Sister Princess: e passaram-se dez anos... ~ Netoin!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sister Princess: e passaram-se dez anos...

Karen: beleza, sentimentos e muita responsabilidade...

Amigo visitante, seja bem-vindo ao NETOIN!.

Esta postagem especial seguirá por um rumo diferenciado da normalidade da casa. A razão para tanto está no fato de uma certa obra estar próxima de comemorar onze anos passados, desde a sua exibição original.

O anime possui os gêneros como harém, slice-of-life, drama e comédia romântica no seu currículo. A base segue em como um jovem rapaz, basicamente sem notar, descobre que tem doze irmãs e com elas passará à viver. Trata-se de Sister Princess.

E tal como se faz notar na review do anime, Sister Princess é uma obra que deve ser admirada com muita calma. Por possuir um enredo básico e de segmentação distinta, o anime em questão tem em seu início a abordagem em cada personagem para, mais tarde, passar para o drama propriamente dito, onde o jovem Wataru deverá decidir sobre o seu futuro.

Visitante, estejas convidado à conhecer um pouco sobre outras características desta obra, bem como ficar à par do porque deste blogueiro ter tamanha admiração pelo anime.

Iniciou como light novel, chegou ao videogame, teve mangá...

A pequena Aria: lentidão, fragilidade mas possuidora de um grande carisma...

Sister Princess é uma obra escrita originalmente por Sakurako Kimino, com desenhos de Tenhiro Naoto, sendo publicada como uma light novel. Na essência, a obra contava a história de doze garotas que partilhavam de um mesmo sonho, que era o de ficar sempre ao lado de seu irmão.

A light novel de Sister Princess teve um total de cinquenta e quatro volumes, publicados entre os anos de 1999 e 2003. Diversas passagens, cenários e situações envolvendo as doze garotas fizeram-se passar nas páginas desta publicação, que buscou encantar pela beleza do enredo e pelo carisma de cada personagem nele presente.

Durante o período compreendido entre os anos de 2001 e 2002, Sister Princess ganhou a sua publicação em formato mangá. Escrito por Itsukawa Kizuku, a obra manteve as características pertinentes à light novel, onde uma vez mais deu-se total conotação aos sentimentos puros e inocentes de doze garotas.

A Haruka: sensibilidade oriental digna de uma ótima candidata à esposa...

No que ainda se refere ao ano de 2001, Sister Princess ganhou as praias dos jogos eletrônicos. No formato de visual novel, a obra recebeu um jogo para o saudoso PlayStation que, na época, já estava no fim de seu ciclo.

O jogo segue todos os requisitos e características de uma visual novel. Nele, você é o jogador ( para muitos, considere-se como sendo o herói ) que deve responder as perguntas das garotas com cuidado, na finalidade de terminar o jogo com uma delas ( um verdadeiro simulador de encontros ). As possibilidades do jogo convergiam para certos resultados, todos dentro da atmosfera que se fazia propiciar por Sister Princess. Ao todo, eram duas finais diferentes para cada uma das doze garotas.

O jogo teve uma continuação, sendo lançado em 2002 para a mesma plataforma da Sony, batizado de Sister Princess 2. Sua história baseava-se em eventos durante a época das férias de verão, muito especiais para os estudantes japoneses. Uma grande mudança se faz citar para este jogo, que contava com quatro finais para cada uma das doze garotas.

E no que diz respeito às franquias de jogos, Sister Princess recebeu uma versão para o Sega Dreamcast, isto no final de 2002. Esta versão baseava-se em duas histórias paralelas, sendo elas ambientalizadas na época de Natal e no Valentine's Day ( o dia dos namorados para os japoneses ). Houve também um jogo que foi lançado para o Game Boy Advance, também no formato de visual novel.

Imagem do jogo Sister Princess para PlayStation ( divulgação ).

Uma dúvida pode estar pairando em sua cabeça, amigo visitante. Com tudo que foi mostrado até aqui, seria Sister Princess um jogo com momentos do tipo hentai ( entenda-se com cenas de sexo ou de exibições dos corpos nus das garotas )?

