Bokura ga Ita: um anime para se apaixonar! ~ Netoin!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Bokura ga Ita: um anime para se apaixonar!

O logo de um ótimo shoujo anime.

O amor escreve certo por linhas tortas...

Talvez a frase possa lhe aparentar como sendo sem sentido algum, nobre visitante, da mesma forma que você poderá concordar com ela em grande escala. A verdade é que este sentimento, o amor, às vezes tampa a visão de uma das partes envolvidas (ou de ambas) ao ponto de certos fatores não ficarem em evidência ou, ainda além, podendo permitir que os mesmos não abalem o momento vivido (por mais fortes que tais fatores possam ser).

Em suma, o anime da vez analisa esta temática de uma maneira quase única, de uma forma que cativa e apaixona à quem ele assistir. Na pele de uma doce menina e de um rapaz que mistura sinceridade e obscuridade, você ficará sabendo como que pode aparecer e se desenvolver o dito primeiro amor. E de igual maneira, a chance de você poder se sentir na pele de um dos personagens é extremamente forte, ao ponto de emoções como a alegria e a raiva lhe acompanhar durante todo o prosseguimento da obra.

Nobre visitante, à partir deste momento você ficará à par de uma singela e bonita estória, que atende pelo nome de Bokura ga Ita e que, com toda a sinceridade possível, poderá lhe soar deveras apaixonante em sua essência principal. Tenha uma boa leitura!

Uma dupla fascinante...

Conhecendo o simpático casal...

Em algum momento de sua vida é muito provável que tenhas vivenciado um acontecimento de grande representatividade, estando este atrelado à magia que é o primeiro amor. Neste contexto é mais do que possível salientar a quantidade simplesmente exorbitante de dúvidas que aparecem, estando as mesmas atreladas ao medo e à insegurança pessoal. É aquele famoso temor de não se sentir uma pessoa "boa o bastante" para a outra, ou então de ter certo receio em encarar "o verdadeiro eu" da outra parte interessada.  É um momento de grande análise na vida de uma pessoa, com total seguridade.

Em si, Bokura ga Ita parte desta linha de raciocínio mensurada acima, trabalhando-a com muita satisfação. Procurar imaginar-se no lugar de alguém que está se apaixonando pela primeira vez em sua vida não é difícil. Porém, o grau da tal dificuldade tende à aumentar quando o interesse é por outro alguém que possui certa fama na escola. E para piorar um pouco a situação, o alvo dos sentimentos é uma pessoa cujo passado esconde muitos mistérios, ao ponto de gerar desconfianças e boatos dos mais variados no meio social instalado.

O enunciado acima cabe bem para a jovem Takahashi Nanami. Uma jovem que está iniciando os seus estudos convergentes ao ensino médio brasileiro. Ela é muito quieta, tímida, de fala dócil e suave. Mas em sua mente (e principalmente em seu coração) as dúvidas sobre o amor perduram com força e vigor. Entretanto, o seu anseio inicial está em fazer novas amizades e com tais ter uma ótima experiência estudantil. Não se trata de um sonho obstante e, de certa forma, não tão difícil de se alcançar.

Motoharu e Nanami em um feliz passeio de bicicleta...

Mas boa parte dos anseios da Nanami mudaram com certa velocidade, à partir do momento no qual ela fixou seus olhares em um rapaz da mesma sala de aula dela. O nome deste jovem era Yano Motoharu. Sua popularidade na escola chegava à assustar em um tanto, mas isto não impediu a moça de acabar gostando dele e, de um pouco em pouco, querendo descobrir mais sobre tal rapaz. Mas haviam dois fatores que conspiravam contra isso de maneira muito forte, onde dita insegurança e o receio poderiam prevalecer com veracidade no coração da pequena apaixonada.

O Motoharu era um jovem atormentado por um triste fato que ocorrera em seu passado não muito distante. Além disto, ele tinha uma certa fama de já ter namorado boa parte das meninas da escola. Certamente, o mais plausível era imaginá-lo como um sem-vergonha pela segunda característica citada, mas a Nanami preferiu agir de maneira diferente. Uma vez que o rapaz em questão era muito alegre e que realmente se entendia bem com todos ao redor, a moça muito teve de ponderar sobre o que via e também sobre o que sentia.

