, Federação India e Pérsia, Liga das Nações Árabes, Leste Europeu, Oeste Europeu, Estados Unidos do Continente Norte-Americano, República Federativa do Brasil e União da América do Sul Espanhola) passaram a cuidar de seus magos, em busca de novos ensinamentos sobre o uso de tal poder, para servir (politicamente e socialmente) aos mais diversos propósitos.

Os irmãos Shiba: Tatsuya e Miyuki.

Na linha temporal do anime em citação, o ano presente é 2093. O mundo caminha para um novo século e todas as ações se passam em uma conceituada instituição de ensino japonesa, que visa a educação e proliferação de poderosos magos. Neste contexto se faz apresentar os irmãos Shiba, sendo eles o jovem e misterioso Tatsuya e a bela e cuidadosa Miyuki. Enquanto ele é sério e faz uso de palavras e termos diretos com relativa calma, ela é super-protetora de seu irmão mais velho e aparenta nutrir sentimentos pelo mesmo que vão além do afeto conceitual entre irmãos. Uma situação (denominado como incesto) que, doravante à sua contextualização e dimensão, acaba fazendo com que opiniões se dividam acerca da obra.

Dentro de tal escola existe uma divisão entre os alunos, estabelecida de acordo com o nível de poder mágico e uso correto do mesmo, por parte de cada estudante. A mesma atende pelos nomes de Weed (aqueles com pouco poder) e Bloom (que detém grande magia). Tradicionalmente, os Bloom praticamente determinam a doutrina da instituição, fazendo com que os Weed tenham menos direitos e sejam sujeitos aos mais diversos tipos de práticas discriminatórias. E se levar em consideração o ambiente escolar e toda a tradição conhecida sobre a família e sociedade japonesa (conceitualmente), tem-se aqui um modelo muito interessante de cenário político-social estabelecida, pronta para uma análise profunda.

Tal análise pode estar à cargo do jovem Tatsuya. Ele tem passado por muitas provações nos primeiros quatro episódios deste anime, justamente por ser um Weed e ter uma irmã Bloom. Mas o convívio entre ele e a Maiyuki é dos mais cordiais possíveis, no qual a dita diferença de classe estudantil não interfere em demasiado na vida pessoal de ambos, muito embora já tenha colocado em risco alguns segmentos e ideias que o rapaz ostenta dentro da instituição, uma vez que sua irmã acaba demonstrando uma certa possessão pelo jovem em citação. Conforme os dias vão se passando e a atenuante cresce cada vez mais (no âmbito da divisão de classes), o Tatsuya nota que fazer parte do Conselho Estudantil (graças a um convite feito após uma situação de discussão entre alunos) pode lhe estabelecer novos parâmetros de atenção que, talvez, o próprio não imaginava antes.

Conflitos sociais na instituição de ensino.

E esta possibilidade tem uma razão para existir. Aparentemente, e apenas teorizando um pouco neste aspecto, a divisão existente na instituição deve estar presente em toda a sociedade japonesa (e talvez mundial) no cenário imposto por Mahouka. As habilidades que o Tatsuya possui vão além do que seus exames em pontuação mostram que ele detém. Além disso, a guerra social imposta pelas nomenclaturas Weed e Bloom é tão gritante e potente que fica muito difícil, para qualquer pessoa, crer que um Weed pode mesmo derrotar um Bloom sob qualquer circunstância ou, meramente, ter notas acadêmicas superiores à tal.  Com base em tais dados seria apenas questão de tempo para o rapaz, mesmo "selado" pelas limitações sociais presentes, chama-se a atenção de pessoas influentes na instituição de ensino (além de causar espanto e descontentamento facial em outros alunos, especialmente os Bloom na hierarquia).

Como se todo o relato acima não se mostrasse como suficiente para análise do cenário, parece que a politicagem se faz presente em grande escala na obra pois, segundo as ideias do Tatsuya, alguém pleiteia uma mudança de poder em nível território japonês. Neste escopo, Mahouka apresenta mais um cenário para ser analisado com algum cuidado nos episódios que irão se seguir, pois as discrepâncias presentes na instituição de ensino estão provando, pouco à pouco, serem apenas parte de um grande problema (cujas dimensões são realmente maiores). A questão do porque para a Miyuki ser tão amável e ter tanto zelo pelo rapaz passa também a ganhar importância, na medida em que (no subconsciente dela) existe algo que a faz assim agir por retribuição, como se o Tatsuya a tivesse salvado tempos atrás. Isto não se encaixa, com propriedade, no subentendido incesto entre os irmãos Shibuia mas pode fazer uma grande diferença na sequência do anime.

