01/03/17 - 01/04/17 ~ NETOIN!

domingo, 26 de março de 2017

[Semanal] Seiren #12 (Final): Primeiro amor


Cativante...

Possivelmente, a palavra acima citada é a que melhor resume o episódio derradeiro de Seiren, que por si já tinha uma importância dupla. Isto em razão do mesmo encerrar o arco da Kyoko e também de dar os números finais para o anime em si. E para a alegria deste humilde blogueiro, houve a dupla entrega de maneira bem positiva, mesmo com as ressalvas já aguardadas de longa data, estando estas direcionadas para os vícios que o anime tem mostrado possuir (em abundância) desde o seu primeiro episódio.

Quando se fala em Seiren, de imediato tem de vir à mente o fator ecchi alinhado ao fetiche. Por mais que o arco recém terminado tenha sido o de menor incidência das duas características citadas, ainda assim elas se fizeram presentes. Nem mesmo a Kyoko, tão recatada e quieta no seu canto, acabou sendo salva disto. Ainda assim não houve algo que tenha atrapalhado a experiência ao se assistir estas quatro episódios tendo ela como a protagonista maior, então o saldo final acabou sendo mais positivo.

Um ponto que realmente a minha pessoa tem de destacar, sobre o décimo segundo episódio de Seiren, está na sutileza com a qual foi se desenvolvendo a conversa crível entre a Kyoko e o Shoichi. Acabou resultando em um misto de inocência com humor, além da falta de tato que ambos os personagens mostraram possuir (em larga escala) para momentos sentimentais como este. Mas tudo correu muito bem, mesmo com os já tão falados vícios que acabaram aparecendo até neste diálogo tão importante e de cunho sentimental.

 A sempre quieta e comportada Kyoko.

A Kyoko é simplesmente um encanto de garota, e isto não é algo que se discuta em contrário com facilidade (ao menos não para a minha pessoa). Ela não apenas conseguiu fazer com que seu amigo de infância a olhasse de outra maneira (sem perder sua preocupação e sentimento de zelo), como a própria teve um crescimento notável como pessoa. Por sua vez, o Shoichi mostrou que pode ser um bom rapaz além de seu comportamental, incluindo nisto o fato de não se deixar levar pelos seus estranhos gostos (entenda-os como fetiches).

De toda a forma, a garota acabou vendendo os seus temores e lavou adiante a ideia de dizer o que queria ao Shoichi. O rapaz se fortaleceu, teve coragem o bastante e se declarou para a Kyoko como deveria ser. Ambos foram bem sucintos neste ponto. E neste meio tempo, o festival tinha seu prosseguimento na escola, com direito à Toru vencendo o concurso de Mamãe Noel e notar a Tsuneki estar vestida como um veado (promovendo a barraquinha que venderia espetos com a carne do mesmo animal).

Foi um belo final. De certa forma, o episódio anterior já havia preparado devidamente o terreno. O que ocorreu, agora, foi nada além do dito óbvio (mas bem trabalhado e motivador, em certos aspectos). A história da Kyoko foi a que mais agradou este blogueiro em Seiren e, se o anime não tivesse apelado tanto em seus vícios desde o início, poderia ter recebido uma avaliação final melhor. O que vale, no momento, é que o episódio foi recompensador.

Assim é que tem de ser...

Momentos...
Do capítulo final de Seiren.


Vícios #1 - a Tsuneki fazendo propaganda da barraquinha que venderia espeto de carne no festival escolar...


Riscos - o que acontece quando se come algo muito quente...


Chamada - quando chega a coragem para o Shoichi, mesmo que a Kyoko tentasse escapar...


Noel - e a Toru foi eleita a Mamãe Noel do festival escolar, com direito à pose de tokusatsu, sendo este o fator que lhe valeu a primazia...



Vícios #2 - quando uma espiada pode valer um castigo bem doloroso...


Entendimento - quando o Shoichi e a Kyoko começaram a conversar. O destino os reservaria uma boa surpresa...


Timidez - a calmaria fez a força da conversa entre a Kyoko e o Shoichi...



Resultado - o primeiro amor sorriu para ambos, naquele dócil e carismático momento...



Seiren - Episódio #12
*** avaliação: 7,5 pontos de 10,0 possíveis ***

A análise final de Seiren

O amor se fez presente em Seiren.
Momento da verdade...

Quando surgiram os primeiros informativos sobre Seiren nos grandes portais internacionais, a minha pessoa tratou de lê-los rapidamente. Os PVs liberados também auxiliaram no processo de contextualização da obra. Sendo assim, ainda em dezembro de 2016, o anime em pauta acabou sendo o escolhido para ter comentários semanais neste humilde espaço na internet. E desde então, uma frase que este humilde blogueiro sempre entoou, no que tangia a obra em pauta, é que não havia nada de grandes expectativas acerca da mesma.

