Em pauta!

domingo, 5 de abril de 2020

[Análises em Geral] #99: Healin' Good Precure após dez episódios


Uma jornada maravilhosa...

A franquia Pretty Cure, no ar desde o distante ano de 2004, contém uma história das mais interessantes, e que não é restrita unicamente ao universo dos mahou shoujos (enredos com garotas mágicas). Fazendo um resumo mais direto, a franquia em pauta sempre buscou tratar de temas intrínsecos aos momentos de sua exibição, a cada nova série lançada ou em franco desenvolvimento. Isto sem abandonar o seu foco central, sendo este (ao menos em boa parte das ocasiões) o público infanto juvenil.

A tendência de abordar temáticas mais condizentes a uma realidade social pode aparentar ser mais recente, de fato, como pôde ser atestado em Go! Princess Precure (2015) ou em Hugtto! Precure (2018), por exemplo. Não que estas fossem necessariamente a espinha dorsal de suas séries, mas estavam lá sendo trabalhadas em paralelo, seja em episódios-chave ou por meio de tramas envolvendo algum personagem em específico. É algo que a minha pessoa vê com uma positividade das mais elevadas, pois além de não haver a famosa apelação ou excesso de pormenores, a franquia não perde seu brilho e trabalha tais temáticas com uma qualidade simplesmente elogiável.

Isso não significa que a franquia esteja imune a críticas severas, que por sinal vem de sua própria fanbase, especialmente no que tange a quando algumas temáticas paralelas acabam não sendo do pronto agrado. É algo que independe do foco ou da razão. Os finais das séries Pretty Cure citadas no parágrafo acima servem como claros exemplos disto, sobretudo a segunda.

Nodoka e suas duas realidades: da garota comum e da guerreira Cure Grace.

Neste momento, nobre visitante, você pode estar se perguntando o porque da existência dos três parágrafos acima, uma vez que este post remete-se exclusivamente a série em exibição, que é a Healin' Good Precure. A razão para tanto é notória, uma vez que o anime em curso possui uma temática central (falar dos cuidados para/com a natureza) e ramificações a ele ligadas, inerentes a pontos próprios (como o passado da Nodoka e como isto a influenciou para agir como faz atualmente). Claramente, este anime deverá ter outros pontos ainda mais pujantes no futuro próximo, sendo esta uma alusão deste humilde blogueiro em comparação direta com outras séries da franquia em pauta.

Até o presente momento, dez episódios foram exibidos. Em todos eles, sem exceção, Healin' Good Precure manteve um sólido e nítido discurso em sua narrativa, cuja ligação de amizade entre as suas três protagonistas é muito vibrante e chamativa. Elas possuem modos próprios de ser, mas buscam uma compreensão ímpar entre tais. Lutam para defender a mãe natureza, mas não abandonam o modus operandi que rege acada uma. Diante disto, e sem receio de estar equivocado, a minha pessoa coloca este trio - formado por Nodoka, Chiyu e Hinata - como sendo um dos mais carismáticos e interessantes, dentre as séries Pretty Cure que este humilde blogueiro já assistiu.

O carisma que estas três personagens emanam é deveras poderoso. Em si, somente a história da Nodoka já valeria uns episódios à parte, talvez como uma minissérie em OVA. Para efeitos de mensuração, a citada personagem possui um passado marcado por muitas enfermidades e complicações de saúde. Desta maneira, a teoria diz que a Nodoka não deveria ter grandes expectativas quanto ao seu futuro. Na prática ocorreu o contrário, pois ela se fortaleceu bastante e enfrentou suas limitações de saúde, tanto por força própria como - e principalmente - pelo apoio maciço que recebera de seus pais e até de funcionários do hospital em que ficou tratando-se.

Os Byougens não se entendem entre si...

Não muito longe disto, as companheiras de Nodoka em batalha também apresentam motivações próprias. Embora não tenham sido trabalhadas e/ou citadas tão singularmente quanto a primeira personagem citadas, a margem para receber a mesma atenção no decorrer da série já foi aberta. Para tanto, basta aqui citar que a Chiyu tende a ser calma e muito serena, possuindo um alto nível de responsabilidade e atenção sobre aquilo que vê e faz. Por sua vez, a Hinata consegue ser muito estabanada e pouco atenta à detalhes do que ocorre ao seu redor, embora possui um sendo de amizade elevado.

É importante aqui enfatizar que Healin' Good Precure já fez questão de mostrar um pouco de como foi (ou ainda é) difícil, para a Chiyu, entender o modo de ser da Hinata e que ela, por sua vez, tenta fazer com que a sua nova amiga dê mais risadas e esboce cada vez sorrisos mais alegres. O que tu acabou de ler parece ser um plot comum e que, talvez, não merece um amplo destaque. Mas acredite, nobre visitante, a minha pessoa crê que isto haverá de ser trabalhado novamente no anime em pauta, com uma dimensão mais profunda do que a reles mensuração que, em si, já havia sido muito bem feita na obra em si.