A resposta é um claro não. Sister Princess nunca buscou usar de tais artifícios para manter-se bem no enredo e atmosfera propostos. Além disso, o jogo também pode não ser do agrado de todos, mesmo para quem gosta de um bom simulador de encontros. Isto ocorre em razão da pureza e da inocência em excesso apresentados durante todos os jogos de Sister Princess.

Com a light novel, o mangá e os jogos para plataformas distintas, Sister Princess acabou ganhando um certo fandom estabelecido no Japão. Atualmente o mesmo não se faz aparecer ( ao menos não com a mesma força ) mas, no início do século XXI, o título era aclamado entre os fãs.

Os animes...

Wataru e Yamada: o irmão das garotas e o rapaz invejoso de sua situação...

No que diz respeito às versões animadas de Sister Princess, o que se faz perceber é que a ligação entre light novel, mangá e visual novel não fazem uma hiperligação que poderia se supor. Em si, as duas séries em animes possuem, mesmo entre si, variações bem consideráveis que tendem à agradar, curiosamente, a dois tipos de públicos diferentes.

A primeira série animada, que foi ao ar na segunda temporada de 2001 ( entre os meses de abril e outubro do referido ano ), buscou dedicar-se mais ao lado do harém e da comédia romântica da questão. Entenda-se, para tanto, que o jovem Wataru nunca fez ideia que tinha doze irmãs. Ou melhor: certa vez, em sua infância, ele chegou à conhecer algumas destas irmãs mas o tempo ( e suas atividades estudantis em busca da "dominação" ) encarregou-se de fazer com que o rapaz esquece-se de todas estas lembranças.

No que se aplica ainda à primeira versão animada de Sister Princess, a inclusão de alguns personagens se fez necessária para dar um ar de longevidade à obra, bem como de colocar um certo "tempero" à sua história. Para tanto, faz-se citar a presença da jovem Mami, que se fazia passar por uma décima terceira irmã do Wataru no único intuito de investigá-lo à pedido de seu irmão. A inclusão de um rapaz de nome Yamada deu o tom humorístico necessário ao anime, com o seu comportamento extravagante em certo ponto, que se fazia somar a sua inveja do Wataru em viver ao lado de tantas garotas.

Sister Princess Re Pure: traços mais sérios em uma história
amplamente sentimental.


A segunda série animada do título proposto seguiu uma linha bem diferente de seu antecessor. Tendo sido exibido na última temporada de 2002 ( onde o último episódio foi ao ar justamente no dia 25 de dezembro do citado ano ), Sister Princess Re Pure não quis seguir os passos do anime anterior. Ao menos, não no que diz respeito ao gênero comédia romântica. Entenda, por exemplo, que nesta animação o Wataru vive na mesma cidade de clima europeu que suas doze irmãs, e todos costumam se encontrar com relativa facilidade.

Nesta animação, faz-se prevalecer o sentimento das doze irmãs do jovem Wataru. Por mais que não seja na totalidade, a proximidade com a light novel e com a visual novel se faz mais presente neste anime. Em Sister Princess Re Pure tudo é muito meigo e doce. A cada um dos treze episódios que se faz passar, as garotas deixam à mostra de todos que elas desejam o Wataru não apenas como irmão, mas sim como alguém mais especial.

Muito provavelmente, Sister Princess Re Pure pode vir à gerar questionamentos justamente em razão de sua atmosfera extremamente pacífica e carregada de sentimentalismo. Entretanto, isto também pode ser convertido em um ponto muito positivo, uma vez que a ideia por detrás do anime é falar unicamente do amor. Não há um objetivo carnal propriamente dito, mas tem muita fala meiga, situações onde declarações não são feitas em razão de certos detalhes e, principalmente, aquele clima de paz e de quietude que faz falta em certos momentos na vida de qualquer pessoa...

O porque de tamanho apreço...

Sister Princess Re Pure: todos reunidos...

Este blogueiro carrega um carinho todo especial por esta série. As razões para tanto estão estabelecidas em três pontos cruciais, onde se fazem existir todos os elementos presentes nas duas séries animadas.

De início, se deve citar o carisma extremo de todos os personagens, sem a mínima exceção. Mesmo alguém que vem à ser um perfeito canastrão em Sister Princess ( sendo este o caso do Yamada ), há um fundo de extrema simpatia nele, definido justamente pela inveja que ele sente do Wataru, que vem à propiciar os momentos mais divertidos de toda a série.

