Análises em Geral - parte #47: de Hinata-Sou com carinho e amor... ~ Netoin!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Análises em Geral - parte #47: de Hinata-Sou com carinho e amor...

Bem-vindo à Hinata-Sou...

Amigo visitante, seja bem-vindo ao NETOIN!.

Esta é a seção Análises em Geral, chegando na sua edição de número quarenta e sete. Na oportunidade presente, se fará um feliz retorno ao passado. Uma comemoração que haverá de ser feita pois, no dia onze de maio próximo, um certo título completará dez anos desde que teve iniciada a sua publicação em terras brasileiras.

Uma obra que pode ser encarada como um divertido harém. No contexto, a busca por uma garota para a qual foi feita uma promessa em épocas tenras da infância tende a marcar o início de tudo. Muito embora este seja o alicerce inicial, o exoesqueleto da obra em si acaba sendo um pouco mais complexo, onde histórias de amor e anseios acadêmicos unem-se em prol da mais pura e singela diversão.

Com estas palavras, esteja convidado à conhecer um pouco sobre um mangá chamado Love Hina, que foi publicado no Brasil à partir de 2002, deixando a sua marca na mente de muitos fãs, inclusive nos dias mais atuais.

A história de Love Hina

Algumas capas da versão brasileira de Love Hina.

A obra Love Hina leva a assinatura de Ken Akamatsu. A publicação original ( em outras palavras, a japonesa ) durou três anos sob as asas da Editora Kodansha ( a mesma de Sailor Moon ), de outubro'1998 à outubro'2001, finalizando com um total de catorze volumes. No Brasil, o mangá foi publicado à partir de 2002 e finalizou com vinte e oito volumes, ficando sob a responsabilidade da Editora JBC.

A história guia os leitores a conhecer um rapaz que é o esterótipo do fracasso em pessoa, sem maiores exageros. Este é Urashima Keitarô que, quando criança, fez uma promessa para uma garota cujo nome não lembra. Segundo a promessa, os dois voltariam a se encontrar um dia na Toudai ( conhecido diminutivo par a Universidade de Tóquio ). Mas tudo parece conspirar contra o rapaz, literalmente...

Keitarô é uma boa pessoa, em síntese. Contudo, algumas situações nas quais ele acaba se envolvendo tendem à dizer o contrário sobre a natureza deste rapaz. Pesa o fato de que ele prestou o vestibular para a Toudai por duas vezes, tendo reprovado em ambas. Tudo isso no auge de seus vinte anos de idade...

Detalhe interno.

No auge de sua terceira investida para a Toudai, ele acaba fazendo cursinho na mesma turma que uma garota. Mais tarde, esta jovem seria o limiar perfeito para a vida do Keitarô. A razão para isso é simples: à pedido de sua avó, Keitarô acaba tendo que administrar uma pousada, a Hinata-Sou. O problema ( para o rapaz ) é que ele não fazia ideia de que a tal pousada havia sido convertida para um dormitório feminino. Em razão disto, a confusão passa a fazer parte do sobrenome do jovem Keitarô.

A jovem que fazia cursinho com ele acaba auxiliando-o um pouco, muito embora o início da vida social entre ela e o Keitarô não tenha sido das melhores. O nome dela é Narusegawa Naru que, apesar da violência compulsiva e de não admitir certos deslizes por parte do novo gerente da Hinata-Sou, acaba aceitando a presença do rapaz gradativamente e ajudando-o em uma pequena mentira benigna em prol das residentes do lugar.

Quanto às outras residentes, pode-se enfatizar que o espetáculo se faz completar com elas. A Maehara Shinobu é doce, meiga e adora o Keitarô. Aoyama Motoko simplesmente odeia seu novo gerente e é adepta da arte com a espada samurai ( e seus ensinamentos ). A Kaolla Suu veio de um "estranho País no estrangeiro", sendo deveras muito inteligente e arteira. E a Konno Mitsune é adepta de uma boa bebida e dos entendimentos forçados de certas situações. Mais tarde aparece a Otohime Mitsume, que possui basicamente as mesmas características do Keitarô, além de ser adoradora compulsiva de melancias. Tama-chan é o mascote da série ( uma estranha tartaruga que pode voar ).

Com este grupo, poderá Keitarô sobreviver? Pois saiba que ainda tem mais...

No Brasil, o mangá em si e peculariedades da história...

As demais capas brasileiras de Love Hina.

Como já se fez possível notar, Love Hina conta com um elenco dos mais interessantes para manter a longevidade de toda a história da obra. E tal enredo, especificamente na versão mangá, consegue unir o absurdo e a realidade em uma harmônia que chega à dar medo em certas passagens do título. A chegada de outras personagens como a meio de irmã de Keitarô, sendo ela a jovem Urashima Kanako, acaba auxiliando positivamente no fluxo de Love Hina, principalmente nos sentimentos que passam à envolver ( pouco à pouco ) o próprio Keitarô e a Naru.

