Em pauta!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

[Análises em Geral] #102: Grand Blue e um início hilário demais...


Um convite interessante...

Era uma vez a temporada animística de julho-2018. Este humilde blogueiro estava vendo algumas estreias do período em call com alguns amigos, via Discord. O momento era propício para mensurar se os animes escolhidos serviriam ao propósito do entretenimento que o grupo em pauta buscava. Um dos títulos da vez foi Grand Blue, que acabou sendo um dos inícios mais hilários não apenas da temporada em si, como também de 2018 no seu total.

Contudo, é necessário começar este post do básico, ou seja, a parte técnica em si. Grand Blue é um anime proveniente de seu mangá homônimo, que está em publicação desde abril de 2014. Sua história leva a assinatura de Inoue Kenji, enquanto a arte de suas páginas mostrou o talento de Yoshioka Kimitake. A adaptação deste título para anime foi feita pelo estúdio Zero-G, sendo então finalizado com doze episódios em setembro de 2018. E logo na linha de partida deste texto, você deve ficar ciente de que Grand Blue teve uma das aberturas mais mentirosas e interessantes dos animes exibidos em tal ano.

A música de abertura do anime em pauta chama-se "Grand Blue", cantada pelo grupo Shounan no Kaze. Trata-se de uma melodia bem alegre, com um ritmo constante e frenético [veja a mesma ao clicar aqui]. Sua sequência animada mostra jovens estudantes universitários na prática do mergulho, em algum ponto do litoral no qual vivem. Porém, se tu apenas se deixar levar pela abertura de maneira crua, não lhe é passada nenhuma impressão de quão discrepante e hilário o anime Grand Blue é, chegando a dar uma falsa impressão de que a obra - aparentemente - fosse um slice-of-life com algo à mais de seriedade no seu alicerce. Desnecessário dizer o quanto isso ajudou, demasiadamente, na avaliação final - extremamente positiva - que este humilde blogueiro tem do anime em si.

Iori e Chisa, quando pequenos.

Agora que tu já está a par dos dados técnicos mais necessários, nobre visitante, é chegado o momento de conhecer a história da mesma em seu modal mais básico. Kitahara Iori é um jovem com vinte anos de idade que, agora, será um estudante de Engenharia Mecânica na Universidade de Izu, no litoral japonês. este é um lugar que ele não visitava a longos dez anos e, obviamente, lembranças de seu passado na região estavam presentes no seu consciente. Especialmente no que tange à sua prima, Kotegawa Chisa, com quem muito brincava quando crianças. O rapaz iria alojar-se na loja de seu tio, cujo nome do empreendimento é o mesmo deste anime. Em outras palavras, seria contado o cotidiano do Iori como universitário, com direito a lembranças do passado e novas perspectivas.

O enunciado acima dá a ideia de esta obra ter um enredo comum, com progresso normal e - talvez - sem nada que realmente chame a atenção. Contudo, a dita normalidade finaliza justamente aí, pois o Iori não fazia a mínima ideia de como a sua vida se transformaria, ao resolver ir para o litoral ter o seu cotidiano universitário, nem o quanto a sua prima lhe viraria o olho de maneira rápida. Diga-se de passagem, e ao menos inicialmente, com muita razão para tanto.

Aquelas lembranças de ampla felicidade, com destaque para pensamentos sobre o próprio futuro, estavam presentes no semblante do Iori. Mas isto acabou no momento em que ele abriu a porta da loja de seu tio e viu, sem grandes cerimônias, um monte de homens - divididos entre semi-nus e completamente nus - berrando e se divertindo, sob altas doses de bebidas. Provavelmente, a sensação dele foi a mesma que cair do céu de volta para a terra e, talvez, dela para os confins do inferno, tamanho foi o seu desespero no primeiro impacto da cena presenciada.

Essa juventude é muito atrevida...

No meio daquela multidão de homens estavam dois integrantes do grupo de mergulho local, sendo eles Kotobuki Ryuujirou e Tokita Shinji. Desnecessário enfatizar que eles correram atrás do Iori, basicamente um deles sem as calças pelas ruas, após eles averiguarem com o tio do jovem de que ele seria o novo residente e universitário local. A imagem de desespero do Iori não chega nem a ser conflitante, pois - para a minha pessoa - o mínimo a ser esperado é que o mesmo reagisse de tal maneira.