Com base no que tu acabaste de ler já é possível à ti, nobre visitante, imaginar o que é possível esperar do envolvimento entre a Nanami e o Motoharu. A doce estória sobre verdades e descobrimento pessoal tem início nas palavras citadas nos parágrafos acima. Porém, é bom que você se atenha a outras características pertinentes à este anime pois, se existe a aparência de simplicidade em seu enredo, a mesma carrega alguns momentos de grande reflexão durante o seu prosseguimento. E agora o convite muda para este direcionamento, pois é chegado o momento de verificar um pouco mais à fundo como se dá o trabalho sobre o enredo desta obra.

Verdades, mentiras, descobertas e mais...

O olhar reflexivo da Nanami...

Honestamente, Bokura ga Ita lança uma primeira impressão demasiadamente fantasiosa à sua frente em um primeiro momento. Os primeiros episódios lhe fazem entender que a obra é um verdadeiro slice-of-life com romance, no qual as incertezas da Nanami são colocadas em xeque ante os seus sentimentos pelo Motoharu. Muito embora tal afirmativa não seja inverídica na totalidade, a verdade é que o anime esconde alguns segredos por detrás de tal informe. E isto é um motivo claro de orgulho para a obra em si, uma vez que o desenvolvimento da mesma acaba se assemelhando em demasia à realidade vivida por muitas pessoas.

A naturalidade das ações por parte da Nanami são extremamente cativantes e chamativas. Mesmo em seus momentos de maiores dúvidas ela age com responsabilidade, por mais que em algumas vezes a inocência aparecesse com extrema força, mais precisamente em seu semblante. Um sorriso tímido, sincero e feito com vontade faz uma diferença enorme durante uma conversação, e isto é algo do qual o Motoharu teve de provar com alguma eficácia. Por sua vez, o rapaz aparenta ter múltiplos sentimentos enquanto conversa com a jovem apaixonada. De uma maneira que pode irritar em alguns momentos, a seriedade dele dá lugar a uma infantilidade muito redundante.

Mas a dita infantilidade que o Motoharu promove em alguns momentos mais aparenta ser como uma cláusula de escape, visando escondê-lo de algo que o atormenta. Recorde-se, visitante, que parágrafos acima foi salientado que ele possui uma triste memória do passado, sendo que a mesma não se desvincula dele e o faz se sentir muito culpado por tal ocorrência. Tal fato tem à ver com sua antiga namorada, um acidente e um agravante sobre tudo isto. Agora, procure se situar no lugar da Nanami, que tenta saber o que atormenta seu amado e que, ao mesmo tempo, teme em saber do que se trata tal fato. Este é um dos grandes momentos do anime em si, com grande e irrefutável certeza, quando a verdade caminha paralelamente à dita descoberta para os dois.

Masafumi: amigo, confidente e candidato à namorado da Nanami...

Quando se imagina que o casal está começando a se descobrir cada vez mais, os obstáculos naturais começam à surgir com grande força. Além dos confrontamentos esperados quanto às formas de pensar de cada um, uma terceira pessoa acaba aparecendo na vida dos principais personagens de Bokura ga Ita. Um jovem de nome Takeuchi Masafumi aparece como grande amigo e confidente pessoal do Motoharu. Na verdade, o Masafumi é um rapaz de bom caráter e que realmente sabe conversar com seu amigo. Contudo, após ter presenciado uma discussão entre ele e a Nanami, acabou resolvendo nela chegar para dialogar. Ele acabara nutrindo sentimentos pela moça em questão, mas por alguma razão não havia chegado nela com tal propósito até o momento.

O anime dá um enfoque muito grande em todos os pormenores nas vidas da Nanami e do Motoharu, mas não necessariamente de maneira "presa" no relacionamento entre eles. Até porque, a sombra do passado perdura unicamente na mente do rapaz, pois uma pessoa chamada Yamamoto Yuri acaba sendo uma prova viva de tal ocorrência do passado, pois ela tem ligação familiar (irmã) com a antiga namorada do rapaz. E ela, Yuri, provém sentimentos ambíguos ao extremo pelo protagonista da obra, sendo todos eles de fácil compreensão (o que não significa que sejam perdoáveis). Uma prova viva de que os laços humanos tentam resistir ao poder do tempo e seus acontecimentos mas que, em algum momento, devem se cruzar com força e propiciar eventos que podem ser tanto alegres e festivos quanto tristes e solitários.

No conjunto geral de seu plot, Bokura ga Ita lhe instiga à acompanhar o crescimento e amadurecimento de seus personagens. Não se trata de um anime unicamente preocupado em lhe transmitir a ideia de que todo relacionamento é feliz, pois na verdade a obra lhe mostra que as palavras "responsabilidade" e "confiabilidade" vão muito além de suas vãs definições em quaisquer dicionário. A obra, no decorrer de seu prosseguimento, mostra que nunca é cedo (ou tarde) demais para se descobrir mais à respeito das relações humanas e o que elas podem acarretar. Trata-se de uma estória fictícia com fundo de apelo dramático, romântico e real. Um convite claro ao pensamento, compreensão e, mais do que tudo, à descoberta sobre o que significa amar alguém de forma verdadeira e única.

