Em pauta!

terça-feira, 7 de julho de 2020

[Análises em Geral] #106: a estratégia e ambientação retrô de Kingdom


Simplesmente admirável...

As duas edições mais recentes da seção [Análises em Geral] tem se dedicado a trazer textos sobre alguns jogos em particular, nobre visitante (Startropics e Samurai Pizza Cats, respectivamente, para o NES 8-bit). Na presente oportunidade a dita escrita se manterá, porém sob um outro espectro. Isto porque o jogo em pauta foi feito de maneira independente (sendo assim classificado como indie) e roda em diferentes sistemas, tornando o título disponível para vários públicos.

Trata-se da série Kingdom. Mais precisamente do seu jogo inaugural, chamado Kingdom: Classic ( também conhecido por Kingdom Nothing Lasts), lançado em outubro de 2015 para Windows, Linux e Mac, por meio da plataforma Steam. Este título possui uma dinâmica de jogabilidade em vias do famoso scroll lateral, tão famoso desde bem longa data, cujos gráficos visuais são bem minimalistas, lembrando um tanto a concepção da geração Atari, adicionado com pixels a nível sistemas de 8-bits. Levando a simplicidade consigo sob quaisquer ótica, os únicos comandos presentes no jogo estão nas quatro direções do controle tradicional/teclado do computador. De modo geral, a somatória destes pontos fazem de Kingdom: Classic um jogo muito chamativo e deveras interessante.

Em si, o jogo em pauta possui uma história, que definitivamente casa com todo o fator minimalista que graciosamente o envolve. Você está prestes a criar um reinado. Como líder - sendo este o rei ou a rainha - deverás estar bem atento a todos os detalhes que o cercam, visando assim não apenas expandir o seu território, como também defender as suas terras de perigosas criaturas conhecidas como Greeds, além de construir muralhas e demais locações como áreas de plantio, mantendo assim a estrutura de seu reinado.

Que a jornada tenha início.

Nobre visitante, o enredo simples citado no parágrafo acima não é um ponto negativo e, positivamente, tem sua ligação potente com toda a concepção deste jogo. Kingdom: Classic não é fácil como aparenta e requer uma boa atenção sobre cada decisão a ser por você tomada. Embora os comandos deste título, como já foi explanado, são simples e intuitivos. Através deles é que erguerás as construções necessárias, chamará camponeses para o seu reinado, enfrentará os Greeds e, sobretudo, buscará por novidades por terras a servirem de expansão para o seu reinado.

Para trazer pessoas à sua causa, terás de dar-lhes uma moeda cada. O mesmo processo deve ser feito, caso um de seus soldados seja derrotado em batalha, visando trazê-lo novamente para os seus cuidados. Eles terão ocupações variadas, tais como arqueiros, guerreiros, cavaleiros ou agricultores. Sendo um atrativo bem trabalhado e interessante, este jogo possui um sistema de evolução chamativo, cujas profissões estarão de acordo com a extensão e proteção de todo o seu território. Cabe aqui ressaltar que as construções são igualmente parte desta dita evolução.

No que tange às criaturas inimigas, os Greeds, tratam-se de seres ferozes cujo anseio está em acabar com o seu reinado. Basicamente, querem as moedas de ouro e as plantações, sendo que esforços - por parte deles - para atingir estes objetivos serão totais. Estes seres não atacam os camponeses e nem tampouco os animais silvestres, querendo apenas aquilo que está inserido em seus domínios reais, visitante, sendo que as suas ações ocorrem sempre à noite. Cabe aqui um dado de importância pois, se os Greeds lhe atingirem e roubarem a sua Coroa Real, será o fim do jogo. Como se isso não fosse digno o bastante para preocupações, deverás estar atento aos eventos denominados como Luas Sangrentas pois, em suas ocorrências, os ataques dos Greeds não apenas se intensificam, como suas versões mais poderosas aparecem para o combate, podendo tanto destruir muralhas aos golpes, como também abduzir os seus servos leais. Tais eventos ocorrem dentro de um pré determinado período de dias, que diminuem de intervalo conforme você avance no jogo.

As paisagens retrô pixeladas de Kingdom: Classic são extremamente bonitas.

Ainda assim, Kingdom: Classic prezará para que você ande pelas terras desconhecidas pois, além de encontrar áreas para expansão e camponeses para você alistar, avistarás construções únicas e de grande importância, cujas imagens lhe proverão pronto auxílio para fortalecimento de defesa e ataque, sendo este um ponto chave para tu prosseguir neste jogo. Atente-se para o fato de que a ajuda fornecida por tais construções não é contínua, durando apenas alguns dias do jogo e, para evitar algum colapso nisto, você deverás pagar - dentro de um pequeno espaço de tempo - grandes quantias em moedas nestas estruturas de porte sagrado, e assim seguirás tendo seu reinado mais protegido e fortalecido.

Agora é o momento da parte técnica. Como foi mensurado mais ao início deste texto, o gráfico e visual deste jogo trazem a união do dito minimalista e os pixels de sistemas antigos, levando assim o conceito mais retrô neste propósito. A simplicidade na teoria é extrema, mas a concepção e trabalho final é - por demais - belo e fascinante. A construção de mundo presente em Kingdom: Classic, mesmo que linear no prosseguimento e limitada em sua extensão, é positivamente chamativa. Existem detalhes por todo o cenário, onde nuvens, árvores e a água ganham um merecido destaque. Se o impacto visual é nítido, na parte sonora o jogo também se sobressai. As músicas são fascinantes, estando alinhas aos efeitos sonoros que fazem muito bem o seus papéis. Incluso nisto, é a partir das músicas que saberás com antecedência quando ocorrerão as Luas Sangrentas, então toda a atenção é indispensável.

Para tu vencer neste jogo e assim salvar a Coroa do seu reino, deverás encontrar os portais de onde saem os Greeds e cerrá-los para todo o sempre. Cada um deverá ser destruído por duas vezes, e todo o preparo para estes momentos serão indispensáveis. Definitivamente, Kingdom: Classic poderá lhe render boas horas de estratégia e entretenimento, visitante. Caso não tenhas apreço por um visual retrô como este e/ou por sua jogabilidade mais simples, provavelmente o título em pauta não lhe satisfará. Por outro lado, se desejas aventurar-se em solos desconhecidos, para elevar o poderio de seu reinado e combater perigosos seres míticos, este título poderá ser do seu agrado.

E assim se segue...

Imagens...



"Expansão e crescimento, em meio a belas paisagens..."


"Os Greeds desejam saquear a sua Coroa e o seu povo..."


"Ataques ferozes sob a temível Lua Sangrenta..."


Kingdom: Classic (Kingdom Nothing Lasts...)
lançamento: outubro-2015 
gêneros: indie; estratégia; micro estratégia; simulação
desenvolvedor/criação: Noio; Licorice
distribuição: Raw Fury
plataforma: PC (Windows); Mac; Linux; Steam OS



"Momento do desbravamento..."

Até a próxima!

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