Especial: uma opinião franca sobre To Aru Kagaku no Railgun S... ~ Netoin!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Especial: uma opinião franca sobre To Aru Kagaku no Railgun S...

A Misaka Mikoto aparecendo uma vez mais.

O NETOIN! acompanhou semanalmente, no período compreendido entre os meses de abril e setembro deste ano, o anime To Aru Kagaku no Railgun S. Carregado por muita ação, apresentação quase impecável e uma trilha sonora simplesmente de muito bom gosto, Misaka Mikoto e companhia viveram muitas aventuras ao longo dos vinte e quatro episódios do anime.

Houveram momentos dramáticos, situações hilárias, chamadas sentimentais, muita ação e lutas bem interessantes. Todas estas características fizeram o conjunto final do título, em uma menção muito positiva e representativa, que ajudou ao mesmo carregar para si o portfólio de candidato a ser um dos melhores animes de 2013.

E este post vem até você para mostrar mais uma opinião sobre este anime. Uma nobre amiga foi convidada para auxiliar minha pessoa nesta ação e, sendo motivo para grande alegria, ela aceitou a missão e estará, nas linhas mais abaixo, se apresentando para você, visitante, antes de começar a mostrar as opiniões que ela possui quanto a To Aru Kagaku no Railgun S. Certamente, este texto possui todos os ingredientes para ser de seu agrado.

Tenha uma boa leitura.

O nome é Nayara!


Olá, caro leitor do NETOIN!. Tudo bom com você? É com muita honra que eu, Nany-chan, administradora do blog Alchemist Nany, também redatora do Hajimari no Sora e uma mera level zero, apareço neste endereço eletrônico com a finalidade de resenhar sobre um dos melhores animes de 2013: To Aru Kagaku no Railgun S. Apesar do temor de escrever sobre uma de minhas obras preferidas trocando argumentos por surtos e em um blog renomado, o nobre Carlírio confiou a mim esta missão, da qual sou extremamente grata e portanto, não poderia fazer outra coisa senão dar o meu melhor. Espero que se divirtam bastante na leitura desta review se aventurando no mundo científico de Railgun S.

Análise Final - To Aru Kagaku no Railgun S

1 - História

O logo do anime.

A Cidade Acadêmica é um local vinte ou trinta anos mais avançado tecnologicamente que o restante do mundo, podendo ser considerada uma grande cidade experimental. Entre os dois bilhões e trezentos milhões de habitantes da cidade, existe uma certa garota que chama bastante atenção, uma certa garota conhecida por seu Railgun, a melhor de Tokiwadai, a terceira level 5 mais forte: esta é nossa protagonista Misaka Mikoto. Devido seu grande potencial, Misaka agora terá que enfrentar as trevas da Cidade Acadêmica conhecendo um experimento cruel, pessoas sem escrúpulos e cobaias que aceitam facilmente sua morte, e pior, tudo por causa de sua ingenuidade. Como a electromaster enfrentará o projeto SisterS e a si mesma?

2 - Efeitos visuais e fotografia

"O mais forte da Cidade Acadêmica? Level 6? O que isso importa?
Ninguém pode me para agora!"

Superior a qualquer adaptação da franquia To Aru, To Aru Kagaku no Railgun S surpreendeu bastante em sua animação. A maioria de seus episódios continham inúmeras cenas de ação sendo todas elas muito bem animadas e com bons efeitos, meu destaque cairá sobre o episódio dezesseis, que foi o grande desfecho do arco SisterS onde todo aquele plasma acumulado geraram inúmeros frames por segundo e também inúmeras palpitações no coração de cada um. Os cenários vistos no anime também foram algo que chamaram atenção não só pela beleza de sua arte, mas porque sempre que uma paisagem era exibida, ela acompanhava a narrativa da série sempre em tom bastante poético, agradável e reflexivo. Elogios também são dignos a Yuichi Tanaka (To Aru Majutsu no Index, Natsuiro Kiseki) com a entrega de um character design mais refinado à animação.

3 - Trilha sonora

"Eu quero que essas garotas saibam o quão bonito e brilhante este mundo é."

Antes de música instrumental, que tal elogiar as openings e endings? Todas elas são maravilhosas, mas nada é mais vibrante do que ouvir fripSide cantando "sister’s noise", este é o meu destaque da parte musical, pois a música é quase um hino para a primeira parte da animação, todo o arco pode ser visto nesta música. A trilha sonora de Railgun S orquestrada por Maiko Iuchi (Ano Natsu de Matteru, Dog Days, To Aru Majutsu no Index) foi um dos grandes destaques desta segunda temporada, pois trouxe músicas instrumentais bem variadas que se encaixavam perfeitamente a cada cena observada por nós. Não importa se a cena era melancólica, sangrenta, ou de uma vitória heroica, todas elas faziam mais sentido devido as BGM, era como se as mensagens singelas por trás de cada acontecimento só conseguissem fazer sentido com as músicas ali presentes. É válido também destacar que tivemos algumas insert songs – que posteriormente tornavam-se encerramentos – que faziam os cliffhangers serem mais emocionantes criando uma enorme expectativa para acompanhar os próximos episódios, stand still de Yuka Iguchi explicita muito bem isso, afinal quem não se emocionou ouvindo a música acompanhando aquele diálogo entre Misaka e Kuroko no episódio onze? Ou melhor, e aquele final do episódio 14 com a princesa da eletricidade aos prantos depois de uma conversa com o herói Touma?