Conceitualmente, o quarto episódio da obra em análise foi deveras teórico em suas falas e segmentação. Limitou-se a mostrar os devaneios do Tatsuya e mais motivos para se temer a Miyuki, principalmente se alguém ousar interferir no relacionamento dela com seu irmão mais velho. Muito embora o anime não tenha deixado isto muito claro até o momento, pode-se aqui dizer que existe algo que vai além do sentimento por detrás do relacionamento entre os Shibuia. De igual maneira, há uma razão especial para ambos estarem em tão prestigiada instituição de ensino, mesmo com a potencialidade técnica tão diferenciadas (academicamente) entre os jovens protagonistas. Tudo leva à crer que Mahouka ainda tem muito para mostrar e desenvolver. A obra carrega um enredo muito interessante para ser trabalhado e, para a minha pessoa, será lamentável se o anime não souber fazer um bom uso do mesmo (embora a obra tenha agradado bastante nestes quatro primeiros episódios).

Aguardar é preciso...

Momentos...


Surpreso - ao ouvir as falas de uma colega de classe, Tatsuya ficou muito surpreso com uma possível habilidade da mesma. Ele teme que seu segredo possa ser descoberto...


Conflito - palavras, gestos e olhares podem desencadear um grave desentendimento, fortificado por uma divisão social presente no meio no qual as pessoas convivem...


Desconfiança - para um Bloom, sempre foi (e assim continuará a ser) inadmissível estudar na mesma sala que um Weed. Imagine, então, conceituar a ideia de ambos estarem presentes em um Conselho Estudantil...


Resultado - um combate de "demonstração" e um resultado que funcionou apenas na teoria pois, na prática, a tradição se mantém firme...


Fascinação - saber sobre o armamento mágico usado pelo Tatsuya deixou à todos do Conselho Estudantil totalmente perplexos, porém positivamente...


Experimento - em muitas ocasiões, o Tatsuya cuida dos poderes mágicos de sua irmã. São chamadas para muitas concepções sobre o comportamento de ambos...


Abertura - um fragmento bem conceitual, que mostra (em teoria) qual deverá ser a temática central de trabalho por parte do anime...

Mahouka está presente na grade do Crunchyroll Brasil

Até a próxima!

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domingo, 27 de abril de 2014

Isshuukan Friends - Episódio #4: por quê discutimos?

Em meio a chuva que cai...

Desentendimentos e mal-entendidos à vista...

Quando a dupla Kaori e Yuuki estão juntos, à sós, uma aura de paz e quietude os cerca de maneira graciosa e imponente. Desde o primeiro episódio, Isshuukan Friends fazia questão ampla e conceitual de manter esta ideia no ar. Mas, o convite para o Shogo conhecer melhor a moça colocou alguns obstáculos na mente (e no coração) do Yuuki, fazendo com que um ligeiro ciúme tomasse conta do rapaz. A obra acertou muito na colocação deste personagem e seu real campo de ação para o anime em si.

Entretanto, o terceiro episódio já havia deixado amostras de que alguma coisa poderia soar diferente no convívio estabelecido pelo casal de amigos. E imaginar que o Shogo seria o ápice disto mostrou-se como algo errôneo, pois o próprio Yuuki acabou despertando o seu lado mais frágil e impulsivo. E isto tem uma explicação tão simples quanto a de uma somatória aritmética básica, pois o quarto episódio fez questão de deixar à vista clara que ciúme e insegurança estão presentes em qualquer pessoa, para qualquer vínculo.

Não se pode avaliar todo o ocorrido neste capítulo de Isshuukan Friends apenas como uma amostra de fraqueza por parte do Yuuki, pois seria muito fácil assim tudo definir. Na verdade, as falas do rapaz para a Kaori e para o Shogo acabaram ressoando muito mal. Falar de insegurança humana já é uma temática complicada e, quando somada com algum sentimento na crescente, a tendência natural é do resultado final ser o mais negativo possível.