Por naturalidade, tanto havia a chance real de tal falta de perspectiva quanto à Seiren acabar se confirmando, como também do anime se mostrar melhor do que imaginava-se anteriormente. Após doze episódios, o termo que melhor contextualiza esta obra é famoso "mediano". Em outras palavras, as desventuras do jovem Shoichi e as heroínas Tsuneki, Toru e Kyoko, não são do nível para uma indicação altamente positiva (algo como "veja este anime pois é bom demais"), mas sim direcionada a linhagem do "é legal em alguns pontos e não passa disto".

A premissa por detrás do anime em pauta esteve em mostrar como o protagonista central, Shoichi, se saía em tentar uma aproximação mais sentimental com as três protagonistas de arco (Tsuneki, Toru e Kyoko, nesta ordem), cada qual em seu momento e com a história voltando do zero, quando um ciclo se encerrava para outro ter o seu início. Em outras palavras, Seiren teve verdadeiramente três histórias independentes entre em si, contadas em quatro episódios para cada. Neste tipo de contagem de enredo outras obras já tiveram tal sistemática, o que não acabaou sendo grande novidade nesta oportunidade justamente por tal fato.

Um exemplo de vício onde nem a Kyoko se salvou.
Se dependesse unicamente de cada história, Seiren terminaria com uma avaliação melhor do que acabou recebendo. Cada uma das três garotas tinha um comportamento próprio, chamativo à sua própria forma, e que certamente sabia onde chamar a atenção para si. O Shoichi e elas tiveram de se descobrir a cada episódio, mostrando um crescimento pessoal destes personagens, além de deixar aflorar aqueles pensamentos e dúvidas típicos da adolescência. Ao seu modo, cada arco agradou um público em específico, o que é perfeitamente normal.

Contudo, este anime abusou demais dos seus vícios mais nocivos, ao mostrar o efeito de ecchi de maneira bem inapelável (especialmente no primeiro arco da obra). Desde pensamentos maliciosos, passando pelos fetiches do jovem protagonista e até finalizar com situações inusitadas e/ou constrangedoras, Seiren acabou perdendo pontos preciosos por ter dado prioridade para isto em vários momentos, ao invés de desenvolver melhor a história central para cada arco. Em outras palavras, o problema do anime foi o de exagerar na dosagem do seu ecchi e não por simplesmente ter tais vícios.

Tecnicamente, a obra em pauta foi bem normal e branda, tanto no seu visual como na parte acústica. Nenhum destes pontos empolgaram, mas também não atrapalharam. Não vale aqui uma menção mais trabalhada para tanto. Ademais, Seiren acabou servindo para o seu propósito ao final do todo. Na visão deste humilde blogueiro, este anime pode ser visto sem grandes empecilhos, mas não se deve esperar nada acachapante ou maravilhoso em sua história, personagens ou na parte técnica. Como já se fez citar parágrafos acima deste, Seiren é uma obra comum, mediana e que nunca tentou ir além disto.

E assim se seguiu...


Seiren
Estúdio: Gokumi (AXsiZ)  /  Origem: obra original
Temporada: janeiro'2017  /  Total de episódios: 12

*** avaliação final: 6,8 pontos de 10,0 possíveis ***


Na próxima temporada será a vez de Alice to Zouroku
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Até a próxima!

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Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

sexta-feira, 24 de março de 2017

[Análises em Geral] Parte #91: o "adeus" de Naruto...


Momentos de confraternização...

As palavras que se seguirão agora provém de uma pessoa que não se considera como pertencente ao fandom da obra Naruto, como um todo. Na verdade, a visão que se tem da mesma é muito limitada à fase clássica, na qual todos os episódios foram vistos, e um pouco da fase Shippuuden, até porque nesta os primeiros dezessete episódios (no distante ano de 2007) foram vistos e a sequência foi deveras quebrada, assistindo ao anime de maneira bem salteada e por vezes fora da cronologia natural.

Entretanto, os últimos nove episódios da saga Shippuuden foram vistos na totalidade e, na percepção deste humilde blogueiro, o que pôde notar foi o chamado "dever sendo cumprido". O jovem Uzumaki Naruto e seus amigos foram os responsáveis por levar inúmeros momentos repletos de aventura, lutas, descontração e até paixões para os seus telespectadores, ao longo de catorze anos e cinco meses (em outras palavras, desde outubro de 2002). Este dado possui uma importância quase ímpar, que não pode ser deixada de lado sob nenhum pretexto.

