01/12/16 - 01/01/17 ~ Netoin!

sábado, 31 de dezembro de 2016

[Fim de Temporada] Out'2016 - Destaques em aberturas e encerramentos!


Momento dos top's...

A temporada de outubro'2016 coroou com brilhantismo, no quesito animação japonesa, o ano que está se encerrando. E como manda todo final de ciclo animístico desde janeiro'2014, o NETOIN! surge uma vez mais com o mesmo post temático, para a sua apreciação e pronta linha opinativa à ser feita.

Tendo o parágrafo acima como introdutório à causa, está na hora do especial da vez com os destaques em aberturas e encerramentos, desta vez centrados na temporada de otubro'2016, que finalizou em grande estilo (dando números finais ao ótimo ano para animes que foi o de 2016). O total desta oportunidade registra vinte e oito animes sendo assistidos, sendo este o dado que outorga (nas regras da casa) o direito de uma obra aparecer ou não nos dois top'5 em pauta. Em outras palavras, apenas os títulos vistos por este humilde blogueiro terão valia para ambas as listas. Este é um ponto de máxima atenção, uma vez que a minha pessoa julga como sendo injusto colocar no ranqueamento máximo obras não vistas.

Entretanto, isso não significa que os animes fora do grupo total acima citado deixarão de serem citados aqui. Para tanto existe a área das menções honrosas, onde poderão aparecer obras dentro ou fora do lineup de minha pessoa. Embora o número de tais não pode passar de um total de cinco para cada tópico (abertura e encerramento), não existe a obrigação desta quantidade ser atingida (mas o mínimo de duas citações para cada é algo que pode ser definido com certeza).

Desta maneira, estes são os animes que poderão aparecer nas distintas listas: 12-sai Chicchana Mune no Tokimeki 2nd Season, All Out!!, Days (TV), Fune wo Amu, Haikyuu!! 3rd Season, Hibike! Euphonium 2nd Season, Jojo no Kimyou na Bouken: Diamond wa Kudakenai, Kaijuu Girls: Ultra Kaijuu Gijinka Keikaku, Keijo!!!!!!!!, Mahou Shoujo Ikusei Keikaku, Mahoutsukai no Yome: Hoshi Matsu Hito, Mahou Tsukai Precure!, Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans 2nd Season, Nanbaka, Natsume Yuujinchou Go, Nobunaga no Shinobi, Occultic;Nine, Regalia: The Three Sacred Stars, Sangatsu no Lion, Shuumatsu no Izetta, Soushin Shoujo Matoi, Time Bokan 24, Touken Ranbu: Hanamaru, Trickster: Edogawa Ranpo "Shounen Tanteidan" yori, Udon no Kuni no Kiniro Kemari, Uta no Prince-sama: Maji Love Legend StarwwwWORKING!! e Yuri!!! ON ICE.

Assim sendo, estarão listados mais abaixo os top's 5 de aberturas e de encerramentos. Tanto para a lista principal quanto às citações honrosas, prevalecerão características como o apreço pela melodia, sua harmonia com o anime e, também, no que tange à animação que segue ao fundo da mesma. Mantendo a conhecida escrita desde meados de 2015, não haverão as citações negativas nesta oportunidade.

Tenha uma boa leitura!

Nota: a convenção usada nos top's de abertura e encerramento inicia-se pelo quinto colocado, para então finalizar com o primeiro lugar. O pódio apresenta uma coloração diferenciada no símbolo ao lado do nome da obra, que visa salientar uma ligação com os procedimentos olímpicos (bronze, prata e ouro, respectivamente).

Top'5 - Aberturas

Udon no Kuni no Kiniro Kemari.
 Natsume Yuujinchou Go
Música: "Takarabako" (Sasanomaly)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 Mahou Shoujo Ikusei Keikaku
Música: "Sakebe" (Minami Numakura)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 Yuri!!! ON ICE
Música: "History Maker" (DEAN FUJIOKA)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 Udon no Kuni no Kiniro Kemari
Música: "S.O.S." (WEAVER)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 Sangatsu no Lion
Música: "Answer" (BUMP OF CHICKEN)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

Sangatsu no Lion.
Escolher as melhores aberturas da temporada foi uma tarefa das mais difíceis. Não apenas pela alta qualidade da maioria das obras de tal período, como principalmente pelo nível de satisfação que as suas sequências iniciais acabaram deixando em minha pessoa.

De toda a forma, cinco animes tinham de ser escolhidos. Muito embora os três primeiros colocados tenham sido imexíveis desde que foram exibidos pela primeira vez, as quarta e quinta posições ficaram em aberto por muito tempo. Melhor para os animes Natusme Yuujinchou Go e Mahou Shoujo Ikusei Keikaku, que abiscoitaram tais postos. A medalha de bronze ficou com o espiritismo da patinação no gelo, protagonizada por alguns dos personagens de Yuri!!! ON ICE. O vice-campeonato acabou indo, com solidez total, para aquilo que pode ser definido como poder do carisma, emanado do início ao fim da abertura de Udon no Kuni no Kiniro Kemari. O título acabou ficando nos braços do pessoal de Sangatsu no Lion, com uma sequência inicial dinâmica, chamativa e dona de uma música que realmente emociona com o mesmo ímpeto.

