domingo, 21 de agosto de 2011

Análises em Geral - parte #34: falando do mangá de "Magic Knight Rayearth"...

Mokona: "~puuu...".

Em certa oportunidade, apareceu neste humilde blog um texto que fazia uma análise simples e direta do anime "Magic Knight Rayearth"( clique aqui para acessá-lo ), que nos anos 90 foi transmitido no Brasil. Uma história de mahou shoujos, onde aquilo que se podia definir entre o "certo" e o "errado" não passava de uma tênue e delicada linha...

O grupo CLAMP mostrava para todos, com esta obra, uma de suas melhores histórias. No geral, os personagens tinham um poder de imersão incrível na obra e, além disso, o trabalho de animação foi simplesmente grandioso.

No início deste século ( mais precisamente em 2001 ), o mangá de "Magic Knight Rayearth" foi publicado oficialmente no Brasil pela Editora JBC. Este humilde blogueiro comprou todas as edições ao longo de 2003, e muitas foram as diferenças na sequência dos fatos da história que puderam ser notadas, em uma comparação direta entre as versões animada e publicada da obra em questão.

A razão desta edição do "Análises em Geral" está justamente em comentar um pouco sobre a obra publicada.

Comentando a história no mangá...

A edição número um de "Magic Knight Rayearth" no Brasil.

A história de "Magic Knight Rayearth" já é conhecida por muitos. Caso você não a conheça ( ou não se recorde da mesma ), esteja ciente que se trata de um enredo baseado na ida de jovens terráqueas para um outro mundo para lutarem contra a destruição do mesmo. Através de uma forte magia e poder de vontade Hikaru, Umi e Fuu foram transportadas para Cephiro.

Uma observação se faz necessária: provavelmente aparecerão spoilers ao longo do texto, à partir deste ponto. Amigo visitante, tenha total ciência disto ao continuar lendo esta postagem.

A responsável pela ação descrita acima foi a Princesa Esmeralda. De acordo com o regime de Zephiro, a Princesa vivia apenas para orar pela paz e estabilidade de Cephiro, onde qualquer desvio de pensamento poderia levar o mundo ao mais completo caos ( melhor conhecido como o Sistema do Pilar ). Em razão deste compromisso, nem mesmo amar era permitido à ela. Infelizmente, esta foi a razão da ruína eminente do mundo de Cephiro. E Zagard, seu fiel guardião, era o alvo de seus sentimentos que, para "piorar" tudo, também possuía as mesmas intenções para com a Princesa Esmeralda.

Sem terem a mínima noção disso tudo, as três jovens terráqueas passaram por muitas dificuldades até acordarem os Manshins ( os Gênios na versão dublada ) e, assim, poder enfrentar Zagard e com isso, supostamente, salvarem Cephiro. A dor nos corações das jovens aumentou consideravelmente ao saberem, mais à fundo, da verdade sobre o Sistema do Pilar.

Entre o anime e o mangá, a diferença crucial até aqui está no quesito morte. Assim que tiver acesso à obra publicada, pense apenas na feiticeira Alcion e na Priscila, a jovem que fez as armas de Hikaru, Umi e Fuu com o precioso mineral Escudo.

Todas as edições de "Magic Knight Rayearth".

A segunda parte de "Magic Knight Rayearth" possui drásticas diferenças entre as versões animada e publicada. Pode-se citar, sem receio de algo como perda de qualidade, o fato das personagens Nova e Devonera não existirem no mangá.

Como em pauta está a obra publicada, a segunda parte da mesma centraliza-se na verdadeira corrida protagonizada por outros três mundos, onde cada um possui suas próprias razões para invadirem Cephiro e se apoderarem do Sistema do Pilar. Mas, tal como aconteceu com as jovens terráqueas, os "invasores" também não tinham a mínima noção de como funcionava verdadeiramente o problemático sistema de Cephiro. Mas, mesmo neste sentido, há pequenas e importantes surpresas.

Caso esteja se perguntando sobre "o como" que as garotas da Terra voltaram para Cephiro, uma vez que não há um novo Pilar ( recorde-se que a Princesa Esmeralda foi morta, e que não havia ninguém para sucedê-la ), mantenha apenas o seu raciocínio na busca pelo novo Pilar de Cephiro.

Os mundos que estavam à invadir Cephiro ( Autozam, Chizeta e Fahren ) possuíam fortes líderes com um poder de vontade muito grande, ao ponto de abrirem os seus caminhos gradativamente para Cephiro, na busca de se tornar o novo Pilar. No mangá, os "caminhos" tem uma importância vital, pois se trata da Estrada do Pilar.

As capas da fase 2 da obra: as preferidas deste humilde blogueiro.

Um destes mundos ( Autozam, liderado pelo Visão de Águia ) tinha alguma vantagem estratégica, pois um habitante originário de Cephiro viveu por muito tempo no mundo tecnológico. As Princesas de Chizeta ainda tinham a ambição de aumentar o território de seu mundo natal. E a Princesa Aska de Fahren queria apenas trazer a felicidade aos habitantes de Cephiro. Se ela soubesse que a própria felicidade dela seria secundária...

