01/03/15 - 01/04/15 ~ NETOIN!

terça-feira, 31 de março de 2015

[Fim de Temporada] Yuri Kuma Arashi...

A grande chamada.
As mensagens de uma vida...

Na temporada de janeiro'2014, o fandom de obras com conteúdo shoujo-ai e yuri acabou tendo a presença do anime Sakura Trick (comentado semanalmente aqui no NETOIN!) para saciar, mesmo que em partes, aquela vontade e anseio de ter uma obra voltada para tal. Com um enredo simples, focado no dia a dia de duas estudantes (que se gostavam e beijavam muito) e suas amigas, o anime soube agradar em um bom ponto, embora seu produto final pudesse ter sido ainda melhor do que acabou sendo.

Agora em 2015, o mesmo fandom teria mais um anime ao seu dispor. Desta vez, tratava-se de uma obra que levava a assinatura do Ikuhara, a mente por detrás de títulos como Utena e Mawaru Penguindrum. O destaque maior, agora, é o chamado "romance proibido" que, por meio de uma premissa nonsense e até exagerada, acabou ganhando contornos sérios e vislumbrantes. E desta maneira apareceu e se desenvolveu Yuri Kuma Arashi que, ao longo de seus doze episódios, fez a mente de quem o assistia trabalhar mais do que o necessário.

E quando se fala em trabalho mental não é algo à toa. A obra usa de muitas simbologias para emanar suas mensagens em diálogos e ações. Elas não são de fácil captação e compreensão, e isso fica muito óbvio logo nos primeiros minutos do episódio inicial. A verdade é que, na medida em que as personagens iam sendo apresentadas, a chance de você ficar olhando para a tela ficar se questionando sobre o que estava acontecendo ali, naquele momento, era cada vez mais real.

Pobre Lulu...
Na concepção básica de Yuri Kuma Arashi, ursos e humanos não possuem convivência pacífica. Após a explosão de um tipo de planetoide, seus fragmentos caíram na Terra e os mesmos fizeram com que os ursos atacassem impiedosamente a humanidade. Esta, para poder continuar a viver, criou um grande muro com a finalidade de separar as duas formas de vida e estabelecer um meio termo em solo terrestre. Tudo isto soa diretamente como um enredo nonsense e abstrato, mas acaba fazendo parte (mais para frente) da verdadeira mensagem que o anime se propunha a trazer.

Simbolismos vieram e passaram em grande e incalculável velocidade. Termos como "névoa", o "Beijo Prometido" e o "mel" foram citados no início do anime como simples adornos do enredo. Mas este tipo de definição acabou sendo muito falsa, pois ambos tiveram muita amplitude e inserção ao universo da obra. Se você pensar bem, amigo visitante, desde a existência do dito muro até a concepção de tais termos houve uma convergência singular para um mesmo ponto em comum. E, no resumo mais direto possível, Yuri Kuma Arashi falou sobre o amor e como este sentimento tem de vencer certas barreiras para ser amplamente vivenciado. No caso desta obra, ante o preconceito existe ao sentimento homossexual.

A representatividade das ursas e das humanas foi muito forte. O Ikuhara acabou sendo muito inteligente, em demonstrar a linha de pensamento e análise do tema descrito no parágrafo acima com tais personagens. E quando se faz uma referência ao elenco da obra, pode-se aqui afirmar que o mesmo possui um poder para reter-se atenção muito alto, graças não apenas às suas ações, como também pelos diversos momentos nos quais o emocional tomou conta. Expressões e diálogos foram bem competentes na obra como um todo.

O último e derradeiro julgamento. Agora para a Kureha.
O último episódio, em especial, foi feito para trazer a tona o real significado da palavra "emoção". A chamada complementar para o amor fez com que duas das principais personagens deste anime, a ursa Ginko e a humana Kureha, experimentassem dóceis momentos de aproximação acompanhadas daquele sentimento se desprendendo fervorosamente. A Lady Kumaria em sua aparição fez jus a um clamor, trazendo consigo a surpresa e o devido espanto em seu visual e representatividade. Merecia a Lulu ter tido o seu melhor momento neste episódio, contudo (e felizmente) a sua devoção pela causa amorosa acabou não sendo em vão. A singela mensagem, nos acordes finais deste episódio, sacramentaram "o todo" do anime com uma sensação maior do que a do dever cumprido.

