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quinta-feira, 25 de junho de 2020

[Análises em Geral] #104: relembrando a série Startropics para o NES 8-bit


Uma relíquia de gerações passadas...

O sentimento de saudosismo sempre está à espreita deste humilde blogueiro. Por vezes, isto trás consigo lembranças boas e ruins, separadas por eventualidades, momentos e perspectivas que, não raramente, vão além do lado humano da questão. Tal saudade pode vir também de hobbies, por exemplo. Neste contexto, o popular Nintendo 8-bits - conhecido por muitos como "nintendinho" desde a época em pauta - tem uma boa bagagem de recordações positivas para a minha pessoa.

A série de jogos que será tratada representou um tipo de marco para o citado console. Os seus lançamentos ocorreram, curiosamente, entre o meio da vida útil e o fim do sistema de 8 bits da Nintendo. Além disto, tal série nunca apartou com uma localização para o mercado japonês e, felizmente, ao menos o seu segundo título foi distribuído oficialmente no Brasil na metade dos anos de 1990, por meio da Playtronic (que era a representante oficial da Big N e de seus produtos no país). Esta série de jogos chama-se Startropics.

Tecnicamente, Startropics possui um sistema de gráficos e jogabilidade que, em especial no seu segundo jogo, realmente levaram o Nintendo 8-bits para o dito limite do sistema. Pode soar exagerada esta afirmativa, ainda mais com a realidade de console e jogos que a todos rodeia, mas para o o sistema já citado, tratam-se de palavras bem verdadeiras. Aliás, a perspectiva quanto a visão de cima para baixo em um ambiente 2D, que ousou em pontos de jogabilidade para sua época e o sistema, fizeram com que Startropics fosse ainda além nas críticas recebidas pelas revistas de tal período. Incluso o fato de que, no centésimo volume - publicado em setembro de 1997 - da revista Nintendo Power, o primeiro Startropics apareceu como um dos cem melhores jogos de todos os tempos, ocupando o sexagésimo quarto lugar geral.  

As telas iniciais dos jogos de Startropics para o Nintendo 8-bit.

O enredo por detrás de Startropics conta como que um jovem estudante, de nome Mike Jones, acabou indo parar em uma aventura nunca antes por ele imaginada. Estando em férias escolares, ele foi visitar o seu tio nos mares mais ao Sul. Residente na paradisíaca Ilha-C, o arqueólogo Steven Jones é alguém muito respeitado. Entretanto, suas pesquisas mais recentes revelaram enormes perigos para si, ao ponto de ele acabar sendo sequestrado. Ao chegar à Vila Coralcola, situada na já citada ilha, Mike fica à par do corrido ao seu tio Steven e sai ao seu resgaste. Diferentes criaturas aparecem no caminho, incluso nisto uma raça alienígena.

Após passar por áreas perigosas, usar de um submarino para chegar às outras ilhas próximas e, incluso, ter combatido a bordo de uma nave alienígena, Mike salvou seu tio das garras de Zoda, a perigosa criatura do espaço que desejava apoderar-se de três cubos preciosos - descobertos pelo Steven - para realizar suas ambições. Retornando para a Ilha-C, todos ficam sabendo da existência de crianças alienígenas conhecidas como Argonianos, cuja líder chamada Mica conta sua história para todos ali e, graças ao convite feito pelo chefe de Coralcola, elas passaram a ali viver. 

O segundo jogo da série tem o seu gancho justamente onde encerrou-se o anterior. Em Zoda's Revenge: Startropics II, Mike acaba recebendo uma mensagem telepática da Mica, que informa-lhe sobre as descobertas dela e do Steven quanto a uma cifra presente junto à sua capsula espacial. Ao decifrá-la, Mike acaba indo parar no passado, mais precisamente na Idade de Pedra e, após ajudar os locais, ele acaba descobrindo um objeto chamado Tetrad. Segundo disse a Mica, o Mike deve agora viajar por diferentes épocas e coletar estas Tetrads, que escondem um segredo de sua espécie. 

Telas do primeiro Startropics.
Telas de Zoda's Revenge: Startropics II.