Alguns personagens secundários já vieram e foram. Talvez o grande destaque, em dez episódios, tenha sido a aparição de um estudante que anseia ser um grande jornalista investigativo, sendo Michio o seu nome. O grande ponto é que, em dois momentos de sua aparição, ele colocou a Nodoka em maus lençóis em razão de uma ideia equivocada da parte dele. Logo após, em outro momento, ele fez apenas uma rápida participação, sem grande destaque. Para este blogueiro, é provável que ele apareça novamente.

Surpresas e anseios.

Rabirin, Pegitan e Nyatoran são as fadas da vez, que conferiram poderes às jovens Nodoka, Chiyu e Hinata, transformando-as respectivamente nas Cures Grace, Fontaine e Sparkle. As maneiras de ser e de agir destas fadas estão diretamente ligadas a como suas guerreiras são e se comportam. Isto é algo bem de praxe na franquia Pretty Cure, não sendo necessariamente uma novidade, mas que na série em pauta está sendo feito com um esmero deveras nítido e chamativo. O prisma do carisma brilha em exuberância aqui, com um poder avassalador.

Interessante frisar que, em seu segundo episódio, o anime havia dado uma demonstração de desentendimento entre o Rabirin e a Nodoka, sendo este o foco total do capítulo, que acabou encerrando-se de uma maneira brilhante, diferente do que a minha pessoa imaginava. Em resumo, o Rabirin começou a ver a Nodoka em sua vida comum, e a imaginou como não apta a ser uma guerreira, e nisto ocorreu a aparição da história sobre o passado dela. O contexto de infanto-juvenil foi bem nítido, é claro, mas bem orquestrado e trabalhado. O Pegitan possui uma forte inclinação ao medo, pensando duas ou três vezes antes de algo dizer ou ideia adentrar. Ele é o total oposto do Nyatoran, que abusa de sua energia e da fola com tons mais graves, sendo extremamente positivista.

E no que tange às forças do mal, a franquia Pretty Cure acabou abraçando esta causa de uma maneira diferente do que em várias de suas séries mais recentes. Os Byougens são as entidades malígnas da vez e, visando fazer com que seu mestre volte a reaparecer com um corpo físico, seus generais precisam fazer com que a Terra adoeça, formando assim o ambiente ideal para que seu máximo líder possa, enfim, se fazer presente e reinar perante todos. Para este humilde blogueiro, os Byougens de Healin' Good Precure estão à frente dos vilões das suas contrapartes, vindas de séries - a exemplificar - como Star Twinkle Precure (2019) e Mahou Tsukai Precure (2016), justamente pelo fator carisma que eles possuem.



O décimo episódio deu início a uma parte mais dramática da trama.

Falando especificamente dos generais Byougens, são três seres bem interessantes. O primeiro deles é o Daruizen, cujo tédio domina o seu modo de ser, agindo sempre de acordo com as próprias vontades, buscando ignorar as desavenças existentes entre os seus dois colegas de função e missão maior. Na sequência aparece a Shindoine, que busca ir além daquilo que deve fazer de fato, uma vez que possui um grande sentimento pelo seu grande mestre, e sua ambição baseia-se em fazer com que ele assim a note. Por fim, sendo provavelmente o mais hilário do trio, está o Guaiwaru, cujo visual de força bruta está totalmente desconforme com a sua (pouca) capacidade de raciocínio lógico, sendo a demonstração contínua de seu poder o levante pessoal para seguir adiante em sua missão.

Enfatiza-se aqui que a série em pauta já mostrou existir um interesse bem específico, entre as ditas forças do bem e do mal. No caso em específico, a citação vale para a Nodoka e o Daruizen que, pelos intermédios entre o quinto e sexto episódios, mostrou que uma acirrada disputa poderá aparecer no futuro. A bem da verdade, o Daruizen mostrou ter interesse no medo da Nodoka em falhar, mostrando-lhe um tanto de seu poder, buscando adoecer a ela e sua fada na ocasião. Aliás, este ponto da Cure Grace voltou a aparecer no décimo episódio, cuja tomada de decisão da guerreira durante uma batalha quase colocou em xeque o resultado de tal embate. Diante disto, é possível que outras motivações entre as guerreiras e os generais apareçam com o desenrolar ad série.

Nobre visitante, este post serviu para lhe resumir o que foram os dez episódios iniciais de Healin' Good Precure. As motivações, foco do enredo, entrelaço da série com a franquia na qual faz parte e, sobretudo, mostrando como o seu elenco transborda no fator carisma, tanto as guerreiras Precure em si como os generais do mal. A missão delas é proteger e curar a Terra, enquanto a deles é de adoecer e dominar o mundo.Um espectro de possibilidades está aberto e, daqui até janeiro de 2021 - quando encerrará a série - o caminho é longo. Valerá muito a pena acompanhar esta magnífica jornada.

Assista a Healin' Good Precure você também...


"Três estudantes prontas para defender a Terra..."


"Isto é Healin' Good Precure..."

Até a próxima!

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