Yuri Kuma Arashi foi um anime de visual estilizado em seu ambiente e desenho dos personagens, o que acabou resultando em uma apresentação deveras bem-vinda. Talvez a animação, em si, pudesse ter sido bem melhor trabalhada (sendo este um ponto de atenção). Na parte acústica este anime não fez um papel que se considere memorável, mas foi muito feliz nas melodias presentes. Os temas musicais de abertura e de encerramento podem ser aqui colocados como os grandes destaques nisto, além de alguns acordes que se fizeram entoar durante os episódios.

Difícil aqui mensurar se este anime, Yuri Kuma Arashi, pode realmente ser recomendável para todos. Para a minha pessoa, a obra em análise pode sim ser vista com boas notas e menção, desde que se tenha em mente que a proposta base de seu enredo exige calma para análise. Além disto, a obra possui muita simbologia e momentos nos quais se faz exigir muito raciocínio para que se tente desbravar as mensagens deixadas pelo Ikuhara. Ao final do todo, o NETOIN! lhe indica Yuri Kuma Arashi com satisfação, em especial pelo título em si te desafiar constantemente à compreensão de seus eventos e também da busca pelo real significado do amor.

Um viva para as ursas deste anime...

Momentos mágicos...


"O momento do acerto final..."


"A arma letal se preparando para o disparo..."


"Não sou sua amiga! Só vim para te devorar! Growl, growl!"


"No passado, Kureha e Ginko já possuíam um laço de amizade..."


"Em seu julgamento passado, a Kureha já tinha um sólido sonho..."



"A surpresa reservada pela Lady Kumaria..."


"O Beijo Prometido!"


"Ginko e Kureha, juntas!"


"Lágrimas sentidas..."

Um ciclo que se reiniciará...
Yuri Kuma Arashi
Temporada: janeiro'2015 - Total de 12 episódios

*** avaliação final: 7,5 pontos de 10,0 possíveis ***


"O chamado da Lady Kumaria... Yuri, approved!"

Até a próxima!

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Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

[Fim de Temporada] Yowamushi Pedal Grande Road...

A chamada da vez.
O "ciclismo impossível" venceu a guerra...

Yowamushi Pedal foi um anime de conceito dos mais difíceis de ocorrer na realidade, desde o início de sua exibição em outubro de 2013. A base de todo o seu desenvolvimento esteve acerca de um rapaz de baixa estatura, tímido e amante compulsivo de locais como Akihabara que tinha, consigo, uma incrível habilidade não antes percebida para a prática do ciclismo. Este é o resumo perfeito para o jovem Sakamichi Onoda, que na busca por membros para o seu clube de animes na acabou conseguindo algo muito importante, pois grandes amizades passaram a fazer parte de sua vida dali por diante.

Mas este carismático protagonista não teve vida fácil durante a obra. Na verdade, ninguém teve. Em si, Yowamushi Pedal havia usado de toda a sua primeira temporada (outubro'2013 à maio'2014) para apresentar o elenco, mostrar pontos fortes e fracos, desenvolver personalidades e, assim, fazer uma bela introdução para o Intercolegial de Ciclismo, que seria o ápice da obra em si para tal ponto em diante. Embora tenham existidos alguns episódios em que quase nada ocorreu, a grande maioria esteve imersa de competitividade, chamativa de atenção e muitas lições de confiança e amizade.

A sequência deste anime, batizada de Yowamushi Pedal Grande Road, tinha uma grande responsabilidade pela frente. A mesma estava acerca de mostrar todos os três dias de Intercolegial em seu prosseguimento. À princípio, o total de vinte e quatro episódios para falar de eventos durante tão curto período soou realmente estranho e imprevisto, porém desafiador. Desde outubro de 2014 até a data de ontem (30 de março de 2015), a obra em questão teve de passar por muitos percalços para chegar ao destino final desejado. Nobre visitante, este percurso foi deveras complicado e até inusitado em algumas partes, mas a linha de chegada acabou sendo passada.