"Se acabar com este projeto significa ser pega pela Kuroko, 
então não é algo tão ruim assim."

"É meu sonho voltar para casa sem ter perdido nada, 
então me ajude a realizar isso."

4 - Enredo adaptado e seu desenvolvimento

Se comparado ao mangá spin-off de Kamuza Kamachi – autor também da light novel To Aru Majutsu no Index – que é o roteiro original, sua adaptação Railgun S mostrou-se superior. Vimos muito mais dramatização em cenas comoventes melhorando tudo o que continha no mangá ao seu modo. Entretanto, caso comparemos com o animê To Aru Majutsu no Index, vemos que não tivemos cenas 100% fieis neste arco das SisterS de Railgun S, vimos várias alterações fazendo com que as animações divergissem em alguns momentos. Porém, essas divergências poderiam ser explicadas pelo simples motivo que era a visão da Misaka que estava em jogo, e não do Touma. O que para o garoto destruidor de ilusões podia ter pouco significado, para Misaka significava tudo, até porque ela estava muito mais envolvida no Projeto SisterS que qualquer outra pessoa.
E foi exatamente isto que vimos na primeira parte de Railgun S, o arco das SisterS foi expandido e eventos que mal foram vistos por Touma ou qualquer outra pessoa foram presenciados por Misaka. Seus encontros com Shinobu e, principalmente, Misaka 9982 mudaram completamente a visão que a estudante de Tokiwadai poderia ter da Cidade Acadêmica, ou até mesmo de todo o universo ao seu redor. A morte de Misaka 9982 teve um impacto fortíssimo na obra mostrando que fanservice e alívio cômico não seriam o foco aqui como visto na primeira temporada. Foi chocante ver Accelerator arrancando a perna da imouto 9982 e depois ainda jogou um trem nela dando cabo ao presente dado pela onee-sama, seus sonhos, suas esperanças e sua vida.

A premissa era do envolvimento cada vez mais pessoal da Railgun com o ambiente que a cercava.

Como lidar com isso? Como alguém poderia ser tão cruel e matar alguém deste modo? Como alguém poderia dar ordens para um garoto já poderoso fazer isto? Como alguém poderia enganar uma garotinha e usar seu DNA a fim de fazer um experimento como este? Mas será que esses cientistas são tão cruéis assim? É só mais um experimento da Cidade Acadêmica, há tantos outros por aí, por que se preocupar? Parou para se perguntar isto, caro leitor? A carga psicológica e reflexões presentes na obra não são meros apelos emocionais bobos, são verdadeiros mindfucks e reflexões de âmbito filosófico interessante. Olhe para a nossa protagonista Misaka. Quantos questionamentos pode ela ter tido? Quanto sofrimento ela deve ter experimentado nos onze dias que lutava sozinha para por um fim neste projeto? O desenrolar da história merece uma salva de palmas pela belíssima construção da personagem, seus medos, seus anseios, sua dor, seu repúdio e seu ódio eram a força que sustentava a jovem a enfrentar as trevas de seu coração e da Cidade Acadêmica.

A Kuroko passou por momentos bem sérios no decorrer do anime.

Por que fazer tudo sozinha? E suas amigas? Misaka não podia e não queria contar com elas, porque se foi ela quem iniciou este caos, ela quem deveria acabar com ele, mesmo que tivesse que mentir para sua melhor amiga e companheira. Kuroko pode não ter sofrido mais que Misaka, mas foi uma personagem que teve seu destaque pela fidelidade e preocupação em relação a sua onee-sama provando que o amor é paciente e bondoso. Cada episódio, cada cena era um sofrimento eterno, quando assistia sentia como se o diretor Tatsuyuki Nagai (Ano Hana, Toradora!) quisesse trazer o espectador para dentro desses turbulentos eventos, mas era muito doloroso ver Misaka sofrendo tanto e então, quem poderá nos defender?

O momento da conciliação.

Eis que a magia e a ciência se encontram e surge Touma dando à Misaka uma enorme luz de esperança, provando ser herói, transmitindo força para a mesma se reerguer e também se por a frente da batalha mesmo que perdesse sua vida resultando na cena mais linda do arco:

"Ela é minha irmã mais nova. Todas elas são minhas irmãs mais novas."