Enfaticamente, Love Hina possui o harém como gênero principal. Mas não se permite focar apenas nele. A comédia romântica é também fator de grande atenção durante toda a obra sendo que, em tais passagens, reinam as situações mais hilárias possíveis. Supostamente há um drama que caminha devagar em toda a obra, mais especificamente na proximidade do ponto final da mesma. Tal afirmativa pode ser aplicada ao inocente romance presente, enfatizado principalmente pelas diferentes formas nas quais as residentes do Hinata-Sou encaram o jovem Keitarô.

Em si, a obra usa e abusa do fator ecchi. Para os padrões mais atuais, Love Hina teria uma grande chance de ser considerada uma obra vulgar e dispensável para muitos, tendo em vista o todo que já se fez enfatizar até aqui, sempre alinhado aos momentos ecchi e as situações pervertidas ( com aparecimentos de calcinhas aqui e ali ) nas quais o Keitarô acaba se envolvendo, em grande parte, totalmente sem querer. Por sorte a obra se fez lançar em uma época um tanto quanto mais flexível neste aspecto sendo, na visão deste blogueiro, digna de recordações que convergem para boas risadas com alguma facilidade.

Mais um detalhe interno.

Quando se fala da versão brasileira de Love Hina, pode-se enfatizar que a mesma acabou sendo muito bem-vinda por tais lados da América do Sul. A obra foi publicada em sua totalidade no País, em uma época na qual os preços dos mangás eram mais diferentes dos atuais. Em um contexto mais resumido, é possível definir que ( para os padrões de quando se fez lançar no Brasil ) Love Hina teve um acabamento simples mas honesto.

A tradução pode ser encarada como quase perfeita, sem maiores exageros. A leitura das edições deste mangá acaba sendo muito prazerosa. Outra característica que merece exaltação está nas notas de explicação ( as conhecidas notas de rodapé ), que se fazem presentes sempre na medida do necessário ( para este blogueiro isso não pode nem merece ser encarado como um demérito, mas sim como um ponto positivo ). As capas são, em grande parte, bonitas ou minimamente chamativas.

Love Hina é um mangá que primou pela diversão. Trata-se de uma afirmativa que tem forte respaldo. Isso porque, uma vez que todo o grupo de personagens conseguia transformar mesmo os curtos momentos de seriedade e sensatez presentes na história em risadas, a releitura da obra se fazia garantir com merecimento. É bem verdade que, atualmente, Love Hina não chame tanto assim a atenção mas, para quem acompanhou edição pós edição durante a publicação, a obra conseguiu muitos pontos positivos que merecem forte recordação.

Objetivamente

Páginas coloridas no final do volume 28 de Love Hina.

O mangá de Love Hina, em si, consegue sobrepujar a versão animada da obra em várias características. Não há grandes exageros em tal afirmação, até porque a versão anime do título procurou centrar-se mais em uma possível realidade. Além disso o fator ecchi sofreu considerável diminuição no anime de Love Hina mas, junto de tal característica, o fator diversão acabou sofrendo seu baque. Em resumo o anime não é ruim, mas a versão mangá de Love Hina acabou sendo muito melhor.

A publicação de Love Hina foi muito acertada na época, isso em uma opinião isolada por parte deste humilde blogueiro. Pode-se enfatizar, sem medo, que a diversão é mais do que garantida mesmo com o alto teor do fator ecchi presente.

Por tudo que foi aqui descrito, Love Hina é um mangá que merece forte recomendação positiva. Encontrá-lo atualmente só se faz possível em grandes eventos ou em lojas de sebo. Caso consiga, aproveite bem a oportunidade.

[ made in NETOIN! ]

O autor do NETOIN! é...
Carlírio NetoCarlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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1 Comentário

  1. Esse é um dos mangás que eu mais quero adquirir, mas é muito difícil de encontrar a colação completa para vender por aqui e em bom estado então, mais difícil ainda, já que o mangá tem algum tempo! Mas eu continuo a minha busca, quando tiver a oportunidade comprarei com certeza.
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    E concordo plenamente, o mangá supera a versão animada em muitos aspectos, e não somente o de Love Hina, muitos outros também! Por exemplo, apesar de ser fã, e de acompanhar firmemente o lançamento (apesar de já ter lido, compro os em lançamento no Brasil e acompanhando online cada capítulo que sai do novo, K-ON! Restart) o único mangá, que posso afirmar com certeza que a versão animada é melhor, é o de K-ON! Espero que depois desses 6 volumes, a NewPOP lance aqui também o Restar que é infinitamente melhor que os primeiros. Epa! Estou fugindo do assunto neah!
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    Bom, Carlírio, parabéns por mais esse bom post, até! :)

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