Menções honrosasAikatsu Stars (MyAnimeList, AniList) com "1, 2, Sing of You" (AIKATSU STARS!); Vivid Strike (MyAnimeList, AniList) com "Future Strike" (Yui Ogura); Ajin 2nd Season (MyAnimeList, AniList) com "Boku wa Boku de Atte" (angela x fripSide).

Top'5 - Encerramentos

Yuri!!! ON ICE.
 Haikyuu!! 3rd Season
Música: "Mashi Mashi" (NICO Touches the Walls)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 Sangatsu no Lion
Música: "Fighter" (BUMP OF CHICKEN)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 12-sai Chicchana Mune no Tokimeki 2nd Season
Música: "Yuuki no Tsubasa" (Machico)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 Yuri!!! ON ICE
Música: "You Only Live Once" (YURI!!! on ICE feat w.hatano)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

 Mahou Shoujo Ikusei Keikaku
Música: "DREAMCATCHER" (Nano)
Páginas referentes: MyAnimeList / AniList

Mahou Shoujo Ikusei Keikaku.
A mesma dificuldade das aberturas pode ser aplicada, na totalidade, quanto aos encerramentos da temporada em pauta. Incrível como os animes souberam caprichar neste quesito, ao menos em sua ampla maioria.

E para iniciar os trabalhos, nada soa melhor do que o encerramento de Haikyuu!! 3rd Season no quinto lugar, por mais que a tradição acústica do anime em pauta não tenha sido totalmente contemplada nesta sequência da série. Sangatsu no Lion não entrou no pódio desta vez, mas conseguiu honrosamente o quarto lugar, graças à mensagem nítida presente em seu encerramento. Iniciando o top máximo aparece, para a possível surpresa de sua parte, 12-sai Chicchana Mune no Tokimeki 2nd Season, com uma finalização que soube cativar demais em sua animação e (principalmente) na parte musical, fazendo jus à qualidade que o anime demonstrou possuir. A medalha de prata ficou com o pessoal da patinação de Yuri!!! ON ICE e sua vocação para uso das redes sociais (o Instagram no caso). Por fim, o título máximo coube à atmosfera sombria e música triste pertencentes ao encerramento de Mahou Shoujo Ikusei Keikaku, que realmente soube ser mais do que tocante (se você assistiu ao anime sabe bem o que este encerramento significou a cada episódio).

Menções honrosas: Flip Flappers (MyAnimeList, AniList) com "FLIP FLAP FLIP FLAP" (TO-MAS feat Chima); Sengoku Choujuu Giga (MyAnimeList, AniList) com "Gekokujou de Okashi cha e" (Choujuu GIG); Ajin 2nd Season (MyAnimeList, AniList) com "Koutei no Sunai ni Futari" (CreepHyp).

Top's em aberturas e encerramentos geral

Top's em aberturas e encerramentos nas temporadas de 2016
janeiro  /  abril  /  julho

Até a próxima!

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Conheça o autor do NETOIN!, visitante...
Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

[N! 10 Anos] Uma introdução às visual novels yuri


O décimo post especial pela campanha #netoin10anos
está chegando para você, nobre visitante, com um tema deveras 
interessante e merecedor de sua ampla atenção...

Olá para você! 

Eu sou LKMazaki, redatora do blog Kono-ai-Setsu, e hoje estou participando no NETOIN! com um post para a comemoração de aniversário de dez anos do blog. Como o tema do KaS (diminutivo conhecido para Kono-ai-Setsu) é o shoujo-ai e yuri, não teria como trazermos algo diferente para colaborar com esta comemoração.

A dúvida foi mais quanto ao assunto em específico, já que o universo yuri é vasto e variado. Entre temas já lugar-comum e discussões mais profundas sobre as sutis distinções dentro desse próprio nicho acabamos por escolher algo mais simples e acessível, um sub-ramo que ainda pode passar desconhecido aos menos familiarizados (e talvez a vários que já apreciem o shoujo-ai).

Por isso neste texto vamos fazer uma breve introdução ao nicho das visual novels yuri. Vamos apresentar três franquias com características bastante distintas e que podem, individualmente, ser a porta de entrada de qualquer interessado neste meio. A começar pela maior e mais famosa franquia de visual novel yuri, sendo ela a Sono Hanabira.