E quem definiria tudo, ou seja, qual pessoa seria escolhida como o novo Pilar de Cephiro? Logicamente, ninguém mais além de um Deus, o criador de todo o universo. Mas, dentro do contexto da obra publicada em questão, o ser chamado como o criador na verdade era alguém que não tinha como suspeitar nem em um mínimo instante...

Mas, e a obra publicada em si?

As capas da fase inicial das histórias da obra.

A obra em questão é uma das mais bonitas que este humilde blogueiro já teve o prazer de ver. E isso pode ser facilmente estendido à todos os sentidos possíveis...

As diferenças que existem entre a versão animada e a publicada são muito bem-vindas. Elas exploram, no mínimo detalhe, duas formas diferentes de se dar um final digno para "Magic Knight Rayearth". É bem verdade que o final, em si, pode ser considerado como igual. Contudo, os caminhos percorridos para se chegar à ele é que formam o diferencial entre as versões desta fantástica obra do grupo CLAMP.

As capas são o portão de boas-vindas do mangás. Neste quesito o capricho impera, nas doze edições deste mangá.

O desenho e arte são deveras bonitos. Um detalhe que este humilde blogueiro apreciou muito no mangá está no traço dos olhos das personagens. Eles são quase únicos, com detalhes interessantes. Aliás, mesmo na versão animada, os olhos dos personagens ( em especial as garotas ) são de um charme simplesmente indiscutível.

As capas da fase 2 de "Magic Knight Rayearth".

Uma outra característica de grande destaque na obra está nas versões chibis das personagens, que aparecerem de forma costumeira tanto no mangá como no anime. No mangá, em especial, as versões chibis vem à tona com uma frequência ainda maior que na contraparte animada. E, para este blogueiro, estes chibis estão bem mais simpáticos no mangá. Mas neste parágrafo imperou o gosto pessoal propriamente dito, então...

Quando se fala de um mangá com temática mais voltada para o lado shoujo da história, o equilíbrio entre personagem e cenário é um ponto à ser comentado. Este blogueiro não é um grande pesquisador da área, e nem tão pouco possui um entendimento objetivo da análise proposta neste parágrafo, mas em uma visão bem pessoal fica a clara a noção do dever muito bem cumprido pelo grupo CLAMP.

Para explicar a afirmação acima, este blogueiro sustenta-se nos cenários de fundo extremamente caprichados em várias partes do mangá. É bem verdade que há muitos quadros cujo "o nada" no fundo impera mas, mesmo nestes, o capricho utilizado para as personagens compensa amigavelmente aquilo que poderia ser colocado como um ponto contra à obra publicada.

A tradução segue fielmente a nomenclatura utilizada no anime quando transmitido no Brasil. E este é um ponto muito bem visto por este humilde blogueiro onde, por mais que durante esta postagem tenha-se usado da nomenclatura original, o uso dos nomes já conhecidos ( para a obra em questão ) facilita muito a imersão na mesma, fazendo com que a experiência de leitura do mangá de "Magic Knight Rayearth" seja ainda mais prazerosa.

Objetivamente

A arte impressa na última edição do mangá: show.

Mocinhos e bandidos? A eterna luta do bem contra o mal? Não leia "Magic Knight Rayearth" esperando por algo assim. Aproveite sim, para ler uma história cujo alicerce está apontado para a busca de anseios pessoais e em definições concretas para o dito certo e errado.

Caso tenhas algum preconceito com o mahou shoujo, deixe o mesmo de lado, pois "Magic Knight Rayearth" é o convite perfeito para uma história fantástica.

Por se tratar de uma publicação já antiga ( 2001 ), provavelmente deverá encontrar edições da mesma apenas em sebos. Mas, nunca se sabe ( que tal um relançamento? ).

Se tiver a oportunidade, leia o mangá de "Magic Knight Rayearth". Obra recomendada na totalidade.

Observação: pede-se desculpas pelo estado dos mangás nas imagens, mas eles já estão com oito anos.

[ made in NETOIN! ]

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3 comentários:

  1. Ótimo texto, Carlírio. Fez jus a uma série tão excelente da CLAMP.

    Particularmente acho a ideia do mangá mais interessante e melhor executada, a introdução da Nova e Devonera teve seus momentos de enrolação. Ainda assim, o anime também é excelente (culpa do mangá que é semi-perfeito, hehe xD)

    Quanto ao traço, o de Rayearth foi o melhor da fase clássica da CLAMP. Simplesmente encantador.

    ResponderExcluir
  2. Saudações

    Mary, os traços de Rayearth são simplesmente espetaculares...

    A Fase 2 ( tanto no anime, como principalmente no mangá ) foi a melhor da série em meu ponto de vista. Mas a Fase 1 é ótima, também.

    O que faltou para o mangá ser perfeito para ti? hehe...

    Grato pelo comentário.

    Até mais!

    ResponderExcluir
  3. Nossa, também acho o tracço simplesmente um dos melhores da Clamp!! Sem contar o final emocionante, aquela ultima página, a respeito do nome, achei extremamente criativa! Uma das melhores historias da Clamp, ainda não sei qual foi melhor, anime ou mangá. Acho que o anime foi meio enrolado, mas muito bem produzido também!

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