Lágrimas sinceras.
Após vinte e três capítulos, o episódio de encerramento tinha apenas a obrigação de mostrar quem seria o grande vencedor. A escola que triunfaria com merecimento e alegria. Os desportistas que iriam ao pódio para receber o tão cobiçado troféu. Em linhas de fato, era possível traçar diversos finais para este anime. Porém, algumas ideias eram ainda mais fortes do que outras, com base no desenvolvimento deste título e de como tudo havia acontecido até o momento. Em si, o episódio final poderia ter caído facilmente no esquecimento e ser banalizado. Entretanto, tal prognóstico se mostrou muito falho e a realidade foi outra, coroando quem seguiu Yowamushi Pedal Grande Road com um encerramento emotivo, alegre e muito elogiável.

Atrás da vitória estavam o Onoda e o Manami. As escolas de Sohoku e Hakone apostavam todas as suas esperanças nestes dois jovens ciclistas. Assim que a linha de chegada foi cruzada, a emoção saltou para fora deste humilde blogueiro, como quem se sentia vendo a corrida ao vivo, torcendo fervorosamente por um encerramento digno e único. E isto não é fruto de um exagero demasiado. O anime que se prestou para tanto elegantemente.

Com o vencedor decretado, todo que ocorreu após fez parte das festividades mais do que merecidas. O time derrotado, reconhecendo a sua forma o resultado, aplaudiu os vencedores jurando um "troco" no ano seguinte. A figura do Onoda, aquele personagem que para muitos não passava de um "quatro olhos simplório e desajeitado", conseguiu realmente atrair a atenção para si pelo próprio modo de ser. Não apenas os eventos com o fim do Intercolegial foram marcantes, como tudo que se passou na sequência acabou fazendo com que as lágrimas secassem e que as risadas tomassem conta do ambiente, pois o pequeno protagonista acabou mostrando que possuía uma humildade única e fantástica no seu ser.

A festa dos campeões!
Na mente do Onoda, não havia nada melhor do que uma ida até Akihabara com os seus amigos (algo equivalente a visitar a Praça do Japão em Curitiba/PR ou curtir uma tarde no mítico bairro da Liberdade, em São Paulo/SP). Isto valia pelo passeio e por uma surpresa que ele desejava fazer aos seus senpais (veteranos). Com toda a certeza possível, nestes minutos finais do episódio o tão citado protagonista conquistou inúmeros selos de carisma, tantos quantos ele pudesse carregar e ostentar em seu peito. Não se esqueça, nobre visitante, de que Yowamushi Pedal Grande Road tinha um dos finais mais previsíveis dos últimos tempos para mostrar, mas o fez de maneira sublime e aprazível. Aplausos merecidos.

O anime, ao longo de seus vinte quatro episódios, havia oscilado muito em alguns destes. O enredo parecia estar trancado em um mesmo ponto, não aparentava desenvolver-se. Por sorte, não acabou sendo algo duradouro. Tecnicamente, Yowamushi Pedal Grande Road foi simples e objetivo, não possuindo visuais dos mais aclamados mas também não fez feio ao ponto do desagrado. Em sua parte acústica, bons efeitos sonoros e insert songs em muito cooperaram pela causa estabelecida, mas valendo aqui uma menção honrosa para as suas músicas de abertura e de encerramento, em boa parte vibrantes e condizentes com o anime em si.

De maneira geral, este anime merece uma grande e honrosa recomendação. O episódio final, em si, praticamente resumiu o espírito da obra e valeu por cada momento. Ver no trio Makishima, Todokuro e Kinjou chorando foi épico. Notar o sorriso de cada integrante da equipe campeã foi ótimo. E se maravilhar com aquilo que ocorria na tela foi deveras digno. Yowamushi Pedal Grande Road mostrou, ao seu modo, que mesmo algo dado como inevitável no enredo pode sim ser transformado em um encerramento repleto de sentimentos e elogiável.

Para sempre Yowapeda...

Momentos do último episódio...


"Quem venceu?"


"Mãos aos céus, o sinal da vitória suada!"


"A emoção sem limites..."


"O carinho sem limites..."