Falando dos dados técnicos...

Quando a tristeza toma conta do anime...

É necessário conceituar aqui alguns dados objetivos sobre o anime antes de explanar quaisquer opinião mais técnica sobre o mesmo. Bokura ga Ita é uma obra que provém do mangá de mesmo nome, escrito por Obata Yuki e que contou com dezesseis volumes em sua publicação (de outubro'2002 à fevereiro'2012), tendo ficado à cargo da editora Shogakukan. O anime deste título foi ao ar na terceira temporada de 2006 (entre julho e dezembro do citado ano), contando com um total de vinte e seis episódios que foram trabalhados pelo estúdio ArtLand. No ano de 2012 foram lançados dois live-actions desta obra, dirigidos por Takahiru Miki.

Se for analisado da maneira mais fria possível, fica evidente constatar que Bokura ga Ita é um anime simplório ao extremo em seu visual, isto ao se fazer uma comparação direta com outras obras animadas no mesmo ano (ou seja, 2006). Contudo, tem-se à impressão em vários momentos de que este anime foi desenhado e pintado à mão, sem nenhum medo de exagero nesta afirmação. Longe de ser algo ruim (pelo contrário, pois a obra cativa com sua simplicidade visual), isto mostra que o estúdio (que animou obras como Chobits, Katekyo Ritman Reborn! e Mushishi) estava direcionando sua atenção de maneira diferenciada para este anime.

Quando se fala no quesito acústico da obra, Bokura ga Ita consegue encantar bastante. Todas as melodias e efeitos sonoros que aparecem no decorrer do anime combinam tanto com a sua ambientação que, com a maior honestidade do mundo, a obra ganha pontos positivos deveras preciosos. E não apenas por isso, pois as suas insert songs e o tema de abertura (a música "Kimi Dake Wo", cantada pela Miki) conseguem transmitir bem a ideia que o anime deseja transmitir.

E vale aqui ser feita uma observação muito interessante sobre o encerramento do anime. Para cada um de seus vinte e seis episódios, há um tema diferenciado em seu final. É algo que chama a atenção com grande propriedade, uma vez que cada música enfatiza de forma calorosa e convidativa tudo que foi ressaltado e trabalhado no episódio que a mesma finaliza. Trata-se de um trabalho digno de grandes elogios.

Objetivamente

Um momento íntimo...

Um anime que fala do primeiro amor de uma jovem, mas que não se prende à este elemento em particular. Na verdade, Bokura ga Ita faz um soberbo trabalho sobre sentimentos e responsabilidade, onde as chamadas para a confiança e o conhecimento pessoal ganham dimensões que valem muito a pena de serem analisadas. É muito gratificante ver uma obra do gênero shoujo que se destaca por mostrar muito sobre um relacionamento, a forma como o mesmo pode evoluir ou regredir e, acima de tudo, que amar é mais do que sentir algo especial pela pessoa querida.

Este anime possui uma mensagem muito profunda e real em sua duração. Não se trata de algo que passe desapercebido até porque, como já foi enfatizado anteriormente, é bem possível que você se identifique com várias das ocorrências que aparecem nos episódios desta obra. Não se fala em usar este título como um tipo de cartilha para a sua vida, mas sim em avaliá-lo como um tipo de modelo em perspectiva para os seus sonhos, seus sentimentos e sobre o que você espera deles, tanto de você para quem gostas como do alvo de seus mais preciosos pensamentos e emoções afetivas.

Por tudo que foi aqui relacionado e citado, Bokura ga Ita é um anime mais do que recomendado pelo NETOIN!. Assista-o assim que tiveres uma oportunidade e deixe que as emoções tomem conta do seu ser, nobre visitante.

A primeira conversa jamais se esquece...

Agradecimentos à nobre Danusa Borges, por ter dado 
a sugestão para a review de Bokura ga Ita

A próxima review (número #113) será do anime Uta Koi
- publicação em abril'2014 -

A mesma foi escolhida via votação, sendo que ela foi uma
sugestão do jovem Henrique Eduardo
- relembre a chamada da enquete ao clicar aqui -

Até a próxima!