Uma introdução às visual novels yuri

Jogo #1 - Sono Hanabira ni Kuchizuke wo (A Kiss for Petals)

A capa de Sono Hanabira.
Tendo seu primeiro jogo lançado em 2006 e já contando com dezenove jogos, além de CDs drama, versões “lite” para celular, light novels, série derivada e um OVA, SonoHana é com certeza a franquia mais bem sucedida dessa lista.

Desde o primeiros jogos da série ficou claro que o aspecto adulto (leia-se as cenas +18) seria o mais forte em SonoHana. O primeiro jogo da série, de duração curta para os padrões das visual novels apresentava uma história bastante rasa, com um plot já bastante desgastado da senpai e sua kouhai e por isso fica apenas com a parte adulta a responsabilidade de gerar algum interesse do jogador.

Porém, esta é uma característica que vai se transformando no decorrer da série. Não que o lado adulto seja descartado (não da série principal, mas em alguns derivados acontece de a classificação ser diferente), porém a necessidade de expansão de produtos que fossem capazes de manter o público interessado fez com que as tramas das personagens ganhassem pelo menos dinâmicas bastantes distintas com o decorrer dos jogos.

Esta imagem é mais do que conceitual.
É preciso enfatizar que não é necessário jogar todos os jogos da série para ter uma compreensão da trama. Existem algumas novels que se interligam por tratar de um mesmo casal de personagens, mas mesmo entre esses jogos existe um senso de independência.

Particularmente falando só joguei até o sexto jogo da série e ouvi alguns dramas, além de ter uma versão em inglês oficial me esperando na steam para ser terminada. Meu gosto pela série realmente só se solidificou ao jogar o terceiro game, Anata no Koibito no Tsunagi (Joined in Love With You), devido ao carisma das personagens da trama (Mai e Reo) além de sua dinâmica.

Jogo #2 - Katahane

A capa de Katahane.
Lançada originalmente em 2006 pelas produtoras Tarte e Longshot, Katahane foi um título que se difundiu dentro do fandom de maneira gradual. Traduções de fãs surgiram, mas a obra foi sendo conhecida por uma série de acasos. Quem já estava familiarizado com Sono Hanabira e procurava algo diferente, talvez com um enredo que não fosse tão preso às cenas eroge, mas que ainda fosse yuri, uma hora ou outra acaba ouvindo falar desse jogo.

Explicar a trama de Katahane é um tanto confuso se você não souber por onde começar, e especialmente se você quiser dar um enfoque na parte yuri. Então vamos começar pelo começo cronológico do enredo que se apresenta como principal num primeiro momento.

Neste primeiro plot temos Cello Sahade, um rapaz que vive nos arredores de um vilarejo com a companhia de Coco, uma boneca que possui vida própria, um tipo de criatura que existe neste mundo desde tempos antigos. Cello acaba descobrindo que sua amiga de infância, Wakaba Faure, escreveu uma peça que retrata um momento histórico do período em que a região era dividida em três reinos.

Devido à necessidade de ir ao encontro de um construtor de bonecas em especial para uma manutenção em Coco, Cello acaba se juntando à viagem da amiga. Ela e o irmão, Light, estão em busca de uma maneira de fazer uma encenação da peça, enquanto Cello busca o cuidado com o estado de Coco, porém a história vai naturalmente se desenvolvendo para que os caminhos deles se mantenham unidos mesmo depois do encontro do o construtor de bonecas que Cello buscava.

Neste início sequer foram citadas as duas personagens que estão na capa do game e que são o motivo da classificação yuri desse jogo. Uma dessas personagens é Angelina Rocca, uma órfã a aspiração de se tornar atriz e que trabalha e ajuda a manter o orfanato onde cresceu e ainda vive. A outra é Belle, uma boneca que vive com o construtor que Cero busca e que possui algumas propriedades bastante incomuns em sua construção, assim como Coco. A história de Angelina e Belle não parece ter nada em comum e realmente não tem, tanto que, de maneira bastante natural o enredo vai se desenrolando para que, apenas com mais de seis horas de jogo, pelo menos, as duas enfim se conheçam.

Uma bela imagem do jogo (divulgação).
Porém, Katahane ainda tem uma outra linha de enredo. Trata-se dos acontecimentos envolvendo uma traição histórica onde um nobre chamado Ein teria traído a rainha do antigo Reino Branco, Christina Dorn, e a assassinado. Acontece que na peça que Wakaba escreveu ela acaba construindo uma versão de história em que na verdade Ein não era um traidor, mas sim o mais leal de todos à Christina, ainda que seus atos não acabassem sendo vistos desse modo posteriormente.

Esta outra parte do enredo é tão importante que é retratada em uma sessão completamente própria da trama, chamada de Kurohane, em comparação ao Shirohane, que é onde a trama com Cello, Wakaba, Angelina e Belle se desenrola. Não fica claro se o Kurohane mostra os acontecimentos históricos que de fato se distinguem do que se tornou conhecido posteriormente, ou se na verdade é a versão da história escrita por Wakaba.