"O abraço sem limites..."


"A ação sem limites..."


"As lágrimas sem limites..."


"Manami e a tristeza do momento, mas com uma certeza sobre o futuro..."


"A felicidade em levar os amigos a um lugar bem especial..."


"Hime! Hime! Hime, Hime, Hime!!!"

O logo de um grande anime.
Yowamushi Pedal Grande Road
Temporadas: outubro'2014 e janeiro'2015 - Total de 24 episódios

*** avaliação final: 7,5 pontos de 10,0 possíveis ***


"A humildade latente..."

Até a próxima!

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Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

domingo, 29 de março de 2015

[Fim de Temporada] Cross Ange Tenshi to Ryuu no Rondo...

A chamada da vez.
E chegou o final...

Cross Ange não teve badalação. Não foi ovacionado e nem tampouco criou o chamado hype em demasia, ao longo de seus vinte e cinco episódios. Porém, o final bem honesto com a proposta da obra e, neste contexto, o anime conseguiu ser bem digno com o seu público neste tópico. E quando se usa tal termo, a referência é a mais elogiável possível.

O último episódio do anime conseguiu entregar muito do que se esperava de tal. Teve uma cena triste logo de início, no qual a Alektra acabou encontrado o seu fim de maneira dolorosa. Dentre outras vertentes disponíveis, a presença da Aura (deusa dos DRAGONs) em muito colaborou para a causa com suas palavras providenciais sobre a localização do Embryo e o uso do Ragna-Mail. O capítulo final ganhou preciosos pontos neste quesito, abordando conceitualmente os eventos iniciais e explanando-os de acordo.

Desta forma, Cross Ange acabou entregando uma sequência das mais interessantes ao longo do episódio. A visão que se tem do Embryo como vilão acabou se comprovando em outros níveis, com a implementação da estigma narcisista e incrivelmente machista por parte deste personagem. Suas cenas com a Angelise, nas quais ela leva alguns tapas na face e se vê em uma situação desconfortável com um ato sexual abrupto, provam que ele (o auto intitulado manipulador Embryo) não media as consequências de seus atos. E aqui vale uma nota importante, pois alguns momentos de grande pensar do início do anime (em outubro'2014) acabaram se repetindo agora.

Chegando ao local da grande batalha.
O grupo das Normas e DRAGONs acabou, de maneira contundente, indo atrás da Angelise na fissura temporal. Como já se poderia imaginar, cenas de muito ecchi estiveram presentes da maneira que se esperava neste episódio (basta notar a maneira com a qual o Tusk acabou salvando a sua amada). Nada que fuja ao contexto da obra em si, mas que talvez incomode em alguns pontos. A expressão da Hilda ganhou muito apreço, ao demonstrar os seus sentimentos com a cena entre ambos. Daqui por diante, o anime centrou-se no seu enfoque mais sério neste episódio como um todo.

Diferentes embates. A mesma situação. Um ponto convergente em comum. Todos, naquele pedaço de fissura temporal, buscavam atingir os seus objetivos. Notável ver que Cross Ange não se perdeu neste aspecto, aplicando o que se esperava nos momentos finais e presenteando os telespectadores da obra com um episódio digno. Mesmo que alguns "furos" no enredo não tenham sido respondidos como se esperava, outras ramificações acabaram sendo bem explanadas e houve um destaque para a Sylvia, irmã mais nova da Angelise, mostrando que as últimas palavras desta acabaram impactando em sua nova vida.

No geral, o último episódio de Cross Ange acabou entregando o que se poderia esperar. Pode não ter sido uma obra prima ou algo de marcar época, mas foi extremamente honesto com a proposta do anime. O envolvimento do elenco, a concepção por detrás das duas Terras e as explicações sobre a real existência das Normas acabaram, de maneira geral, contribuindo muito pela causa da obra. Se lamenta, tecnicamente, pelos inúmeros altos e baixos da Sunrise no decorrer do anime (e que estiveram presentes neste episódio). Porém, o legado final acabou sendo bem mais positivo.

E agora tudo encaminhará para um novo futuro...

Momentos do último episódio...


"Uma morte sentida..."


"A luta pela sobrevivência..."


