[Fim de Temporada] Cross Ange Tenshi to Ryuu no Rondo... ~ Netoin!

domingo, 29 de março de 2015

[Fim de Temporada] Cross Ange Tenshi to Ryuu no Rondo...

A chamada da vez.
E chegou o final...

Cross Ange não teve badalação. Não foi ovacionado e nem tampouco criou o chamado hype em demasia, ao longo de seus vinte e cinco episódios. Porém, o final bem honesto com a proposta da obra e, neste contexto, o anime conseguiu ser bem digno com o seu público neste tópico. E quando se usa tal termo, a referência é a mais elogiável possível.

O último episódio do anime conseguiu entregar muito do que se esperava de tal. Teve uma cena triste logo de início, no qual a Alektra acabou encontrado o seu fim de maneira dolorosa. Dentre outras vertentes disponíveis, a presença da Aura (deusa dos DRAGONs) em muito colaborou para a causa com suas palavras providenciais sobre a localização do Embryo e o uso do Ragna-Mail. O capítulo final ganhou preciosos pontos neste quesito, abordando conceitualmente os eventos iniciais e explanando-os de acordo.

Desta forma, Cross Ange acabou entregando uma sequência das mais interessantes ao longo do episódio. A visão que se tem do Embryo como vilão acabou se comprovando em outros níveis, com a implementação da estigma narcisista e incrivelmente machista por parte deste personagem. Suas cenas com a Angelise, nas quais ela leva alguns tapas na face e se vê em uma situação desconfortável com um ato sexual abrupto, provam que ele (o auto intitulado manipulador Embryo) não media as consequências de seus atos. E aqui vale uma nota importante, pois alguns momentos de grande pensar do início do anime (em outubro'2014) acabaram se repetindo agora.

Chegando ao local da grande batalha.
O grupo das Normas e DRAGONs acabou, de maneira contundente, indo atrás da Angelise na fissura temporal. Como já se poderia imaginar, cenas de muito ecchi estiveram presentes da maneira que se esperava neste episódio (basta notar a maneira com a qual o Tusk acabou salvando a sua amada). Nada que fuja ao contexto da obra em si, mas que talvez incomode em alguns pontos. A expressão da Hilda ganhou muito apreço, ao demonstrar os seus sentimentos com a cena entre ambos. Daqui por diante, o anime centrou-se no seu enfoque mais sério neste episódio como um todo.

Diferentes embates. A mesma situação. Um ponto convergente em comum. Todos, naquele pedaço de fissura temporal, buscavam atingir os seus objetivos. Notável ver que Cross Ange não se perdeu neste aspecto, aplicando o que se esperava nos momentos finais e presenteando os telespectadores da obra com um episódio digno. Mesmo que alguns "furos" no enredo não tenham sido respondidos como se esperava, outras ramificações acabaram sendo bem explanadas e houve um destaque para a Sylvia, irmã mais nova da Angelise, mostrando que as últimas palavras desta acabaram impactando em sua nova vida.

No geral, o último episódio de Cross Ange acabou entregando o que se poderia esperar. Pode não ter sido uma obra prima ou algo de marcar época, mas foi extremamente honesto com a proposta do anime. O envolvimento do elenco, a concepção por detrás das duas Terras e as explicações sobre a real existência das Normas acabaram, de maneira geral, contribuindo muito pela causa da obra. Se lamenta, tecnicamente, pelos inúmeros altos e baixos da Sunrise no decorrer do anime (e que estiveram presentes neste episódio). Porém, o legado final acabou sendo bem mais positivo.

E agora tudo encaminhará para um novo futuro...

Momentos do último episódio...


"Uma morte sentida..."


"A luta pela sobrevivência..."


"Embryo e um de seus testes..."


"Uma cena das mais desprezíveis..."


"A busca pela ajuda não encontra limites..."


"Observar a Hilda ao fundo é importante..."


"O combate e os seus limiares..."


"Entre Tusk e Embryo, todos se feriram..."


"O grito da liberdade entoado pela Angelise..."


"Um abraço dos mais bem-vindos..."

Avaliação final de Cross Ange...

A fissura no espaço temporal e as duas Terras...
Cross Ange estreou em outubro último com três episódios que dividiram muitas opiniões pela internet afora, seja pela abordagem mostrada por tais ou também (e inclusive) pelas cenas que acabaram chamando a atenção pela agressividade de momento, força de interpretação e com uma concepção deveras instintiva. O enredo do anime, que começou com um mundo belo e unificado pela evolução da humanidade através da Luz de Mana mostrou, pouco a pouco, que as belezas iniciais escondiam tristes verdades em seu entorno.