Mas tudo poderia piorar. De fato, isto acabou ocorrendo. Ryuujirou e Shinji queriam que o Iori participassem da festinha, mas o recém-chegado não queria beber. Nem mesmo a intervenção da Kotegawa Nanaka, irmã mais velha da Chisa, surtiu algum efeito. A bem da verdade, deu um efeito contrário, pois ela já estava habituada com as festas que ocorrem ali na Grand Blue e, desta maneira, o Iori participar delas ou não era questão de tempo. O problema para o rapaz é que, não apenas ele acabou aderindo à festa (mesmo que contra a sua vontade), como sua prima acabou vendo seu péssimo comportamento e, a partir de então, ela passou a tratá-lo com um ferrenho desdém.

O dia seguinte seria de apresentação na universidade. Ele, Iori, deveria estar lá bem cedo. Mas a já citada dupla que adora festejos complicou tudo, de uma maneira surreal. Eles cumpriram o prometido, em ajudar o rapaz a acordar cedo, mas em nenhum momento haviam falado sobre dormir às portas da Universidade de Izu. O detalhe é que ele estava apenas com a roupa de baixo, básica e trivial. Entrando como ponto de atenção, é justamente no ambiente universitário que Iori acaba conhecendo um rapaz que tem os seus problemas sociais, chamado Imamura Kouhei, que traja uma simpática camisa branca com uma personagem de anime nela estampada. Um otaku universitário, que anseia em criar um grupo de amantes das fofas personagens de anime. Mas, por alguma razão, o Kouhei não consegue obter êxito em sua empreitada (não que isto deixasse de ser previsto).

O primeiro dia na universidade foi inesquecível...

Não pense você, visitante, que todas as encrencas - deste primeiro episódio - pararam nos relatos do parágrafo acima. Até porque, a polícia correu atrás do Iori dentro do campus universitário, por alguma razão bem distinta. Momentos após, o rapaz ganhou uma muda de roupas após arranjar um novo integrante para o grupo do qual ele - alegremente - faz parte. O Kouhei, que foi tapeado com uma maestria monstruosa, acabou sendo o tal recém integrado ao grupo de beberrões semi-nus. Obviamente, uma festividade ocorreu sob as pétalas de sakura que caiam ao balançar do vento e, exatamente ali, Iori e Kouhei tiveram um pequeno embate e aquela iniciação básica sobre o que, a partir dali, seriam as suas vidas como universitários.

Todo este relato, ao londo do presente do texto, referiu-se unicamente ao primeiro episódio de Grand Blue, visitante. No geral, foram vinte e quatro minutos recheados de muitas risadas, tenham sido elas provenientes das caretas dos personagens, das situações inusitadas ou, ainda, do combo completo. A decisão é totalmente sua. Ademais, a música de encerramento soube coroar muito bem o anime. Seu nome é "Konpeki no al Fine", cantada por Izu no Kaze que, basicamente, é o quarteto formado pelos dubladores de Iori, Kouhei, Shinji e Ryuujirou. O cenário da sequência de encerramento é um karaokê, direto no ponto, cujo final desta cantoria toda conota uma cena que, por diversas vezes, se repete à esmo no anime inteiro [visualize aqui esta sequência].

Um episódio inaugural que é muito convidativo, pelos fatores do mais puro nonsense relatados para você ao longo deste post, nobre visitante. O carisma se faz presente no elenco de personagens e, sobretudo, a minha pessoa acredita ferozmente que o Iori mudaria de ideia e não iria para o litoral, caso soubesse de antemão o que ocorria por lá. Mas agora é tarde e ele terá que seguir com a sua vida acadêmica em tal lugar. Contudo, parece que ele se importará cada vez menos com isso, no decorrer do anime. E para saber se isto ocorre de fato, só vendo o anime.

Isso é Grand Blue...

Imagens gerais



"Não gosto de beber, mas o pior aconteceu..."


"Desista, Iori, pois a Chisa já é alvo da irmã dela, a Nanaka..."


"Realmente, o primeiro dia de estudos foi inesquecível..."


"Uma festa de boas-vindas muito surreal..."


"Não me deram água..."

Até a próxima!

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