"Embryo e um de seus testes..."


"Uma cena das mais desprezíveis..."


"A busca pela ajuda não encontra limites..."


"Observar a Hilda ao fundo é importante..."


"O combate e os seus limiares..."


"Entre Tusk e Embryo, todos se feriram..."


"O grito da liberdade entoado pela Angelise..."


"Um abraço dos mais bem-vindos..."

Avaliação final de Cross Ange...

A fissura no espaço temporal e as duas Terras...
Cross Ange estreou em outubro último com três episódios que dividiram muitas opiniões pela internet afora, seja pela abordagem mostrada por tais ou também (e inclusive) pelas cenas que acabaram chamando a atenção pela agressividade de momento, força de interpretação e com uma concepção deveras instintiva. O enredo do anime, que começou com um mundo belo e unificado pela evolução da humanidade através da Luz de Mana mostrou, pouco a pouco, que as belezas iniciais escondiam tristes verdades em seu entorno.

Questões como o preconceito foram duramente trabalhadas no anime. O foco foi algo muito similar ao dito racial. Além disto, questões de tangente políticas e sociais também ganharam um severo contraste neste título. A obra teve, à rigor, um desenvolvimento bem interessante no enredo. Estas partituras acabaram alinhando-se muito bem às motivações do elenco e ao modo com o qual os mesmos iam se desenvolvendo.

Sem a menor sombra de dúvidas, o crescimento dos personagens (em especial a Angelise) ficou sendo um dos grandes pontos altos da obra. A evolução em seu caráter, passando de uma pessoa odiosa e muito mimada nos primeiros episódios para alguém que fez a diferença progressivamente, realmente foi um dos alentos mais bem-vindos em todo o anime. Além disto, outros integrantes do elenco foram bem chamativos, podendo aqui citar o vilão Embryo, o jovem Tusk e a Norma Hilda. Pode aqui ser enfatizado que este anime conseguiu apresentar um ótimo trabalho neste aspecto.

Um embate meticuloso.
Contudo, Cross Ange esteve longe da chamada perfeição. Era notório que a obra nunca teve tal objetivo, mas certos pormenores tem de ser citados. O maior imbróglio deixado pelo anime, em seu prosseguimento, foram as "pontas soltas" do enredo. Poucas, na verdade, mas existiram. Além disto, a Sunrise mostrou manter com grande força toda a sua tradição em reaproveitar frames de obras passadas nas suas aberturas e encerramentos. Some-se à isto o fato de algumas cenas, nos episódios, serem reaproveitadas (mesmo que com algum intervalo entre um uso e outro).

Tecnicamente, o anime se saiu bem em pontos distintos. Na parte visual, a obra foi bem trabalhada (cenários, ambientes, construções, naves). Entretanto, a animação apresentou sérias oscilações durante a exibição do anime, incluindo nisto momentos sérios e de impacto, os quais um trabalho mais cuidadoso teria feito uma melhor diferença. Na parte acústica, Cross Ange acabou se sobressaindo com elegância. Músicas instrumentais, melodias dignas para os momentos de tensão e/ou grande profundidade, foram muito bem-vindas. A OST do anime é, deveras, dignas de muitos elogios.

De um modo geral, Cross Ange soube conquistar em vários aspectos e momentos. Não foi um anime para se ter um carisma elevado (embora a personagem Momoka tenha tentado provar o contrário), mas esta obra soube chamar e reter atenção do início ao fim de sua exibição. Provavelmente, este título não será daqueles relembrados por um grande período de tempo. Contudo, o fator entretenimento com dosagens de drama, romance e uma pitada de humor acabaram sendo bem misturados e o tornaram, da parte deste humilde blogueiro, como um anime que merece ser recomendado.

Sylvia e a sua nova realidade...
Cross Ange Tenshi to Ryuu no Rondo
Temporadas: outubro'2014 e janeiro'2015 - Total de 25 episódios

*** avaliação final: 7,0 pontos de 10,0 possíveis ***


"Seja bem-vindo ao Café Ange!"

Até a próxima!

O blog parceiro Alchemist Nany fez a sua chamada sobre o final de Cross Ange! Veja!

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