Sequencialmente, faz-se valer a questão primordial do valor dado aos sentimentos. Dificilmente se encontra um grupo de personagens que procure deixar em clara evidência aquilo que sente em si, sem a menor maldade em seus pensamentos ( entenda-se por anseios sexuais ).

Em Sister Princess tem episódio de praia: mesmo ele é inocente ao extremo...

E o terceiro quesito está centrado justamente no poder de atenção gerado por tais personagens presentes. O que o grupo tem de carisma, esbanja de igual forma no modo como cada um chama a atenção de quem vê o anime.

Toma-se por base o comportamento peculiar de cada uma das garotas. Temos a mais sensual ( Sakuya ), a mais madura ( Haruka ), a curiosa ( Yotsuba ), a cozinheira ( Shirayuki ), a gentil ( Karen ), a esportista ( Mamoru ), a brincalhona ( Hinako ), a calma ( Aria ), a espirituosa ( Chikage ), a inteligente ( RinRin ), a de saúde frágil ( Marie ) e a amante da natureza ( Kaho ).

Em nenhum momento as séries animadas de Sister Princess buscam marcar época em suas apresentações visuais, em especial a primeira ( onde notam-se diferenças de traços em alguns de seus episódios ). Mas a franquia mostrou como se faz para usar e abusar daquilo que pode ser definido como sentimento, sem apelar para o efeito moe excessivamente, nem de usar do famoso fanservice para buscar uma firmação.

Objetivamente

Os sentimentos de doze garotas por um rapaz...

Este blogueiro tem de admitir que o apreço por Sister Princess surgiu, basicamente, sem querer. Não se pode classificar como um devaneio, mas certamente pode ser definido como algo muito bem-vindo. Por se tratar de uma aventura sentimental sem vilões declarados, super poderes ou momentos de erotismo, a obra em si resgata uma inocência que há muito tempo está perdida, aplicando-a de forma convincente e de grande percepção.

No mês de março se marcarão treze anos desde que a light novel do título foi lançada. Em abril, se fará completar onze anos desde que o primeiro de Sister Princess foi ao ar. É uma obra que está datada pelo tempo, mas que jamais perderá todo o carisma que se fez mostrar ao longo desta postagem.

Se tiver a oportunidade, procure saber mais sobre Sister Princess. Não o faça buscando um prazer momentâneo ou algo que marque uma época, mas sim na pesquisa pela quietude e pela imersão em um história rica de sentimentos e de paz.

Amigo visitante, até a próxima!

[ made in NETOIN! ]

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O autor do NETOIN! é...
Carlírio NetoCarlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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4 Comentários

  1. Cinquenta e dois volumes, isso foi uma surpresa, sabe qual final teve a as novels? Ficou mesmo todo mundo em harmonia ou ele escolheu alguma delas?

    Quanto as séries animadas, faz muitos anos que eu vi elas, gostei bastante da primeira, não tanto da segunda, nem chegando ao final dela.

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  2. Saudações


    Sim, Rubio Paloosa. A visual novel de Sister Princess teve 52 publicações em revistas. E pode imaginar que reina a harmonia nela, mesmo se o Wataru inventasse de tentar ficar ao lado de uma das garotas...

    Mas tal curiosidade deixarei para que outras pessoas tentem desbravar...

    Sobre os anime, é aquela história: adorei ambas. E imagino bem a provável razão pela qual tu não gostaste de Re Pure...

    Grato por seu comentário.


    Até mais!

    ResponderExcluir
  3. Saudações

    Correção: cinquenta e quatro volumes.
    Grato, Rubio Paloosa.



    Até mais!

    ResponderExcluir
  4. Gostei da ideia =D vai pra minha lista (junto de outros 40 e poucos animes D=)

    Eu gosto de animes assim, que usam o moe de um modo moderado sem apelar tanto, acho que vou curtir Sister Princess.
    Só uma coisa eu não gosto , não é que eu não curta Harem,mas quando tem muitas garotas (12 no caso) eu não me sinto bem com a ideia, é que parece ser algo diferente, como se todas as 12 aparecessem desde o começo, e na maioria dos outros harem que eu assisti as garotas vão aparecendo ao longo da história entende.Pode ser só uma viagem minha mesmo xD

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