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Conheça o autor do NETOIN!, visitante...
Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

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12 Comentários

  1. Que bom que recomenda o anime *-* Bokura Ga Ita é um dos meus shoujos mais queridos. Como vc falou mt bem, a primeira impressão é de que se trata de uma obra superficial e sem MT capricho mas o anime nos surpreende e mostra o desenvolvimento do relacionamento do casal, na época que assisti, me identifiquei mt c a Nanami, me vi em algumas situações que ela passou, em algumas achei que ela se saiu até melhor que eu kkkkk.
    O Yano, bem, eu amo e odeio ahuahauah vc entende ele em algumas situações, mas em outras não dá p aceitar. Do Takeuchi ♥ gostei mt, e apesar de gostar da Nanami ele foi um bom amigo para o Yano, mtas vezes pensei que ela ficaria melhor com ele mas nada se compara a emoção da Nanami ao lado do Yano, a cena da praia é de partir o coração, assim como a cena final, linda e triste.
    As músicas são uns dos pontos altos do anime, a forma como se conectavam com as cenas, deixavam td com muita emoção.
    Gostaria muito de poder ver o mangá por aqui algum dia.

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    1. Saudações


      Sim, Fe Langley, o anime merece mesmo ser recomendado...^^

      Oh my...
      Às vezes eu acho perigoso se colocar na pele das ações dos personagens...
      Mas lhe entendo. A Nanami teve de passar por muitas e muitas provações ao longo do anime. E as ações dela (e do Yuno também) foram extremamente condizentes com a realidade no mundo...

      Imaginei, por alguma razão, que sua opinião sobre o Yano e o Takeuchi seria exatamente esta...^^

      Quanto às músicas não vejo muito para declarar além do que pôde ser notado no anime... São maravilhosas em sua essência.

      Quanto ao mangá... Vejamos as possibilidades no futuro, nobre...


      Até mais!

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    2. Na verdade não me coloquei no lugar dela, vi algumas semelhanças entre nós de coisas que já tinha passado :) é de fato bem voltado para a realidade.

      O mangá já cansei de sugerir para as editoras T^T, na minha página de Shoujos sempre vejo mtos fãs de BGI e é um mangá finalizado que não tem tantos volumes assim, acho que seria uma boa aposta.

      Já viu os filmes?

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    3. Saudações


      Compreendi melhor agora...

      Eu acredito que este mangá poderia se sair muito bem entre o público brasileiro, sem dúvidas...^^

      Os filmes eu não vi ainda...
      Tu os recomenda?


      Até mais!

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  2. Como não sou a Nana-san, estou viva e quem é vivo sempre aparece hahahhahaha Ai que piada maldosa, mas vamos lá... Bokura ga Ita né? Parece que a obra realmente te agradou, Carlírio, você conseguiu falar bem das partes técnicas, mas o que mais chamou atenção no post foi você ter entrado dentro do dia a dia da Nana-chan e do Moto falando como se fosse uma pessoa que tivesse ali acompanhando sempre de perto tudo o que acontecia com os dois, mas eu entendo, porque este é o feeling que essa obra pode trazer. Reflexões sobre o amor, ódio, inveja, arrependimento e onde tudo isso pode levar uma pessoa... É mais ou menos assim que vejo Bokura ga Ita, e muitas vezes me perguntava se isso era realmente um shoujo, pois pela sua seriedade diria que uma classificação como jousei ficaria melhor, entretanto, isso não desmerece a obra de jeito nenhum. É sensacional!

    Eu só li o mangá e o terminei na semana passada, mas pelo que você escreveu aqui sobre o anime, posso dizer que a obra ficou bem adaptada e ela merece muito uma segunda temporada, quem sabe ano que vem! Torço muito para isso visto que ela acabou em 2012, quem sabe alguém se interesse porque seria digno. Poucos shoujos ganham segunda temporada, mas a esperança nunca morre, mas estes 26 episódios já ficaram marcados para sempre aos otakus que assistiram.

    Parabéns, Carlírio! Um ótimo texto! Agora fiquemos no hype de Uta Koi! Muito amor no NETOIN lol

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    1. Saudações


      Acredito que seja muito difícil não tocar em certos pontos quando se fala de Bokura ga Ita. O próprio anime leva à esta reflexão, com muita autoridade. E isto é bem elogiável.

      Dado o período com o qual o anime foi exibido, é quase impossível que a obra ganha uma segunda temporada. Mas um remake seria bem-vindo, certo?^^

      Sim! Próxima review será de Uta Koi e, depois dela, Yu-GVi-Oh! GX... :)


      Até mais!