E o mais interessante desse enredo é que, quando retratado, podemos ver que as imagens de Christina e Efa, uma boneca que tinha convivência muito próxima (tipo, MUITO depois de um certo momento) são, não apenas parecidas, mas iguais às figuras de, respectivamente, Angelina e Belle. Para tornar tudo ainda mais interpretativo, ainda temos a presença de outra boneca, Coco, com a mesma aparência e comportamento da Coco do Shirohane.

Esta arte traduz muito bem todo o esplendor de Katahane.
Dentre tantos detalhes interessantes, a construção de Katahane com certeza é seu ponto alto, mas não é o único. O relacionamento de Angelina e Belle, em Shirohane se constrói de maneira tão natural quanto os outros aspectos desta parte da história. É de uma grande qualidade quando um roteiro é capaz de guiar seus personagens de maneira tão bem feita que tudo parece acontecer sem pressa, ao seu tempo, e ainda assim não ficar estagnado em nenhum momento.

Entre Christina e Efa tudo é muito mais tensionado e aflitivo. São sentimentos velados, escolhas difíceis, momentos de desespero e outros de paixão ao maior nível. Tudo mesclado ao arco da traição ou não de Ein e um conflito de poder bastante obscuro. Talvez seja proposital, mas o Kurohane é um contraponto ao Shirohane em máximo grau no aspecto de andamento e tom, mas isso sem perder a qualidade necessária para manter o jogador interessado. Pelo contrário, este momento é dos que mais mantém o jogador atento aos acontecimentos.

Vale aqui a menção de que a distribuidora JAST USA anunciou lançamento em inglês de Katahane. Segundo informações existentes até o momento a versão que sairá na Steam será censurada quanto ao conteúdo adulto, enquanto as outras formas de distribuição serão de conteúdo integral, ficando ao desejo do cliente escolher a versão do jogo que irá adquirir.

Jogo #3 - Kindred Spirits of the Roof (Okujou no Yurirei-san)

Capa de Kindred Spirits.
Talvez o jogo com maior prestigio no fandom yuri ocidental no momento, devido à sua tradução e lançamento pela plataforma Steam em fevereiro de 2016 pela distribuidora MangaGamer. Lançado originalmente em março de 2012 pela Liarsoft, a história tem como plot o encontro acidental da colegial Yuuna com duas fantasmas que habitavam no terraço de um dos prédios da sua escola.

Megumi e Sachi morreram em épocas distintas, mas acabaram se encontrando por habitarem os terrenos da escola e assim se apaixonaram. Porém, por terem morrido ainda jovens, elas sentem que seu sentimento não está consumado como uma paixão deveria se consumar (acho que vocês entenderam, não?). Então elas tem a brilhante ideia de utilizar de sua nova amiga, Yuuna, para ajudá-las a juntar potenciais casais de garotas da escola até que elas consumam seu amor (dentro da instituição!), com fim de fazer as fantasmas entenderem e, de alguma forma, consumarem também este amor. Daí em diante a vida de Yuuna passa a ser entender o que é o amor entre duas garotas ao mesmo tempo que tenta resolver o problema que os casais em potencial tem.

O ponto alto de Kindred está nos seus personagens e na maneira como os seus relacionamentos são desenvolvidos. Cada personagem e cada par abordado tem uma personalidade própria e única. Ainda que existem alguns estereótipos de relacionamento ao primeiro olhar, logo cada personagem trata de demonstrar em que aspecto se distancia das construções batidas, o que gera por si só diversos pontos de desenvolvimento que fogem dos lugares-padrão do gênero.

Uma das passagens de Kindred Spirits (divulgação).
Sendo um jogo onde o desenvolvimento da história de sete casais de garotas é realizado meio que paralelo, no decorrer dos meses, é claro que existem tipos de história para quase todos os gostos. Porém esta qualidade também trouxe certa polêmica quando alguns jogadores se sentiram desconfortáveis em acompanhar a leitura da história de um desses pares, onde uma das personagens é uma aluna e outra uma professora. Cabe a cada um fazer seu julgamento, mas é um fenômeno bem interessante perceber as distintas reações dos jogadores.

No Kono-ai-Setsu já fizemos um review com um pouco mais de detalhes, cujo link você poderá acessar mais abaixo, caso tenha interesse.

Análise de Kindred Spirits of the Roof no Kono-ai-Setsu

Comentários finais

Mais uma bela imagem de Sono Hanabira.
Visual novels, como qualquer mídia, dispõe de conteúdo variado, para diversos públicos e gostos dentro desses próprios públicos, e no nicho yuri não diferente. Escolhemos para este artigo três títulos bastante distintos entre si que demonstram as possibilidades de experiências de gameplay e de enredo.

