Em pauta!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

[N! Drops] Jan'2016 #4: anseio e tristeza em Boku Dake ga Inai Machi

A chamada da vez...
Diferentes emoções...

Se há um anime no qual cada palavra sobre elenco e enredo tem de ser citada com cuidado, este é Boku Dake ga Inai Machi (conhecido também por Erased). Após um episódio inicial que apresentou todo o escopo da trama, a sequência revelou-se mais surpreendente do que este blogueiro antes imaginava. A temática é forte. As ramificações são tão poderosas quanto. E, felizmente, a obra está sendo conduzida de uma maneira justificada e profunda.

Em si, o terceiro episódio do anime fez questão de lançar cada emoção humana, conflitante ou não, a uma dura prova de resistência. Por mais que seja sabido o fato do Satoru ter voltado involuntariamente dezoito anos no passado (para 1988, no tempo do anime), ele é agora um adulto aprisionado no corpo de uma criança no ensino fundamental. A profundidade disto tudo começa quando ele, aos poucos, recobra as lembranças desta época e acaba tentando entender, à partir de tais, a real razão do próprio ali estar. É uma tarefa deveras complicada, pois para evitar um triste acontecimento no "tempo presente" dele, o Satoru tem que evitar certas ocorrências no passado onde se encontra.

Para tanto, a jovem Kayo é mais do que uma vítima. Trata-se de uma garota que não consegue ter um convívio social sadio, sendo até discriminada na escola por vários dos seus colegas de sala. Chame de bullying se assim preferir (embora o termo não existisse na época), nobre visitante, mas a moça em pauta sofria com algo que conseguia ir além da característica citada. As marcas vermelhas em seu pequeno corpo tudo enfatizavam. Quase ninguém conseguia notá-las, pois a pessoa que as provocara soube esconder muito bem cada uma das evidências dos seus atos cruéis.

Infelizmente, não é uma ocorrência distante daquilo que se nota (em diversos casos) no mundo real, mas o modo com o qual o tema é trabalhado no anime (até o momento) é digno de nota. Isso ganha pontos extras de veracidade, à partir do momento no qual você sente um grande asco das provações pelas quais a pequena Kayo tem de passar, seja com a violência física (familiar) ou social (na escola) que ela tem de enfrentar quase que diariamente. Não é saudável, nem belo, muito menos contagiante de maneira positiva, mas é uma pauta que serve para a racionalização, compreensão e entendimento dos níveis que isto pode atingir.

O Satoru ao presenciar algo muito cruel...
O Satoru, que já teve que se segurar muito no segundo episódio do anime, teve agora que mostrar um valor ainda maior e preponderante, perante tais situações. Suas recordações sobre o que ocorreu no passado à Kayo são claras demais, e ele tem de fazer com que certo fato não aconteça (na intenção de assim mudar o futuro). Além disso, a aparição de um rapaz chamado Jun (aparentemente de boa índole) poderá também influenciar nas ações do Satoru, pois o futuro de tal pessoa (talvez) poderá ser alterado, como efeito paralelo no auxílio à Kayo. O protagonista se recorda, tristemente, do que ocorrera ao Jun no futuro e evitar tal fato pode ser algo co-ligado à sua missão atual.

Boku Dake ga Inai Machi deixou bem nítido, para quem assiste o anime, qual foi a parte do episódio mais desagradável, irritante e cruel. Talvez o ponto de vista difere consideravelmente, visitante, mas não muda o fato de foram quase quatro minutos humanamente repugnantes. Por outro lado, o jovem Satoru aparenta ter o auxílio do seu professor para a causa mais do que justificada. Existiram momentos no terceiro episódio, especialmente em seu final, que deixaram no ar a ideia de que uma reviravolta poderá vir à tona. Como nota feliz neste capítulo tão drástico no enredo em desenvolvimento, o Satoru conseguiu proporcionar minutos de alegria e confortamento à sua amiga, Kayo.

A raiva existiu. As lágrimas desceram pelo rosto. A ansiedade e o assombro se fizeram presentes. Tudo isto ocorreu com a minha pessoa ao ver o terceiro capítulo do anime em pauta. Não poderia ser diferente disto. Vale-se aqui refletir sobre "o todo", que ainda não terminou, e como tais fatos serão trabalhados daqui por diante. Esperar até a próxima semana pode ser cruel, mas não é nada em comparação tudo aquilo pelo qual passa a Kayo (e de certa forma o próprio Satoru).

Boku Dake ga Inai Machi é uma das grandes pérolas da atual temporada, com total justiça na afirmação. Com uma parte técnica que trabalha harmoniosamente com o enredo e elenco da obra, que mostra seguir sob a tutela de um diretor e equipe muito bons, este anime mostra ter as ganas de ser um dos melhores de janeiro'2016 (e talvez até pré-candidato para o top máximo do ano no todo). Por agora, pensar na missão do Satoru e no duro cotidiano da Kayo é o essencial.

E assim o anime prosseguirá...

Momentos...
Clique nas imagens para vê-las em tamanho real...


"A face de alguém que tem um longo caminho pela frente..."


"O olhar da mais pura maldade em pessoa..."


"Um momento para a compreensão..."


"O esboço de um tímido sorriso..."


"Uma árvore de Natal em fevereiro..."

Até a próxima!

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Carlírio Neto
Carlírio Neto, um fã de animação e cultura japonesa desde os anos noventa. Dramas são a especialidade pessoal. O personagem Wataru, de Sister Princess, representa bem a personalidade de minha humilde pessoa.

3 comentários:

  1. Ficou muito bem detalhado diversas partes deste episódio, boku dake ga inai machi está se tornando realmente uma perola desta temporada de anime, que por sinal está aparentemente melhor que a do final de ano, espero que ao menos a serie ou a temporada se concluem de forma agradável.

    Sobre o episódios 3 a minha opinião se resume no que vi neste post, apesar de ter sido um episodio bem triste(que por sinal não piora a obra) ele se sobressaiu nas cenas finais de Satoru e Kayo.

    Mas vem sempre aquela vontade de ler o mangá pra saber o que vai rolar kkkkkkkkkkkkkkkk

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    Respostas
    1. Saudações


      Rapaz, controle-se e seja forte. Não vá atrás do mangá, caso contrário o anime (talvez) não lhe cause mais o impacto do "efeito surpresa".


      Até mais!

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