Invasão Monogatari - parte #2: a paixão por Monogatari... ~ Netoin!

domingo, 10 de novembro de 2013

Invasão Monogatari - parte #2: a paixão por Monogatari...

A chamada para a continuidade tão aguardada.

Saudações cordiais, amigo visitante do NETOIN!. Em meio à tantas novidades que já apareceram por aqui, e outras que ainda se apresentarão para você, o ciclo de postagens tem de manter a sua continuidade e, com o mesmo, a série de postas especiais sobre Monogatari Series pede passagem uma vez mais.

(por: Marcela Botelho, do blog OtomeGatari)

E tal como o título deste texto especial vem ressaltar, os dados técnicos agora darão lugar unicamente para a emoção. Se preferir entender de outra forma, a paixão por Monogatari ganhará seu espaço à partir deste exato momento. E o responsável por isto será um nobre amigo da capital paulista, que arregaçou as mangas e fez um trabalho extremamente digno sobre uma de suas obras favoritas (caso esta não seja).

Trata-se do Claudionor, conhecido por Raigho no blog parceiro OtomeGatari, que à partir das próximas linhas falará de toda a sua devoção por Monogatari Series, tendo o texto um impacto ainda maior por dar destaque aos mais aclamados personagens desta obra. Se prepare adequadamente, nobre visitante.

Tenha uma boa leitura.

Apresentando-se...

O jovem Araragi.

“Monogatari é uma obra pseudo-cult com teor pornográfico feito por um 
estúdio que antes da tal obra não tinha feito nada lá muito chamativo, 
história fraca, personagens rasas e só.”

Olha, essa definição não está tão errada assim (talvez).

Olá, querido leitor! Quem se apresenta é Claudionor, conhecido como Raigho do blog OtomeGatari. Estou aqui escrevendo este post especial sobre Monogatari a pedido do Nobre Carlírio que me concedeu a honra de falar sobre essa série que eu tanto gosto e admiro; este post será uma explicação sobre Monogatari (melhor que isso, pois será a definição de Monogatari). Minha opinião sobre o mundo, sobre as personagens e muito mais. Digamos que o meu post e o da Marcela se completam, metades da mesma laranja.

Vamos começar?

Hachijuki, a lolita.

Monogatari é obra do grande cara que me conquistou, aquele que considero meu eterno ~husbando~, o cara que eu mais vezes na minha vida mencionei o nome, o cara que me deixa sem palavras para expressar sua habilidade, pois ele é "o cara". Seu nome é Nisio Isin. NisiOisiN. Um palíndromo, um gênio. Mas eu não o chamo disso por nada, na minha humilde opinião alguém que aos vinte e poucos anos escreve uma Light Novel chamada “Zaregoto” e ganha o prêmio do concurso, sem nunca antes ter escrito “pra valer” e admite que escreveu sua primeira história “brincando”. E isso levo muito em consideração, pois o cara tem talento.

Nisio escreveu diversas obras: Zaregoto, Katanagatari, Monogatari Series, entre tantas outras. Foi Katanagatari que recebeu uma adaptação completamente merecedora de sua história pelo estúdio White Fox em doze episódios com duração de cinquenta minutos, tal como a light novel, o anime foi exibido ao longo de um ano! Zaregoto é a obra de Nisio que começou sua empreitada de sucessos até o momento não recebeu adaptação alguma, mas entre tantas histórias, entre tantos trabalhos, esta representou algo que me seduziu, me envolveu e me conquistou. Acabei criando uma verdadeira veneração. Isto me fez um grande e assíduo fã de Monogatari Series.

Eu cito o nome dessa obra tantas vezes mentalmente, falando, escrevendo e digitando. É como se fizesse parte da minha pele. Desde tantos anos atrás consigo lembrar com clareza do estranhamento que senti ao assistir pela primeira vez “Bakemonogatari”: “Quem é essa?”, “Kaii? O que é Kaii?”, “Oshino Meme? Mas o que esse cara está fazendo?”, “Por que eles fazem essas piadas sobre eles mesmos?”. Para ser bem franco, algumas das questões acima ainda permanecem sem respostas, mas preciso voltar ao começo, ao fascínio que senti quando compreendi essa crônica.

Monogatari, Monogatari, Monogatari, Monogatari, Monogatari...

Hanekawa em sua aparência mais humana.