O mundo das visual novels yuri é bem mais amplo do que isto, claro, porém ainda existe muito conteúdo que jamais ganhou sequer fã-tradução para inglês ou outra língua ocidental. Porém, este cenário vem mudando desde o lançamento de Kindred Spirits na Steam. Desde lá alguns outros títulos de qualidade vem sendo lançados e a tendência é que este movimento continue de com força no próximo ano.

Gostaria de agradecer mais uma vez, em nome da equipe do Kono-ai-Setsu, pelo convite do Carlírio para esta participação especial no NETOIN!. Para os que se interessarem em conhecer mais do universo shoujo-ai e yuri, fica o convite para visitar o KaS.

E, claro, não poderia fechar esse texto sem parabenizar o dono deste blog pelo trabalho que vem desenvolvendo ao longo desses dez anos, trazendo conteúdo novo e formando um espaço para comentários interessantes sobre animes e a própria blogosfera do assunto. Desejamos que o blog continue este incrível trabalho e siga sempre crescendo e trazendo conteúdo de qualidade.

Parabéns aí, Padrinho!


Desta forma, o especial #netoin10anos chegou em um crucial momento.
E o NETOIN! agradece muito ao Kono-ai-Setsu por este belo trabalho.

Até a próxima!

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Conheça a autora do Kono-Ai-Setsu, visitante...
Lilian Kate Mazaki
Lilian Kate Mazaki, uma jovem que não consegue deixar o seu cérebro descansar. Adora literatura. Fã de sci-fi. Cria personagens e histórias, como o Bouken-Ni. Fundadora do NUPO Cooperação Criativa. Gosta muito de obras shoujo-ai e yuri. Também muito ajuda a pessoa especial ao seu lado.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

[N! 10 Anos] Refletindo sobre Yuri!!! ON ICE


Está na hora do nono post especial da
campanha #netoin10anos e, com ele, a chamada
para um dos animes mais comentados de 2016...

Mais uma vez, eu, Joana Barbosa, estou aqui participando do guest post do NETOIN!. Dessa vez eu vou falar desse anime que de mansinho conquistou não só o meu coração, como de umas pessoas ao redor do mundo. A postagem é também uma forma de homenagear o blog do nobre Carlírio, que está fazendo dez aninhos. Que o mesmo continue ativo por muitos anos ainda e que tenha muitos guest posts pela frente.

Yuri!!! ON ICE: nascido pra fazer história?

"Olá! Eu sou Katsuri Yuuri!"
Yuri!!! ON ICE é um anime original de doze episódios produzido pelo estúdio MAPPA, concebido pela diretora Sayo Yamamoto e mangaká Mitsurou Kubo. A animação foi exibida na televisão japonesa e pelos canais de streaming internacional na temporada de outubro'2016, que estava recheada de animes marcantes e continuações muito desejadas. No entanto, o sucesso e o volume que a série tomou foram surpreendentes, sendo considerada uma das melhores obras animadas do outono (japonês) e do ano.

Acompanhamos a história do atleta japonês Yuuri Katsuki. Ele é o mais promissor japonês no esporte de patinação artística no gelo e que, com vinte e três anos, encontrasse no momento chave de sua carreira. Entretanto, logo no início do anime o vemos ficando na sexta colocação do Grand Prix Final em Sochi (na Rússia), com mais de cem pontos de diferença para o primeiro colocado. Desolado pela derrota, Yuuri volta pra casa, uma pequena cidade na ilha de Kyushu, para decidir o que vai fazer daqui para frente (continuar no esporte ou se aposentar).

E pensar que um momento tão íntimo seria de suma importância para o futuro...
A lenda viva da patinação (e nova opção sexual das fujoshis), o Viktor Nikiforov.
Em busca de inspiração e conselho, Yuuri mostra para a sua amiga de infância, Yuuko, uma coreografia que ele estava treinando nos últimos meses: o programa longo criado pelo seu ídolo no esporte, o patinador russo Viktor Nikiforov. Por uma infelicidade, a performance feita pelo japonês viraliza na internet, atraindo o patinador russo para o Japão com o desejo de treinar Yuuri e fazê-lo vencer o próximo Grand Prix Final. A partir daí, acompanhamos a jornada do nosso protagonista rumo à vitória e a medalha de ouro.

Ainda é difícil acreditar que esta cena aconteceu...
O anime da Sayo e Kubo já começa chamando a atenção pelo esporte: patinação do gelo. Apesar de ser muito popular nas Olimpíadas de Inverno, o esporte tinha recebido poucas aparições e adaptações no universo dos animes. Logo, uma animação sobre o tema foi muito bem recebida quando anunciada. Além disso, Sayo Yamamoto é uma diretora que conseguiu construir uma fanbase fiel com seus antigos trabalhos. Depois de tanto tempo sem um trabalho novo, os fãs estavam ansiosos para ver o talento da diretora em Yuri!!! ON ICE.