Destes quase quinze anos de transmissões na televisão, Naruto Shippuuden ocupou exatos dez anos e um mês (estreara em fevereiro de 2007). O tempo consegue trazer para si uma definição de longevidade bem forte e incisiva. O velho slogan "este é o meu jeito ninha de ser", por vezes citado pelo pequeno Naruto na fase clássica, havia recebido uma nova roupagem já no início da saga Shippuuden. E a minha pessoa recorda-se bem disto, pois aquele era uma momento no qual o maior questionamento que se fazia era sobre até quando o anime duraria. As previsões amadoras deste humilde blogueiro ressaltavam que tal fase desta obra deveria ter o mesmo período de vida que a antecessora, sendo este um fato que não se cumpriu (para o bem e/ou para o mal) e, somente após dez anos, a Vila da Folha chegou ao ponto final de sua jornada sob a batuta de Uzumaki Naruto.


Contemplando o amanhã.

A minha pessoa sempre admirou, durante todos estes anos, a persistência ante os sentimentos que a Hyuuga Hinata nutria pelo Naruto. Algo que vinha desde que eram crianças, por mais que ele voltasse suas atenções para outra moça (a Sakura) e que a Hinata, cercada pela sua timidez e calma no modo de ser, nunca conseguia dizer ao jovem ninja aquilo que sentia. Gaguejar, ficar sem jeito e até desmaiar, em alguns casos, eram resultados diretos de toda e qualquer investida que a herdeira do Clã Hyuuga fazia para se aproximar do alvo de sua grande e irrestrita paixão.

Era muito bom ver as ações e tarefas nas quais o Naruto tinha de atuar junto da Hinata, quando estas ocorriam de fato. Por mais que o rapaz tivesse muitos problemas ao seu redor desde bem pequeno (por seu comportamento, pela ausência dos pais, a rivalidade com o Sasuke, o sentimento não correspondido para/com a Sakura, dentre outros fatores), a proximidade da pequena Hyuuga à ele acabou fortalecendo gradativamente o ninja da roupagem laranja. Era bonito e agradável ver tudo isto amadurecendo, de pouco em pouco e dentro do seu próprio tempo.

Como já foi ressaltado no início deste post, este blogueiro provavelmente não assistiu nem à quinze porcento da fase Shippuuden. Muito provavelmente, partes importantes no enredo sobre Naruto e seus amigos, bem como as grandes batalhas que todos eles acabaram enfrentando em prol de bens maiores, acabaram sendo perdidas. Indo ainda um pouco além, tudo que se refere aos sentimentos da Hinata (e como os mesmos acabaram alcançando o Naruto) também não foram vistos. Independente de algo ter ocorrido pelos famosos fillers, filmes e/ou similares, a minha pessoa pode ter perdido momentos cruciais da história da obra em um todo, o que auxiliaria demais na compreensão final para este post.

A preservação de um dócil sorriso.

Ainda assim, os tais episódios finais de Shippuuden foram assistidos. E o arrependimento é igual à zero, totalmente. Esta sequência de capítulos animados apresentou momentos de preparação para o grande e mais aguardado evento, sendo este o casamento da Hinata com o Naruto. Acabou acontecendo uma grande mistura com drama, comédia, nonsense e outras características pertinentes à obra em si. Tudo bem feito neste sentido. Mas o episódio de número quinhentos, sendo este o último da saga Shippuuden, foi deveras positivo e bem trabalhado.

Foi extremamente bom notar que o Naruto, mesmo às vésperas de tão importante momento na sua vida, pouco mudou em seu comportamental. Igualitariamente, um tanto de adulto no seu ser também acabou despertando. A maneira dele se aproximar do Iruka, para lhe fazer um pedido daqueles bem emocionantes (a minha pessoa chegou ao ponto de lágrimas ao menos três vezes neste episódio em pauta), acabou sendo um dos pontos altos deste capítulo de finalização da saga Shippuuden. Mas nada superou os minutos que antecederam o encerramento em si, com a Hinata e o Naruto preparando-se para o matrimônio, com adição de uma música simplesmente arrebatadora de fundo.

A minha pessoa acredita, humildemente, que o fandom de Naruto pode sim se sentir feliz por este episódio de encerramento. Foi tudo muito belo, com requintes de magia, maravilhoso mesmo de se ver. Emocional ao extremo. Contudo não é o "adeus" definitivo, mas sim um tipo de "até breve", até porque o anime entrará em uma nova saga (encabeçada por um dos filhos de Naruto, o jovem Boruto). Mas antes do mesmo fazer sua estreia na temporada de abril'2017, o que vale por agora é ter visto, finalmente, o Naruto e a Hinata juntos. E assim deveria mesmo acabar.

Felicidades aos dois...

Momentos...
Clique nas imagens para vê-las em tamanho real.


"A Hinata chamando alguém especial de sogro..."










"As parabenizações..."



"A bênção final..."



"Juntos, para todo o sempre..."

Até a próxima!

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