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  3. O anime também me agradou. Para mim, Bokura ga Ita vai além de retratar um primeiro amor, tendo a pretensão de representar o quão ilógico e confuso é esse sentimento, e que isso é, senão o principal, um dos temperos que torna este sentimento tão especial. Sem dúvida alguma, não o torna um “mar de rosas”, mas o torna o que ele de fato é.

    Todos os personagens (Nanami, Yano, Takeuchi, as irmãs Yamamoto) perguntam a si mesmos, em algum momento da narrativa, por qual motivo não são capazes de seguir aquele outro caminho, que parecia ser o correto, que traria mais felicidade, o lógico a ser seguido... e simplesmente não conseguem, pois são confrontados o amor no outro lado da balança.

    Eles ficam se perguntando acerca do fato “daquele ser o garoto que já ficou com boa parte das meninas da escola”, “daquela ser garota estranha que namora um delinquente que a machuca”, “de namorar com um delinquente que a machuca”, “dela ser a namorada do meu melhor amigo”, “dele não ter se esquecido da namorada”, “dele ser o namorado da minha falecida irmã”, “dele só me fazer sofrer” etc. enquanto, do outro lado, tem-se questões como “seria capaz de fazê-la mais feliz”, “seria capaz de não fazê-la mais chorar”, “esta gosta de mim, enquanto aquela gosta do namorado, e ele dela”, “ao menos pararia de sofrer” e por aí vai.

    Diante dessas situações, os personagens muitas vezes sofrem enquanto ponderam e, muitas vezes, rendem-se a esse sentimento que é o amor. Os pensamentos embaralhados do Yano, quando ainda se encontra preso ao antigo amor e não consegue entender ao certo como lidar com o atual, sem ter esquecido completamente o antigo; a Nanami e suas infindáveis dúvidas, sobre o que deve fazer, diante do fato de não entender o Yano, de faltar-lhe confiança, dele muitas vezes a fazer chorar, se ela deveria deixá-lo, se deveria ir atrás do Takeuchi(...); o Takeuchi, que não sabia se deveria ir atrás da Nanami ou manter a amizade que possuía com o Yano, tendo várias idas e vindas nesse sentido; a irmã mais velha da Yamamoto talvez seja a personagem que sintetize isso melhor, pois ela realmente sofria bastante com o antigo namorado, mas, ainda assim, não conseguia largá-lo por amá-lo, até encontrar o Yano - embora se possa interpretar as ligações e cena que ela entrou no carro do ex como que, no fundo, ela nunca deixou de amá-lo.

    Dito isso, toda a confusão em que está imerso o Takeuchi é bem interessante, porque muitas vezes ele aceita que o Yano continue com a Nanami, seja por ser o melhor amigo dele, seja por eles se amarem; enquanto, por outras, volta atrás e faz o possível para conquistá-la, pois não consegue suportar vê-la chorar. Ele tenta esquecê-la, tenta adentrar em um relacionamento, mas não consegue tomar outra atitude após vê-la magoada. Um segundo fato interessante é o amadurecimento do Yano no final. Certamente a fase adulta tem relação com idade e independência financeira, mas o cerne dessa transição decorre da possibilidade de tomar decisões que você não gostaria, mas sabe que têm de ser tomadas. Nesse sentido, o fato de o Yano decidir ir com sua mãe para Tóquio, após tanto ponderar, é louvável e simboliza que o personagem realmente cresceu com a narrativa.

    Concordo quanto ao que disse sobre as considerações técnicas e, de certo modo, admito que fui surpreendido com esse anime. Recomendaria a qualquer fã desses romances escolares.

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    1. Saudações


      Seguramente as suas palavras neste comentário servem como complemento perfeito para este post, nobre.


      Até mais!

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  4. muito triste :(, estou lendo os mangas da continuacao do ultimo episodio do anime. Eu so posso dizer que quem ver o anime e ler o manga pode se preparar pq vai chorar. Nao sei se eh pq eu sou sensivel mas gente.. eu chorei LITROS, quando vc acha q a historinha entre a nana e o yano esta bem, alguma coisa acontece pra atrapalhar ou eles brigam, ou ele vai embora morar em outra cidade. So espero que o final do manga nao seja tragico ou triste.

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    1. Saudações


      Eu acredito que tu irá se surpreender um tanto com o mangá, nobre.


      Até mais!

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  5. E eu queria muito que no final a nanami e o yano ficassem juntos de verdade, sem interrupcoes kkk.

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    1. Saudações


      Sem a menor dúvida, isto seria perfeito. Até um pouco demais, mas seria.


      Até mais!

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