O anime fez uma incrível impressão no PV, mas a qualidade no semanal infelizmente
não se mostrou a mesma. Entretanto, os personagens continuaram incríveis.
A partir dos primeiros PVs e pôsteres oficiais, pode-se percebe que a modalidade enfoque seria a patinação artística masculina, o que deixou algumas pessoas decepcionadas (já que o termo yuri também faz referência a outro gênero dentro dos animes e mangás, o romance entre garotas). Além disso, considerando que o character design é rodeado de personagens bishounens, o público fujoshi (fãs de romance entre homens) foi atraído de forma bem intensa. Logo, o anime dirigido por Sayo estava gerando muito interesse e desentendimento antes mesmo de ter começado. Com o sucesso crescente após a estréia e o passar dos episódios, YOI (como Yuri!!! On ICE foi apelidado pelos fãs) se tornou alvo de elogios e críticas pesadas.

Nos quesitos técnicos, Yuri!!! ON ICE deixou bastante a desejar em alguns aspectos. A animação que parecia espetacular tanto nos PVs quanto no primeiro episódio foram perdendo a qualidade, tendo uma retomada apenas nos últimos dois episódios. Para os fãs mais exigentes, isso foi um tremendo “balde de água fria”. O estúdio MAPPA não conseguiu manter a qualidade que muitos desejavam. É muito perceptível o quanto a Sayo e a Kubo almejavam a cada episódio, e mesmo que a qualidade não fosse ‘horrível’ como muitos diziam por ai, também não era ‘espetacular’ como a expectativa de alguns. Em compensação, a qualidade musical foi impecável. A OST foi bem recebida por todas e acredito ser um dos pontos altos no quesito técnico.

A imagem fala por si...
A dublagem também merece ser ressaltada. Contanto com um elenco de seiyuus de peso (como Toyona Toshiyuki, Junichi Suwabe, Kensho Ono e Mamoru Miyano), as atuações foram impecáveis. Os sentimentos dos personagens foram bem transmitidos através de suas vozes, tendo cenas bem marcantes exatamente por essa atuação impecável (o episódio sete é um exemplo bem forte disso).

Quando o seu maior inimigo é você mesmo.
Embora o quesito técnico do anime seja lembrado de uma forma negativa (principalmente a animação), este não é (nem de longe) o mais marcante. Por mais críticas que tenham sido feitas, acredito que a parte da patinação do gelo, e como ela se torna intrínseca com a história dos personagens, seja o ponto alto de YOI. Diferente dos animes de esportes como Haikyuu!! e Daiya no Ace, onde os protagonistas começam quase do zero, Yuuri Katsuki já tem uma bagagem técnica no esporte.

Mesmo que o próprio se ache um desastre (informação aparente quando o ele narra os episódios), Yuuri é considerado o ace do Japão. Ele tem a habilidade de um veterano no esporte, mas falta a confiança e o guia certo para aplicá-la no ringue. Logo, acompanhar a história do japonês é ver como esse amadurecimento emocional vai influenciar seu desempenho no gelo.

Um dos poucos momentos explicativos da série, e que muita gente sentiu falta.
Patinação no gelo não é um esporte tão largamente conhecido do público. Mesmo que seja considerado um dos esportes mais bonitos e se tenha grande apreço por toda sua beleza, não é um público muito grande que tem informações de como funciona o seu sistema de pontuação e a temporada de competições. Por isso, Yuri!!! ON ICE consegue ser um bom introdutor para o universo, mas falta uma carga explicativa mais profunda que é possível ver em animes de outros esportes.

Como leigo é possível entender o básico, mas alguns quesitos ficaram faltando, como a diferença entre o programa curto e o longo e de como é feita a pontuação da apresentação de forma detalhada. Isso não significa que a patinação é má representada na obra em pauta, pois na verdade ela só não sacia todas as necessidades de um leigo sobre o esporte (sendo necessária uma busca fora do anime).

Aquele momento que você encarna o personagem.
Nas cenas de patinação do anime, as Sayo e a Kubo fizeram uma escolha diferente da usual. Durante as partidas em animes de esporte, os personagens fazem monólogos com colocações táticas sobre o jogo e explicando para o telespectador leigo o que está acontecendo.

Neste anime, as autoras optaram por usar as apresentações de patinação como um espelho do próprio personagem. Ou seja, você conhecia os personagens quando eles estavam no ringue. O que é uma sacada bem interessante, considerando que a patinação tem uma parte artística muito forte. Todas as aspirações, motivações e sentimentos dos personagens são mostrados quando eles estão no gelo, e isso enriquece não só o personagem, mas o próprio esporte.

Georgi, nossa bruxa má que transforma seus infortúnios em forças para continuar.
Chris, o mature eros que deixou uma marca bem forte no gelo (se é que você me entende).
Phichit, o príncipe tailandês que só quer mostrar para a Tailândia (e ao mundo) o quanto patinar é divertido.
Personagens com aparições bem curtas, como Georgi Popovich e Michele Crispino, ganham uma dimensão mais interessante quando estão patinando. Fora do gelo, eles têm poucas falas e tempo em tela, mas no gelo é onde eles têm a chance de conquistar o público com a história que eles querem transmitir. Suas histórias e desejos são mostrados para o telespectador, que vai "avaliar" qual o seu favorito.

