domingo, 11 de março de 2012

Samurai Spirits: Haten Kouma no Sho - a força contra o mal está aqui...

Samurai Spirits: Haten Kouma no Sho.

Saudações, amigo visitante. A octogésima sexta review de anime deste blog está pronta para a sua apreciação. Entretanto a obra que será tratada não possui o gênero drama como alicerce, mas trata-se de uma história regada a um grande conflito, cercada por traições e esperanças.

Por mais que a animação à ser tratada tenha tirado um pouco a história de sua linhagem original, a obra possui uma premissa que prende satisfatoriamente a atenção, fazendo com que o caminho linear exposto acabe rendendo excelentes frutos ao seu final.

E quando se trata da SNK, a empresa que durante todo o período dos anos noventa rivalizou com a Capcom, história é algo que vinha na época em um patamar acima do mostrado pela concorrência. E dentre todas as séries da citada empresa, a que será tratada nesta postagem possui grande admiração por parte deste humilde blogueiro.

Sendo assim, fica selado o convite para que você leia a review do filme Samurai Spirits: Haten Kouma no Sho. Este blogueiro fica na espera para que o texto seja de seu agrado, amigo visitante. Boa leitura.

Trama e personagens bem conhecidos...

Haohmaru, um dos guerreiros sagrados.

Samurai Spirits ( Samurai Shodown no ocidente ) é uma série que possui grande representatividade. Sua história baseia-se na conhecida premissa das infinitas batalhas do bem contra o mal, feitas seguindo-se o caminho da espada samurai. O filme em questão, Samurai Spirits: Haten Kouma no Sho ( Samurai Shodown: The Motion Picture no ocidente ) mostra para todos a gama de personagens presentes no primeiro jogo da série, lançado em 1993. O filme animado, em si, é de 1994.

O enredo deste filme começa com um retorno ao passado, onde um dos guerreiros sagrados traiu os demais em virtude da desconfiança e de sentimentos como a desonra. Trata-se de Shiro Tokisada Amakusa que resolveu unir as suas forças com o deus das Trevas, Ambrosia. Ela quebrou seu juramento sagrado, despertando a fúria de seus antigos companheiros.

Um deles era o guerreiro Haohmaru. Com a arte afinada de sua espada sagrada, pouco ele pôde fazer perante a nova face do mal, representada pela figura da Amakusa. Para piorar um pouco a situação, os demais guerreiros sagrados também não fizeram frente a antiga companheira, sucumbindo perante a mesma.

Nakoruru e Tam Tam.

Entre estes guerreiros estavam a pequena e simpática Nakoruru, sempre lutando com as forças da natureza e com a águia Mamahaha ao seu favor. Diretamente de São Francisco, na Califórnia, vinha o ninja Galford D. Weller e seu cão de confiança conhecido como Poppy. A América do Sul tem como representante o guerreiro Tam Tam, vindo de uma aldeia chamada Green Hell. Da China vem Wan-fu, eterno obstinado pela união de todos em seu País de origem. E diretamente da França a bela Charlotte Christine de Colde une-se ao grupo sendo uma expert na fina arte da esgrima.

Todos estes guerreiros, sem exceção, foram mortos por Amakusa. Mas as suas almas foram separadas, onde uma premissa para a batalha final foi ali feita. Contudo, tal batalha seria realizada em cem anos após a vitória parcial das forças de Ambrosia.

Neste meio tempo, as forças de Ambrosia foram se estruturando sob a liderança da Amakusa em solo japonês. E os guerreiros sagrados, um a um, foram renascendo. Todos eles foram relembrando as memórias da batalha passada, mas um em especial demorou ainda mais para relembrar...

Entendendo o enredo...

Jubei e Kyoshiro.

Cem anos depois, as cortinas de uma nova batalha se fazem abrir. De um lado estão as forças do deus das Trevas Ambrosia, representadas sob a liderança da Amakusa e de seus principais guerreiros, o gorducho e amedrontador Earthquake e o esquisito e assustador Gen-an. Do outro lado estão os guerreiros sagrados que se preparam para o novo embate, tendo ainda outros seres poderosos que não mais aguentam a situação atual.

Entre estes guerreiros estão nomes como o do Yagyu Jubei, que trabalha para o atual shogun mas nada tem à ver com a Amakusa. O ninja Hattori Hanzo possui grandes técnicas de seu clã para uso nas batalhas. E tem o artista Senryo Kyoshiro, que domina a luta com sua lança pontiaguda. Para eles, os guerreiros sagrados podem ser a chave da esperança para derrotar as forças de Ambrosia de uma vez por todas. Mas existe um pequeno entrave à ser resolvido...

Em meio à tudo isso está Haohmaru, com a sua vida despreocupada. Ele é o último dos guerreiros que ainda não despertara para a realidade. Certos acontecimentos envolvendo a vila onde ele vive, a sua mãe e seu melhor amigo acabam fazendo com que a sua imagem se transforme, de um rapaz nada modesto e extremamente forte para alguém cheio de sentimentos de ódio e de vingança.

Nakoruru e Mamahaha.