Em uma das fases do jogo, justamente na Inglaterra da época de Sherlock Holmes, Mike descobre que o Zoda está vivo e ele roubando uma das partes da Tetrad. Ele se apresentou como Zoda-X e, para Holmes, certamente existiria os Zodas Y e Z em alguma parte do espaço temporal. Além da missão já conhecida, Mike agora teria que encontrar as Tetrads antes do Zoda. Viajando por diferentes períodos da história humana, como o Período Renascentista, o Velho Oeste norte-americano e estando até na Transilvânia, Mike acaba voltando à Ilha-C, onde Zoda visitou e aproveitou para todos ali transformar em porcos. O temível ser do espaço é derrotado em definitivo e, com isso, os Argonianos aproveitam o restabelecimento da Tetrad para voltar ao espaço e recriar o seu mundo.

Conhecido o enredo por detrás da série, agora tu saberá um pouco sobre a jogabilidade presente, visitante. Startropics possui uma dinâmica de jogo bem interessante, dada a perspectiva e ambientação citadas no início deste post. O jogador, no papel de Mike, possui diversos tipos de ataques à sua disposição, movimentando-se e os disparando nas direções correlatas. Em Zoda's Revenge, a jogabilidade foi acrescida da movimentação diagonal junto às básicas, sendo que tal característica serviu de acréscimo ao jogo em diversos pontos, desde o aumento de dificuldade em combate até a resolução de puzzles. Graficamente, Startropics não decepciona nem um pouco, pois realmente eleva o poderio do Nintendo 8-bits, especialmente no que tange ao Zoda's Revenge. Entretanto, ao contrário do primeiro título, este não recebeu prêmios ou citações quando de seu lançamento, pois em 1994 o sistema já estava completamente defasado (e estava em curso o início da era 32-bit, em meio ao apogeu dos consoles de 16-bit).

No geral, este texto trouxe consigo uma pequena parte do saudosismo deste humilde blogueiro quanto à épocas passadas, tratando-se de uma série de jogos que muito soube agradar em sua época. Atualmente, os dois títulos de Startropics estão presentes no sistema online da Nintendo, sendo que o primeiro jogo está disponível na memória do Classic Mini-NES. Definitivamente, estes dois jogos ainda são dignos o bastante de atenção, para a minha pessoa, até os dias atuais.

E assim se segue...

Imagens...



"Que inicie-se a sua jornada no primeiro Startropics..."


Startropics
lançamento: dezembro-1990 (Estados Unidos); agosto-1992 (Europa)
criação: Nintendo R&D3, Locomotive Corporation
plataforma: Nintendo 8-bits


"Que inicie-se a sua jornada no segundo Startropics..."


Zoda's Revenge: Startropics II
lançamento: março-1994 (Estados Unidos)
criação: Nintendo R&D3
plataforma: Nintendo 8-bits
no Brasil: distribuído a partir de 1994, pela Playtronic


"A intimada dele, o perigoso Zoda..."

Até a próxima!

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2 comentários:

  1. Saudações.

    Esse é um título que eu não conhecia. E estou impressionado com o uso da paleta limitada do aparelho para fazer uns gráficos que parecem ser muito mais coloridos. Incrível terem feito esse jogo, já nessa época, e que tenham lançado um deles aqui no Brasil.

    Vi uns vídeos e pelo que vi é necessário ter bons reflexos para jogar as partes de ação. Não sei se teria condições de experimentar agora.

    Mas é um bom achado. Não conhecia esse jogo e nunca tinha ouvido falar.

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    Respostas
    1. Saudações

      Nobre Usys, saudosa foi a época que eu alugava este jogo (1995) e ficava o final de semana aproveitando do título, junto de meu irmão mais novo. Startropics é bem mais desafiador do que aparenta, mesmo com tudo que foi descrito no post.

      E sim, estás correto. Graficamente, o termo "espremer um console" é bem propício para Startropics. Nos vídeos que tu assistiu, certamente isto pôde ser verificado, tanto quanto a sua jogabilidade que, sim, exige reflexos (em especial no primeiro jogo).

      Ah... A Playtronic lançou uma grande gama de jogos do NES e SNES no Brasil. Isso merece ser ponderado positivamente, nobre Usys. Jogue-o e depois repasse o que tu achou.

      Fico grato pelo seu comentário.

      Até mais!

      Excluir

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