É interessante pensar que a própria patinação artística é assim. Os atletas reais têm entre três a quatro minutos para contar sua história e cativar a platéia. E para conseguir fazer isso, o seu lado artístico tem que estar mais evidente e forte para que o técnico (nem sempre acertar todos os saltos é o que realmente importa).

Outro personagem marcante, o tailandês Phichit Chulanot, não tem mesmo nível técnico que os patinadores, mas a sua mensagem e carisma no gelo são tão marcantes que não é preciso vários pulos quádruplos para ele conquistar o público dentro e fora do universo do anime.

Adam confirmando o que eu já pensava, desde o início do anime.
Falando em atletas, outro ponto alto de Yuri!!! ON ICE foi a recepção dele pelos próprios praticantes do esporte. Com a internet hoje, é muito fácil você criar laços, vínculos e discussões sobre o que se gosta com várias pessoas do mundo. Isso fez com que a comunidade de YOI se expandisse e que o anime tomasse proporções bem grandes no público de anime na internet. E esse grande burburinho que esse anime causou atingiu os próprios atletas.

Evgenia, a rainha desse fandom.
Vou fingir que não estou morrendo de inveja...
Atletas famosos como a patinadora russa Evgenia Medvedeva (duas vezes ouro no Grand Prix, uma vez ouro no Mundial e ouro no Campeonato Europeu), Johnny Weir (duas vezes bronze no Mundial e no Grand Prix), Evgeni Plushenko (quatro vezes medalhista olímpico, quatro vezes ouro no Grand Prix e três vezes campeão do Mundial) e Denis Tem (medalha de bronze nas Olimpíadas) comentaram e compartilharam coisas sobre Yuri!!! ON ICE em suas redes sociais. Mesmo outros atletas não tão conhecidos do público, como o filipino Michael Martinez, a americana Ashley Wagner, o americano Adam Rippon e o letão Deniss Vasiļjevs também falaram sobre o anime.

O interesse foi tão grande que o japonês Oda Nobunari e o suíço Stéphane Lambiel apareceram como eles mesmos nos últimos dois episódios. Até mesmo o Pewdiepie, que é um famoso youtuber e a princípio não tem nada a ver com patinação artística no gelo, chegou a citar um dos personagens em sua conta no twitter.

Eu te entendo Johnny, se você maratonava tudo também...
Parece que alguém ficou feliz em se ver por aqui...
Eu quero uma foto assim, também.
Com a ajuda de propaganda desses nomes da patinação, o anime conseguiu alcançar ainda mais pessoas. A própria Kubo é uma grande fã do esporte e ficou emocionada cada vez que um desses atletas comentava o quanto estava gostando de YOI.

Inclusive, se você analisar alguns personagens, poderá perceber que algumas características deles são inspiradas em pessoas reais. E essa conexão entre o mundo real e o mundo do anime só vai ficando mais forte cada vez que você pesquisa. Recomendo verem esse vídeo, além deste aqui também, para se impressionarem.

Plushenko, Oda e Lambiel marcando presença em Yuri!!! ON ICE.
E pensar que o mais simples dos figurantes existe na vida real.
Cada mínimo detalhe que vemos em Yuri!!! ON ICE, desde as locações até alguns gestos dos personagens têm conexão com o mundo da patinação do gelo. Os produtores e a Kubo viajaram para as cidades que apareceriam no anime para tirar fotos, a fim de retratar elas com fidelidade. Mesmo a cidade fictícia Hasetsu é baseada em uma cidade verdadeira que existe em Kyushu.

O patinador japonês Miyamoto Kenji também foi chamado para fazer as coreografias, as quais patinou e filmou para ajudar os animadores. E cada vez que você pesquisa mais, você descobre o quanto de carinho foi posto em cada parte da obra. O próprio Johnny Weir chegou a comentar que tem coisas em YOI que ele ficou surpreso e se perguntou “como elas descobriram?”. O palpite foi que o Kenji falou muita coisa para a Kubo e a Sayo.

Fanservice ou não, eis a questão.
Por fim, mas não menos importante, outro elemento que deu o que falar durante todos esses meses de exibição de Yuri!!! ON ICE foi a relação entre os personagens Yuuri Katsuki e Viktor Nikiforov. Considerando o histórico de casais boy’s love em animes de esporte, principalmente Free!! que é muito similar com anime dessa postagem, a relação do casal não passaria de mero fanservice para o ávido público fujoshi (e muitos ainda vêem assim). Entretanto, conforme os episódios foram passando e o envolvimento de ambos os personagens se aprofundando, fica uma questão a mais sobre a real natureza dessa relação.