AAAAAAAAAH MELHOR CENA DO ANIMÊ EVER ♥ (surto da Nayara autorizado por Carlírio). O desfecho foi perfeito, até mesmo para o grande “vilão” Accelerator que também teve seus pensamentos mostrados com maior amplitude, ratificando que Railgun S é muito mais que a visão de Misaka, é a visão científica sobre o universo To Aru.

Não é apenas a solidão, pois tem muito mais para ser compreendido...


E a ciência não parou, pois fillers vieram para surpreender logo após este belo arco adaptado. Pensei que o arco Silent Party fosse ser recheado de fansevice e somente isto, juro que me preparei psicologicamente para ver inúmeros episódios com as garotas de maiô e biquíni e afins, mas não é que as coisas tomaram um rumo complementar ao arco anterior? Além da parte moe moe de Febrie, que foi um espetáculo a parte, novamente Misaka se deparou com a escuridão da Cidade Acadêmica, enfrentaria ela sozinha? Não! Não, por favor! Todo mundo quer ver Uiharu, Saten e Kuroko em ação, todo mundo sentiu falta delas, não cometa o mesmo erro, Misaka!
E ela não cometeu. Não foram meros fillers, foram uma excelente continuação para uma história adaptada. A grande lição deixada pela animação foi sagaz ao mostrar que quando estamos sozinhos as coisas podem ficar difíceis, mas quando há pessoas com quem se possa contar, quando há amigos do seu lado para te ajudar, tudo fica melhor. Carregar tudo sozinho te deixa mais distante, não mais forte. Quem é mais fraco e quem é mais forte são coisas que realmente não importam, mas confiar nas pessoas sim.

5 - Considerações Finais

Uma brincadeira no parque...

To Aru Kagaku no Railgun S mostrou superioridade nos quesitos animação e trilha sonora fazendo com que a história elaborada tivesse muito mais emoção, sentido e beleza. Sua trama foi bem executada, pois trouxe inúmeras reflexões filosóficas sobre diversos temas e a bela evolução de sua protagonista da qual aprendeu inúmeras lições, mesmo que para isto tivesse que sofrer bastante devido a ambição de outras pessoas. Sua convergência com Index não foi perfeita, mas não deixou de ser pontual gerando surtos para todos os lados, e mesmo a parte filler também fora bem conduzida com fanservice, alívio cômico e um complemento a tudo o que foi visto. Railgun S pode não ser perfeito, mas vai deixar muitas saudades, porque ninguém precisa de uma real razão para salvar suas irmãs mais novas e agir como uma irmã mais velha e também porque é impossível ficar entediada na Cidade Acadêmica.

E assim termino a minha participação neste guest post especial. Agradeço ao Carlírio pela oportunidade e espero que você tenha gostado de post tão especial! Até mais!
* Palavras de Carlírio Neto
Minha pessoa agradece muito à nobre Nayara por ter desenvolvido
tão agradável texto. E com certeza assim que a oportunidade surgir,
ela será chamada novamente nesta humilde casa na internet!

Até a próxima, visitante!

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O autor do NETOIN! é...
Carlírio Neto Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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5 Comentários

  1. Texto muito bom, e uma visão apaixonada do anime. Acho que o desenvolvimento do anime foi lento e se arrastou em algumas partes, mas foi salvos pelas cenas de ação e por não deixar pontas soltas aos temas abordados, mesmo que não tenha fugido tanto do roteiro original.

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    1. Obrigada pelo elogio! Quis passar exatamente esta impressão: uma visão apaixonada do anime e se ao menos uma pessoa conseguiu entender desta forma já me sinto feliz ^^

      Sobre o desenvolvimento, eu achei um tanto quanto dramático apenas, mas pode ser sim interpretado como lento algumas vezes, apesar que ficou muito bom se comparado ao mangá.

      Até mais ver ^^

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  2. Gostei ^^ só uma pequena correção a Cidade Acadêmica tem - se lembro - uma população de 8.3 milhoes de habitantes sendo quase 80% estudantes, tirando de memoria do 1º epi da 1º temp da Railgun ^^

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    Respostas
    1. Olá, Marcio! Fico feliz que tenha curtido o texto! XD

      Sobre as informações contidas nele, eis aqui um print do primeiro episódio de Railgun sustentando o que foi dito: http://alchemistnany.files.wordpress.com/2013/10/railgun-episode01.jpg

      Anyway, valeu pelo toque, sempre bom conferir esses dados lol ;)

      Excluir
  3. Texto ótimo,eu gostei bastante por que é bom ver que mais pessoas amam o anime,aliás a série "To aru" tanto quanto eu,e que sinceramente adoraria ver Railgun ganhando uma terceira temporada,mas parece que esse ano é a vez do Accelerator,e talvez em outubro algo sobre Railgun ou Index,enfim,voltando ao assunto principal,está de parabéns,muito bom mesmo.

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