Sabe quantas vezes eu poderia escrever o nome acima em uma folha em branco? Infinitas, mais do que infinitas, pelo resto da minha vida! Não acho exagero dizer que respiro Monogatari, que penso Monogatari. Este título passou do nível onde eu digo “é só uma obra, é só um anime”, tornou-se minha fonte de alegria, pensamentos, teorias e comentários! Notou? Eu adoro escrever Monogatari.

Araragi Koyomi no auge de sua vida durante o Ensino Médio, especificamente durante o “Spring Break”, faz sua primeira amiga após o “trauma que fez com que eu perdesse a fé na humanidade”. Hanekawa Tsubasa é o nome dela. Ambos conversam, com o Araragi estranhando alguém querer se aproximar dele após tanto tempo sozinho, despedem-se e cada um segue seu caminho. Mais tarde naquele dia, Araragi Koyomi encontraria a vampira "Kiss-shot Acerola-Orion Heart-under-blade" e seria morto. Na verdade, transformar-se-ia em vampiro, nesse exato momento começava a crônica que seria o ponto de partida para o inferno na terra, “Kizumonogatari” (Crônica do Ferimento).

Caso você procure pela internet não irá encontrar “anime” de “Kizu”, afinal,  foi prometido pelo estúdio SHAFT que a obra seria um filme! Filme que atualmente não passa de uma lenda risonha criada por Akiyuki Shinbo (Diretor da adaptação de Monogatari Series).Shinbo, caso algum tradutor no futuro distante mostre a você esse texto, vai a merda e para de procrastinar porquê quero minha adaptação pra ontem.

A sempre presente Kanbaru.

“Bakemonogatari” (que não é o começo “cronológico” de Monogatari Series) foi a primeira da série a ser adaptada ao formato anime pelo estúdio SHAFT. Não é arrogância dizer que Monogatari é diferente de muitas adaptações por aí. A obra recebe uma adaptação verbatim de sua light novel, os dubladores olham as falas dos personagens direto da light novel, o próprio Nisio ajuda na produção do anime em alguns pontos chave. Um "casamento" entre autor e diretor nunca antes foi tão bem sucedido.

Essa parte da crônica que o SHAFT adaptou é o alicerce básico de tudo que está por vir, pois Bakemonogatari e Kizumonogatari juntos são fundamentais para a amplitude da história. O primeiro título citado foi adaptado com quinze episódios, a produção não recebeu um grande orçamento mas o estilo artístico combinado com a obra conseguiu explodir em vendas soberbas. Bakemonogatari é rápido, com muitas conversas, jogos de cena onde diálogo mais as constantes mudanças de cenário combinam para mudar o tom da conversa, animações bastante distintas, tendo ainda palavras e mais palavras literalmente jogadas entre as animações.

Bakemonogatari é diferente e justamente aí o interesse de muitos morre, justificativas não faltam: “É rápido”, “Não entendi”, “A cronologia é confusa”, “Merdinha pseudo-cult”, “Alguém me explica”. Em boa parte dos casos as informações estão em fácil acesso, mas no geral, é necessária bastante atenção para compreender o que está se passando.

A carismática Shinobu.

Claro que após um sucesso tão estrondoso, logo outras adaptações ocorreriam. No caso, “Nisemonogatari” (a chamada Crônica Falsa) ocorreu dois anos depois e dessa vez, caro amigo, a produção esbanjava dinheiro como nunca! Nisemonogatari também tornou-se o calcanhar de Aquiles das opiniões sobre a obra, se em Bakemonogatari tivemos algo notável, tocante e interessante, Nisemonogatari foi puramente fanservice. Não que o fanservice em si não faça parte de Monogatari, até porque o “ecchi” e “monogatari” são a mesma coisa, a marca registrada é a perversão do Araragi e "ângulos duvidosamente anais" são a essência de tudo. Mas em Nisemonogatari isso foi para um nível bastante extremo, onde ocorre sim diálogos importantes para a história mas são ofuscados pelo fanservice, causa injusta de julgamentos negativos sobre a obra.