Beijo ou abraço, a grande questão.
Como fã da série e do casal, acredito que a relação amorosa faz sim parte do cânone do anime. E não digo isso pela tão questionada cena do beijo no episódio sete ou o pair skating no episódio doze. Digo isso pela profundidade com que a relação dos dois foi se mostrando. Considerando os dois primeiros episódios, a Kubo e a Sayo poderiam muito bem deixar a relação do Yuuri e do Viktor no campo do flerte, daquele “vai, mas não vai” tão comum nesse tipo de anime. Entretanto, principalmente a partir do final do episódio três, podemos ver um crescente na relação.

Não só na química, mas no crescimento emocional que ambos passam por conta desse envolvimento. Como o tema dos programas do Yuuri é o amor, isso só torna a questão ainda mais sensível conforme o enredo vai passando.

Pelo bem da amizade e "brotheragem", nada melhor que trocar alianças de
casamento que custaram setecentos e sessenta e quatro Euros (dentro de uma igreja).
Acredito que o que torna o casal tão simpático não é a tensão sexual que fica implícita no ar, mas sim o carisma que ambos vão passando ao telespectador. Mesmo os mais interessados no esporte do que o romance se sentem impelidos a torcer pelo casal, independente do que fosse acontecer. Acredito que os detalhes e o clima criado em torno deles foi tão forte que não é preciso um beijo para tornar o casal ainda mais canon. E vale ressaltar que a própria existência deles como um casal na obra não é um demérito.

Phichit, o maior shipper de Viktuuri que você respeita...
Muitos tentam desqualificar obras com esse teor boy's love por conta dos exemplos anteriores. Ou então falar que Yuri!!! ON ICE não faz parte do gênero porque o enfoque não é o amor. Só que em nenhum lugar está escrito/acordado que uma obra de conteúdo citado tenha que ter o enfoque em romance.

Na verdade, muitas das obras acabam se apoiando nesse fator para vender e se enquadrar no desejo dos editores/revistas (até porque muita dessas obras tem apenas um volume e pouco espaço para desenvolverem algo mais). Logo, pensar que existe um anime como YOI que mostra que podemos ter uma relação que se enquadra no gênero boy's love sem precisar ter o enfoque no romance é revigorante. Que isso possa servir como exemplo para outras obras no mesmo estilo.

E foi aqui que tudo começou...
Sei que muitos vão citar No. 6 aqui, uma obra que também amo imensamente. Falar que YOI fez bem o seu papel (em trazer a relação amorosa entre Yuuri e o Viktor) não é esquecer do Shion e do Nezumi.

Só acho que vale ressaltar: que obras assim venham com mais frequência. Inclusive vale lembrar que No. 6 teve os mesmo problemas que YOI: quando o casal principal se mostrou como parte do cânone, houve uma debandada e um onda de crítica negativa muito forte contra o anime. Eu espero que muitos não desanimem de ver nenhuma dessas obras por conta do romance entre dois personagens.

Fique sempre ao meu lado...
Quero aqui dizer que Yuri!!! ON ICE é um bom anime. Mesmo com os seus pontos fortes e fracos, ele é capaz de apresentar personagens cativantes e uma história envolvente. O mais importante do texto criado pela Sayo e pela Kubo não é o que está facilmente ao alcance, mas as informações deixadas nas ricas entrelinhas. Foi um anime que se destacou entre as produções do ano e que entra facilmente em qualquer top'10 (a sua escolha).

A season finale, por mais que tenha tido momentos memoráveis, não chegou a ser tão marcante quanto alguns episódios anteriores. Entretanto, deixou a esperança para uma próxima temporada. Doze episódios foi muito pouco tempo para mostrar o esporte e os personagens criados pela Sayo e a Kubo tem a oferecer. Foi um fator com o qual elas tiveram que lutar contra e, considerando o resultado final, a luta foi vitoriosa.

Rezando pela segunda temporada desde já. Quero minha saga olímpica, por favor...
"Como a própria música de abertura diz, Yuri!!! ON ICE nasceu 
pra fazer história. Nada muito excepcional no mundo dos animes, 
mas pelo menos deixando sua marca no ano de 2016."
por: Joana Barbosa (que foi ao céu e voltou com o anime, durante a sua exibição)

Desde agora, o NETOIN! agradece muito a 
participação da nobre Joana Barbosa e seu texto sobre Yuri!!! ON ICE.

Nobre visitante, fique atento...
Os especiais da campanha #netoin10anos ainda não findaram...

Até a próxima!

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Conheça a redatora do Shoujismo, visitante...
Joana
Joana Barbosa, integrante do blog Shoujismo e amante de ótimos shoujos e joseis. Além disto, divide tais paixões com os eventos desportivos (como as Olimpíadas) e ama as obras de tal temática. O título Daya no Ace deixa bem nítida esta característica da nobre.

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