sábado, 14 de janeiro de 2012

Conheça Heidi, a meiga garota dos Alpes suíços...

Heidi.

Fazer reviews não se enquadra, para este blogueiro, como um ato de falácias enganosas e de atração momentânea. Tais textos, na realidade, realçam aquilo que mais se tem feito com carinho e devoção neste pequeno espaço na internet, com palavras sinceras e preponderantes para a causa.

Obras atuais e títulos mais antigos ganham aqui um espaço natural para análise. Não há um sentimento frio de acomodação, pois apenas se faz existir aquela sensação quase única de transmitir, em palavras, o que se sente por uma obra em especial, atenuando-se e centralizando-se em algumas características já conhecidas deste blog.

No que tange aos títulos mais antigos, estes tendem a ganhar um ponto importante como diferencial, pois enriquecem o seu conhecimento sobre animes, amigo visitante. Além disso, um convite é feito de forma bem natural para adentrar-se aos mais variados universos, que muitos nem faziam crer em suas existências.

A review deste momento carrega, consigo, tudo que foi descrito nos parágrafos acima. Ela tem uma carga dramática que impressiona pela simplicidade e pela sutileza, com um visual demasiadamente infantil e simplório para o propósito lançado pela obra.

Caro visitante, esteja à partir deste momento convidado a ler um pouco sobre um anime muito especial, proveniente dos saudosos anos setenta. Trata-se de Heidi, a meiga e interessante história da menina que vivia nos Alpes suíços.

Iniciando e conceituando...

A pequena Heidi, a garota dos Alpes.

Uma garota que, desde a mais tenra infância, começou a ter uma vida um tanto quanto dura. Muito embora estivesse cercada por um verdadeiro cenário de beleza natural, esta garota não tinha, na realidade, muitos motivos para sorrir e esbanjar alguma alegria.

Mas esta jovem fazia sorrir. Por nunca ter entrado em uma sala de aula, em razão de sua criação e conceitos hoje considerados arcaicos pela sociedade, esta pequena garota conheceu o mundo que a rodeia de uma outra forma, com uma visão bem mais infantilizada. Mas não menos séria e carregada por uma história de vida que mesclava a felicidade e a tristeza, devidamente levadas adiante pela força interior desta jovem...

O nome de tal garota era Heidi. Ela não teve a felicidade de viver por muito tempo com os seus pais. Em razão disto, passou uma pequena parte de sua infância sob os cuidados de sua tia, Dete, que estava muito preocupada com o seu próprio futuro profissional. Mediante de tal fato, a tia Dete entregou Heidi aos os cuidados de seu avô paterno, para assim poder se dedicar ao seu crescimento profissional.

Heidi e Pedro.

Pois foi no cenário mais do que fabuloso dos Alpes suíços, onde vivia o seu novo responsável, que a história de vida da pequena Heidi ganhou uma nova conotação. Muito embora seja verdade que Heidi não tinha proveito de uma infância verdadeiramente feliz, foi neste lugar que ela transformou a vida de alguém...

A afirmativa anterior se justifica no comportamento do avô paterno de Heidi, extremamente carrancudo e, de certa forma, desiludido com a própria vida. O início de convívio entre os dois não foi dos mais fáceis, inclusive mantendo-se o escopo da inutilidade da vivência escolar para a pequena Heidi, impedida de frequentar a escola por imposição de seu avô.

Mas, com o seu modo meigo de ser e de ver o mundo, a Heidi conseguiu transformar o coração do velho senhor. É bem verdade que a Heidi ainda não foi para a escola, mas passou a ter uma vida mais feliz com seu avozinho. E graças à amizade firmada com um jovem da região chamado Pedro, que era pastor de cabras, a pequena garota passou a experimentar uma felicidade até então inédita para ela.

Idas e vindas...

Heidi e Carol: quando floresce uma bela amizade.

Você pode tentar se imaginar no lugar da pequena Heidi. Com uma vida envolta por acontecimentos de todos os lados, ela ia conquistando os corações das pessoas ao seu redor com muita simplicidade e carinho. Sua inocência formava o seu caráter, de forma positiva e chamativa.

Os Alpes suíços pareciam propiciar um ambiente amigável e majestoso para a Heidi. O fato fica mais claro no momento em que a garota passa a auxiliar seu amigo pastor, Pedro, com a avó dele que era cega. Tudo parecia caminhar para uma vida tranquila no interior da Suíça.

Contudo, a tia Dete retornou para as montanhas, com o intuito de levar a Heidi consigo para uma grande cidade europeia. Via nisso a oportunidade clara para uma maior socialização da pequena garota que, contra a vontade de seu avô paterno, acabou por aceitar ir para a cidade grande.

Olhar para o céu e sonhar... Pedro e Heidi sabiam fazer isso muito bem...