Após isso, no final de 2012 teve a chegada de “Nekomonogatari (Kuro)” onde ocorre a narração do ponto de vista do Araragi sobre o passado da Hanekawa Tsubasa, seu surto, ataque contra os pais e desespero. Após a exibição da série completa em quatro episódios seguidos durante o final do ano, o anúncio aguardado se fez apresentar para todos, sendo este o de Monogatari Second Season” (literalmente surtei e o faço até hoje só de lembrar deste tal anúncio). A famigerada segunda fase onde as garotas são o destaque estrearia ainda em 2013! Atualmente a obra está em exibição, deslumbrando à todos com o desenvolvimento da história, onde as coisas estão cada vez mais obscuras e o final não parece que será agradável. Só confirmando que praticamente nenhuma das obras do Nisio tem final feliz.

Mas esse “destaque” nas garotas não é só uns minutinhos a mais, pois estou falando delas narrando os fatos, seus traumas, medos e desejos escondidos. Monogatari é composto de fatores e se eu pudesse indicar duas coisas que pendem nela, que definem a obra, são as garotas e a forma como o Araragi interage com elas.

A Sengoku Nadeko.

Araragi é um pervertido não tão longe da nossa realidade, um adolescente que tenta satisfazer seus fetiches (Nisio, eu sei que você se insere no personagem, com certeza) e não esconde isso. Ele não é um protagonista de harém que fica correndo, fugindo das garotas como o diabo foge da cruz. Não, pois Araragi Koyomi é um personagem estufa o peito e grita em plenos pulmões: “Eu quero abusar de garotinhas do Ensino Médio e do Ensino Fundamental”; como se isso fosse o maior orgulho da sua vida, sendo esta uma sinceridade bastante corajosa e de imensa estupidez ao mesmo tempo. Contudo, do outro lado da moeda, Araragi é um dos protagonistas mais humanos que conheço, ele tenta salvar as garotas que se envolvem com Kaiis porque ele de certa forma é atraído por esses seres esquisitos (não foi uma piada intencional).

Ele chora, cai, grita, urra de dor, implora pela vida se é necessário para salvar aqueles tão queridos para si. Araragi é humano, acima de tudo, humano. Não importa a dor que ele sente, sempre vai pensar ainda que não pareça no próximo, em suas amigas e como salvá-las, mas esse é seu erro principal... você não pode salvar ninguém, a pessoa precisa se salvar. Mas vamos falar dessas garotas, dessas “broken girls” que permeiam a obra!

A minha musa inspiradora, a garota com asas transcendentais e aquele óculos sedutor que me arranca suspiros, Hanekawa Tsubasa. A garota que desconhece o termo carinho, que desconhece afeto, ódio, desejo, tudo. Ela não sabe nada de sentimentos, mas sabe tudo do mundo. Em suas próprias palavras: “Eu sei apenas o que sei”. Ela não sente nada, mas sabe de tudo. Ela deseja, mas nega, ela odeia, mas nega, ela ama, mas nega. Seu encontro com o “Sawari Neko” seria decisivo em sua vida, seu verdadeiro “eu” finalmente aflorou após o encontro com esse gato. E no final quase custou a vida do próprio Araragi resgatá-la das profundezas de si mesma.

Senjougahara Hitagi.

A namorada do incrível Koyomi, a garota chata e sem sal (brincadeira, abaixem esses grampeadores), Senjougahara Hitagi. Aparentemente fria, mas com grandes traumas escondidos em sua personalidade, uma tentativa de estupro que sofreu é algo marcante em sua vida, o acaso reuniu Koyomi e Gahara de forma excêntrica, bastante excêntrica se posso frisar. Koyomi em um instinto automático decide ajudar a Gahara contra o “Caranguejo” que roubou seu peso, caso encerrado, o garoto logo caiu nas graças da jovem.

Ela balança sua mochila, pra cima e pra baixo, mais perdida do que cego em tiroteio ela busca o caminho de casa, ninguém mais e ninguém menos do que a loli do elenco, Hachijuki Mayoi. Koyomi tem uma predileção bastante notável por lolis, logo ele decide ajudá-la... sem saber que garotinha estava morta. Hachikuji era o “caracol perdido”, atropelada enquanto caminhava para a casa de sua mãe, no dia das mães, ela morreu sem nunca ver sua mãe.

Ouve isso? O grito da torcida? O som de tênis na quadra? Sim, estou falando do antigo “às” da equipe de basquete do Colégio Naoetsu, Kanbaru Suruga. Em um tempo passado sua grande parceira e dona de seu amor unilateral era a Gahara, a namorada do protagonista! Kanbaru envolveu-se com a “pata do macaco” que não era bem isso. A garota transformou-se no “Rainy Devil”, um monstro com capa de chuva que mata aqueles que interferem no caminho de sua hospedeira! Koyomi quase foi morto pelas patas dela, escapou da morte por pouco e finalizou o caso.