Conversas sérias não escolhem local...

Pode-se, sim, refletir sobre o fato maior deste episódio, que se deu no momento no qual um acidente banal fez com que a Kaori, realmente, não fizesse nenhum esforço para se lembrar de quem era o Yuuki. Para ela, a única pessoa com a qual mantinha real contato era o Shogo, e mais ninguém. E o rapaz em questão tem uma perspicácia e raciocínio lógico deveras elogiável para toda e qualquer situação, uma vez que ele se recorda bem de quem a moça não se lembra, sendo este o ponto de impacto de toda a obra (pois ela não se lembra dos amigos). O desespero tomou conta do Yuuki e, para ajudar o sentimental amigo sobre isto, o Shogo assumiu um papel preciso e saiu vitorioso do mesmo.

Seria bem simples para Isshuukan Friends partir da premissa da amizade bonita e fraternal, sem empecilhos e assim se encaminhar. Mas, felizmente, o anime ganhou mais pontos positivos com este quarto episódio ao abordar, convincentemente, que abalos em uma relação (independente de sua intensidade ou razão) podem existir e aparecer com o acender de uma pequena fagulha. E o Yuuki teve de provar, para si mesmo, que assegurar uma amizade importante significa muito mais do que vontade e sentimento propriamente ditos. E o jovem Shogo mostrou ser o fiel da balança para a obra em mais uma situação.

O próximo episódio apresentará uma nova personagem. Uma jovem e pequena garota se integrará ao elenco. E com a sua chegada, é possível aqui conceituar que Isshuukan Friends poderá mostrar mais momentos com amizade, lutas internas e reflexões. Para os jovens Yuuki e Kaori fica uma certeza, pois o caminho deles é longo e deverão aparecer mais barreiras para serem vencidas por eles.

Aguardar é preciso...

Trívia em Isshuukan Friends #4


Insegurança - cheio de incertezas em sua mente, o Yuuki proferiu uma pergunta que não devia ter feito para a Kaori. Aparentemente, o rapaz ainda não se deu conta em cem porcento, sobre como funciona a mente da jovem (no que tange às suas amizades reais). É difícil culpar o rapaz ou segmentá-lo de alguma maneira, mas a verdade é que ele tem de aprender, de uma maneira direta, que conquistar e manter uma amizade está além de ter vontade e muito sentimento. É justamente nas pequenas ações que tudo se pode conquistar ou perder...

Momentos...


Diferenças - o Yuuki ficou perplexo ao ver que a sala colocou o Shogo como único amigo da Kaori. Mas cabe a falta de perspicácia (e sutileza) do sentimental rapaz...


Cumprimento - é hora do lanche e, uma vez mais, lá estarão a Kaori e o Yuuki prontos para conversarem prazerosamente. Mas...


Falas - a Kaori ficou à falar de como seria bom ser amiga do Shogo também e, para o Yuuki, isto serviu de alimento à sua insegurança (somada à recepção da sala). Palavras impertinentes proferidas pelo rapaz colocaram todos os esforços dele em xeque...


Resultado - o Yuuki demorou à perceber que havia dito o que não devia. Realmente, controlar o emocional seri muito importante para ele...


Acidente - enquanto corria da chuva, a Kaori deixou a bolsa cair e seus pertences espalharam-se pela grama. Entre eles estava o seu precioso diário...


Seriedade - a Kaori havia faltado um dia, pois tinha adoecido. O Yuuki tentou se desculpar com ela, mas ele esqueceu de alguns detalhes muito importantes, uma vez mais...


Conversa - o Shogo falou com o Yuuki e, sequencialmente, colocou o seu ponto de vista para a Kaori. A garota, por sua vez, esforçou-se...


Encontro - as desavenças mostraram possuir um ponto positivo. E na corrida para encontrar um item importante, Kaori e Yuuki se redescobriram...


Desculpas - com o diário em mãos, a Kaori mostrou que seu estranho lapso mental não condiz com sua educação e amabilidade como pessoa, restando ao Yuuki assimilar a situação e prosseguir com o seu ensejo...

Observação...
a análise do episódio #5 de Isshuukan Friends irá ao ar em 6 de maio (terça-feira)

Até a próxima!

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