Julgamentos sobre o que foi certo ou errado nesta decisão não são aqui cabíveis. Passa a prevalecer, de forma única, mais uma fase na vida da Heidi. Foi em nesta grande cidade europeia que ela, Heidi, fez a sua primeira amizade com uma garota de igual faixa etária. Por sinal, tal amizade significou mais um passo adiante na vida desta pequena garota...

Carol era o nome da amiga de Heidi. Por sinal, a garota da cidade era uma cadeirante. Muitos aprendizados se fizeram acontecer com este envolvimento, tão normal na sociedade humana, que é a amizade. A vida de ambas mudaram consideravelmente, em um aprendizado sempre presente, seguido das mais variadas situações inusitadas e até hilárias, provenientes da mais pura inocência da Heidi.

Não há uma lição de moral que o anime tenha o anseio em passar, muito menos a intenção de subjugar as vertentes do comprometimento humano em sociedade. O que vale aqui ressaltar é apenas o modo como a história se desenvolve, o que é feito de forma calma e branda...

Uma análise profunda...

Heidi e seu avô paterno, após o período de conciliação...

Pelas palavras presentes nesta review, até o presente momento, você pode estar pensando que Heidi é um anime bem tranquilo. Entretanto, há alguns pontos que devem ser ponderados para um melhor entendimento da obra em si.

Para iniciar, o anime conta fatos que ocorreram na vida real. Isso em razão do mesmo ser baseado no livro Heidi de Johanna Spyri ( datado do distante ano de 1880 ). A história no anime se faz apresentar de uma forma levemente diferente da publicação. Mas, na mais simples reflexão, a versão animada passa de forma honesta os acontecimentos pertinentes à vida da pequena Heidi.

Outro ponto que merece menção está na ida da Heidi para a cidade. É bem verdade que ela consegue se tornar amiga da jovem Carol. Mas a pequena cadeirante tinha também uma vida triste ( isolada de outras crianças de sua idade ), tendo apenas a companhia de sua governanta ( a senhora Rottenmeier ) e de seu pequeno canário, além de alguns empregados da casa.

Um momento de paz e quietude. Uma pena que não é duradouro...

No que se refere à senhora Rottenmeier, um certo comportamento estranho se faz nela perceber. A pequena Carol era educada pela citada senhora mas, ao mesmo tempo, não havia carinho ou inserção de sentimentos mais profundos, existindo apenas a mais pura seriedade na relação entre elas, principalmente no que diz respeito a governanta.

Entre tantos outros eventos que ocorrem ao longo dos cinquenta e dois episódios do anime, esteja certo de que a Heidi possui uma tendência à passar por alguns apuros, todos ligados intimamente à sua situação familiar. Certos acontecimentos presentes no anime poderão fazer com que a sua imaginação e o seu pensamento fluam fortemente ( rumo à curiosidade plena ), com a inserção de vários sentimentos humanos ( nas mais variadas dosagens ) sendo mostrados durante o prosseguimento do título.

Em si, o anime busca contar uma história recheada de uma alta carga dramática, que faz uma ligação muito bem-vinda com momentos certeiros de comédia e de um pouco do gênero slice-of-life. As situações mais engraçadas, por sinal, são todas encabeçadas pela pequena Heidi que, com a sua inocência e curiosidade em alta, consegue "quebrar o gelo" dos momentos mais sérios deste título com grande maestria.

Objetivamente

Hora de brincar, da forma mais nostálgica possível...

O anime tratado nesta review se mostrou uma obra de impacto, com honestidade plena nas suas ideias e aquele convite saudável para ficar lado a lado da Heidi, em suas aventuras nos Alpes suíços e em uma grande cidade europeia.

Partindo do princípio que o anime foi exibido nos anos setenta, a arte visual dele mostra muito bem o padrão para a época. A obra animada é caprichada, possui uma essência, mas trata-se de um visual cansado pelo tempo que se passou. Isto não é um demérito, e nem há um porque para fazê-lo. Todas estas palavras cabem à parte sonora do anime Heidi, sem a mínima hesitação.

Com o nome original Arupusu no Shoujo Haiji, Heidi é um anime mais do que atrativo. É uma volta saudável ao tempo, para prosseguir em uma aventura cheia de carisma e repleta de emoção. Não se trata de um sonho ou algo à ser classificado como uma obra obrigatória, mas Heidi merece muito o respeito deste blogueiro, que teve a felicidade de assistir à este anime pelo SBT no início dos saudosos anos oitenta...

Tendo por base tudo que foi aqui descrito, Heidi é um anime que merece ser visto. A recomendação é positiva e, caso tenhas a oportunidade, assista à essa bela obra da animação japonesa.

[ made in NETOIN! ]

O autor do NETOIN! é...
Carlírio NetoCarlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

3 comentários:

  1. me pareceu bem bonitinho esse anime, hein Carlírio. Não digo que irei assisti-lo, mas bateu uma curiosidade aqui =)

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  2. Senti vontade de assistir. Não sei se eu vou gostar, mas parece bom.

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  3. Dia 22/01/12 você vai hackear a punch para vingar sites de anime?

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