A Hanekawa Tsubasa em sua forma mais glorificada.

Disse sobre a predileção do protagonista por lolis? Então, ainda tem mais uma para ser aqui apresentada. Pura como um anjo, gentil, calada, a filha perfeita (sem nenhum exagero nisto). É a vez de falar da Sengoku Nadeko! Essa garota que por acaso (sentido irônico) envolveu-se com uma maldição e piorou a situação de maneira inacreditável é mais do que aparenta, tem verdadeira adoração pelo protagonista. Tanta adoração vai fazer com que ela percorra um caminho bastante obscuro.

E por último, mas não menos importante, a principal garota desse harém tão vasto. Outrora conhecida como "Kiss-shot Acerola-orion Heart-under-blade", Oshino Shinobu é o nome verdadeiro dela. Reduzida a uma mera criança com poderes vampirescos, vive pela penumbra sempre encarando sem responder nada... mas por que esse jeito de agir? Por que tanta mágoa de Araragi Koyomi? Respostas encontradas apenas em “Kizumonogatari”.

Monogatari é mágico, acho incrível cada conversa, cada cena, cada mistério revelado e cada ilustração. Amo todos os personagens, meu fascínio só cresce com o passar do tempo. Assiste, tire sua conclusão da obra e comente.

Monogatari Series é isso aí.

E fica aqui registrado mais uma vez meu muito obrigado 
ao Nobre Carlírio por essa oportunidade!

Minha pessoa agradece imensamente a participação do
nobre Claudionor do blog OtomeGatari, que deu sua contribuição para este 
especial sobre Monogatari Series aqui no NETOIN!.
Sinceras congratulações.

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Carlírio Neto Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade deste humilde blogueiro. Veja um pouco mais sobre o autor do blog NETOIN!aqui.

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4 Comentários

  1. Cara, incrível post (considere esse comentário valido tb para o post Invasão Monogatari - parte #1: light novel versus anime...)
    Conheci a série Monogatari esse ano, na verdade, já a tinha tentado ver Bakemonogatari a uns 2 anos atrás, mas na época não gostei muito, então do nada, resolvi ver novamente quando lançaram neste ano a Nekomonogatari (Kuro), e cara... de fato, é apaixonante.
    Um estilo único, acho que nunca vi e acho que nunca virei o estilo de animação, narração usada na série Monogatari. Os personagens... cara, fenomenais (Hanekawa Tsubasa e Oshino Shinobu (Kiss-shot Acerola-orion Heart-under-blade, velho... que nome f*** de épico, colocarei na minha futura filha XD kkkkkkkkkkk'), tornem-se reais suas lindas para que eu possa me casar com as duas (F*** THE POLICE kkkkkkkkkkkkk'))
    Sério, o fato de série ser praticamente apenas diálogos, é magico, nem ligo pra poucas lutas que há na série (apesar delas serem supimpas), mas diálogo, conversa, é algo que me encanta, me prende. Informação é tudo, logo. E o Nisio... ele sabe escrever, prova disso e que não somente Monogatari é suprema, mas Katanagatari é também muito boa (está entre minhas obras prediletas). Adoro livros e estou doido querendo ler as obras desse cara, ai bate a grande duvida, aprender japonês ou esperar que alguma editora lance as obras por aqui?
    "Não sei de tudo, apenas sei o que sei" Frase que estará eternamente na minha mente.
    Novamente, excelente post.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Saudações


      Em breve, os nobres amigos responsáveis deverão aqui aparecer para demonstrar a gratidão ao modo deles.
      De minha parte, fico imensamente contente por tais palavras e que também tenhas gostado tanto desta série no site.^^

      Volte quando bem quiser, nobre.


      Até mais!

      Excluir
    2. Obrigado pelo carinho! Visite o Otomegatari, nós também comentamos bastante por lá!

      Excluir
  2. Cara, realmente incrível os dois posts.
    Comecei a acompanhar a série com o lançamento de Bakemonogatari e simplesmente me apaixonei também.
    Parabéns e continuem com o ótimo trabalho ! ^^

    ResponderExcluir

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