Apesar de toda a sua irritação, Haohmaru nega-se à aceitar a realidade sobre os guerreiros sagrados e sua luta contra Amakusa. Aliás, a antiga companheira e hoje serva de Ambrosia passou a ser o alvo do ódio de Haohmaru que, no fundo, é tudo que busca sua ex-companheira de lutas. Uma alma lotada de sentimentos negativos é tudo que Ambrosia quer e necessita para, enfaticamente, cravar o seu domínio sobre toda a Terra.

Com base no plot descrito, nota-se com grande claridade a linearidade de toda a história. Não há espaço para nenhum tipo de ramificação, pois tudo é trabalhado de uma forma muito rápida. Isso poderia entrar como um grave ponto negativo para a obra mas, na verdade, acaba sendo compreensível e moderadamente bem trabalhado. Toda a trama gira em torno do fato de Haohmaru acordar para a realidade, aceitar o seu destino e definir se mantém a sua jura ao selo sagrado ou se acaba aliando-se as forças de Amakusa.

Não se pode negar, de nenhuma forma, que a história deste filme faz com que certos fatos pertinentes à originalidade da série Samurai Spirits sejam distorcidos. Estranhamente, tal distorção não acaba comprometendo a qualidade do enredo nem de sua percepção ( que é bem fácil de ser compreendida ). Mas este é um dos pontos que serão tratados à seguir.

Assimilação e outras características...

Amakusa, como serva do deus Ambrosia.

Este filme de Samurai Spirits pode não agradar enfaticamente à todos, mesmo aos fãs assíduos da série. Mas certamente tem as suas qualidades à serem mostradas. Por mais que talvez você ache a informação à seguir um tanto quanto óbvia, fique à par de que os nomes originais dos golpes foram mantidos na dublagem brasileira desta animação. Além disso, a qualidade da mesma é realmente ótima.

O que pode vir a atrapalhar diz respeito, incrivelmente, à manutenção dos nomes. Todas as sentenças pertinentes à cultura japonesa foram mantidas de uma forma tão objetiva e direta, que os adeptos a não prestarem atenção aos detalhes ficarão muito confusos. Termos como shogunato ( que é um dos mais simples de serem compreendidos ) e outros vem à tona sem hesitar.

Tenha em mente que a série Samurai Spirits é conhecida, especialmente, pelas citações sempre presentes à cultura e ao folclore japonês. O filme em questão não é uma exceção para esta regra e, partindo da época na qual se passa toda a história do mesmo, muitas citações são feitas. Até alguns dotes muito comuns são levemente lembrados...

Haohmaru, Charlotte e as crianças da vila.

Entre as lutas e todo o desmembrar da trama central, está presente uma forte carga emocional. Tal carga se faz estabelecer em alguns pontos de impacto do filme, todos eles ligados ao personagem central do enredo, que é o guerreiro sagrado Haohmaru. Sua luta interna, protagonizada pela Amakusa e pela Charlotte, formam um dos maiores eventos de toda a animação. Um jogo de verdades e mentiras ( envolvendo várias das fraquezas humanas e sentimentos negativos ) vem à tona, fazendo com que o rapaz pense e repense se vale a pena, ou não, defender os habitantes do planeta.

O próprio termo guerreiros sagrados forma um entrave muito grande na aceitação deste filme. Nunca, no enredo e linha de tempo originais de Samurai Spirits, se havia feito qualquer tipo de citação para tal termo. Soma-se a esse detalhe de importância o fato de que a história de alguns personagens foram levemente mexidas ( e ao aparecimento de um deles, apenas nos créditos finais ). Há até quem diga algo sobre o sexo original de Amakusa que, segundo se faz constar, era homem e não uma mulher...

Assim fica formada a balança pertinente aos personagens e a história de Samurai Spirits: Haten Kouma no Sho. No final de tudo, a percepção acaba sendo uma apenas...

Objetivamente

Os guerreiros sagrados. Termo de merecimento?

O filme poderia ser visto, hoje em dia, como sendo uma obra de animação precária e restrita. Contudo isto não ocorre, o que é muito positivo. É bem verdade que a forma como flui a animação é demasiadamente simples, porém é honesta o bastante dentro daquilo que o filme se propõe.

Na parte acústica reina a simplicidade. Mas várias faixas pertinentes ao prosseguimento dos eventos são muito bem trabalhadas, todas elas fazendo jus a mais pura música tradicional japonesa, especialmente nos momentos de grande tensão e durante as batalhas presentes.

Não se pode aqui enfatizar que este filme seja uma obra de arte, mesmo na época na qual foi produzido. Contudo houve um ótimo trabalho feito não apenas pela SNK ( a patrona da série ) como pelas empresas envolvidas na animação, como a NAS.

Com base em tudo que foi aqui descrito, Samurai Spirits: Haten Kouma no Sho é bem recomendado. Se tiver a oportunidade, assista-o. Encontrar o VHS da animação é complicado mesmo em sebos, mas a tentativa é válida. Tudo em nome da honra da espada samurai.

[ made in NETOIN! ]

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Acesse o site oficial de Samurai Spirits, clicando aqui.

O autor do NETOIN! é...
Carlírio NetoCarlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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