Questões como o preconceito foram duramente trabalhadas no anime. O foco foi algo muito similar ao dito racial. Além disto, questões de tangente políticas e sociais também ganharam um severo contraste neste título. A obra teve, à rigor, um desenvolvimento bem interessante no enredo. Estas partituras acabaram alinhando-se muito bem às motivações do elenco e ao modo com o qual os mesmos iam se desenvolvendo.

Sem a menor sombra de dúvidas, o crescimento dos personagens (em especial a Angelise) ficou sendo um dos grandes pontos altos da obra. A evolução em seu caráter, passando de uma pessoa odiosa e muito mimada nos primeiros episódios para alguém que fez a diferença progressivamente, realmente foi um dos alentos mais bem-vindos em todo o anime. Além disto, outros integrantes do elenco foram bem chamativos, podendo aqui citar o vilão Embryo, o jovem Tusk e a Norma Hilda. Pode aqui ser enfatizado que este anime conseguiu apresentar um ótimo trabalho neste aspecto.

Um embate meticuloso.
Contudo, Cross Ange esteve longe da chamada perfeição. Era notório que a obra nunca teve tal objetivo, mas certos pormenores tem de ser citados. O maior imbróglio deixado pelo anime, em seu prosseguimento, foram as "pontas soltas" do enredo. Poucas, na verdade, mas existiram. Além disto, a Sunrise mostrou manter com grande força toda a sua tradição em reaproveitar frames de obras passadas nas suas aberturas e encerramentos. Some-se à isto o fato de algumas cenas, nos episódios, serem reaproveitadas (mesmo que com algum intervalo entre um uso e outro).

Tecnicamente, o anime se saiu bem em pontos distintos. Na parte visual, a obra foi bem trabalhada (cenários, ambientes, construções, naves). Entretanto, a animação apresentou sérias oscilações durante a exibição do anime, incluindo nisto momentos sérios e de impacto, os quais um trabalho mais cuidadoso teria feito uma melhor diferença. Na parte acústica, Cross Ange acabou se sobressaindo com elegância. Músicas instrumentais, melodias dignas para os momentos de tensão e/ou grande profundidade, foram muito bem-vindas. A OST do anime é, deveras, dignas de muitos elogios.

De um modo geral, Cross Ange soube conquistar em vários aspectos e momentos. Não foi um anime para se ter um carisma elevado (embora a personagem Momoka tenha tentado provar o contrário), mas esta obra soube chamar e reter atenção do início ao fim de sua exibição. Provavelmente, este título não será daqueles relembrados por um grande período de tempo. Contudo, o fator entretenimento com dosagens de drama, romance e uma pitada de humor acabaram sendo bem misturados e o tornaram, da parte deste humilde blogueiro, como um anime que merece ser recomendado.

Sylvia e a sua nova realidade...
Cross Ange Tenshi to Ryuu no Rondo
Temporadas: outubro'2014 e janeiro'2015 - Total de 25 episódios

*** avaliação final: 7,0 pontos de 10,0 possíveis ***


"Seja bem-vindo ao Café Ange!"

Até a próxima!

O blog parceiro Alchemist Nany fez a sua chamada sobre o final de Cross Ange! Veja!

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Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

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2 Comentários

  1. Eu gostei bastante da serie, mesmo com os defeitos claros e citados por ti acima. Mas o que me marcou mais foi a grande quantidade de reviravoltas que ocorreu no enredo do inicio até seu final, quer dizer a parte final. Porque lá pelo episódio 20 já se definiu quem era do bem e do mal.

    E mesmo achando que a Salia não deveria ser perdoada, e que a Momoka podia ser descartada(isso é só para enervar o blogueiro, mas achei mesmo uma personagem futil). Gostei deste final e da série em um todo.

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    Respostas
    1. Saudações


      Na verdade, as definições de "bem e mal" foram tênues, mas instigantes. A proposta do anime foi certeira nisto, nobre.

      E discordo muito de ti... Não apenas a Momoka teve importância no amadurecimento da Ange, como ela foi o símbolo mor do carisma emanado no anime. Desta forma, chamá-la de personagem fútil é algo bem fora de cogitação, ao meu ver...


      Até mais!

      Excluir

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